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Música de peso e de primeira

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Banda de thrash metal de Santo André
Blackning apronta 2º disco com faixas furiosas


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

21/06/2016 | 07:18


 Se alguém ainda acha que o cenário heavy e thrash metal, entre outras vertentes, do Grande ABC deve algo para o do Exterior, está mais do que na hora de deixar essa ideia de lado e prestar atenção ao que vem sendo feito na região há tempos. Da nova safra de bandas, o trio Blackning tem mostrado a que veio.

Com dois anos de estrada, mas com músicos veteranos na cena, a banda de Santo André, que aposta no gênero e foca suas forças na música autoral, apresenta seu segundo álbum de estúdio, ALieNation (Vingança Music, R$ 30, em média), que chega ilustrado por dez composições de peso e pode ser comprado no site www.blackningstore.com.

Munido de Cleber Orsioli (voz e guitarra), Francisco Stanich (contrabaixo) e Elvis Santos (bateria), o Blackning não fica no lugar comum e aposta em colocar o dedo em feridas tão constantes nos dias de hoje. “Esse álbum aborda fortemente o momento da sociedade, que é de alienação. Pessoas estão alienadas em seu celular, num tipo de autismo funcional, nas redes sociais e seu voyuerismo, em suas vinganças, rancores, ideais políticos, preconceitos”, reflete Orsioli.

Riffs certeiros de guitarra anunciam Street Of Justice, faixa que abre o trabalho. Cadenciada e empolgante, Mechanical Minds, outro tapa na cara, ganhará clipe, já em fase de edição. A música conta de quem sofre e aceita a imposição da vida em seguir o mesmo caminho de todos.

Mas nem só apontar mazelas é trabalho feito pelas faixas do Blackning. Segundo Orsioli, música é arte e deve ser apreciada. “Particularmente, não curto música feita somente para servir de alerta a alguém, pois acho que a música é mais do que isso”, diz o guitarrista. Para ele, a arte tem de passar alguma sensação, seja amor, vitória, raiva, medo ou algum outro sentimento, “e, com isso, entreter de alguma maneira, como um filme, e fazer o ouvinte pensar.”

Gravado em São Caetano e São Paulo, em processo que, desde sua composição até o fim levou cerca de 14 meses, ALieNation tem produção cuidadosa, assinada por Fabiano Penna, e timbres de guitarra muito bem pensados e que casam de forma harmoniosa com voz, contrabaixo e bateria.

E tudo, à exceção de distribuição do disco e da prensagem, é feito de forma independente, com caixa da banda e dos músicos. “É muita correria e isso nos cobra que sejamos regrados para não deixar passar nada. Trabalhamos com cronogramas anuais, que desmembramos em tarefas diárias. Ou é assim ou o trem sai do trilhos. Sempre há pedras no caminho de nossas vidas particulares que temos que ultrapassar, mas aí alguém na banda cobre o outro para que tudo continue andando.”



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Banda de thrash metal de Santo André
Blackning apronta 2º disco com faixas furiosas

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

21/06/2016 | 07:18


 Se alguém ainda acha que o cenário heavy e thrash metal, entre outras vertentes, do Grande ABC deve algo para o do Exterior, está mais do que na hora de deixar essa ideia de lado e prestar atenção ao que vem sendo feito na região há tempos. Da nova safra de bandas, o trio Blackning tem mostrado a que veio.

Com dois anos de estrada, mas com músicos veteranos na cena, a banda de Santo André, que aposta no gênero e foca suas forças na música autoral, apresenta seu segundo álbum de estúdio, ALieNation (Vingança Music, R$ 30, em média), que chega ilustrado por dez composições de peso e pode ser comprado no site www.blackningstore.com.

Munido de Cleber Orsioli (voz e guitarra), Francisco Stanich (contrabaixo) e Elvis Santos (bateria), o Blackning não fica no lugar comum e aposta em colocar o dedo em feridas tão constantes nos dias de hoje. “Esse álbum aborda fortemente o momento da sociedade, que é de alienação. Pessoas estão alienadas em seu celular, num tipo de autismo funcional, nas redes sociais e seu voyuerismo, em suas vinganças, rancores, ideais políticos, preconceitos”, reflete Orsioli.

Riffs certeiros de guitarra anunciam Street Of Justice, faixa que abre o trabalho. Cadenciada e empolgante, Mechanical Minds, outro tapa na cara, ganhará clipe, já em fase de edição. A música conta de quem sofre e aceita a imposição da vida em seguir o mesmo caminho de todos.

Mas nem só apontar mazelas é trabalho feito pelas faixas do Blackning. Segundo Orsioli, música é arte e deve ser apreciada. “Particularmente, não curto música feita somente para servir de alerta a alguém, pois acho que a música é mais do que isso”, diz o guitarrista. Para ele, a arte tem de passar alguma sensação, seja amor, vitória, raiva, medo ou algum outro sentimento, “e, com isso, entreter de alguma maneira, como um filme, e fazer o ouvinte pensar.”

Gravado em São Caetano e São Paulo, em processo que, desde sua composição até o fim levou cerca de 14 meses, ALieNation tem produção cuidadosa, assinada por Fabiano Penna, e timbres de guitarra muito bem pensados e que casam de forma harmoniosa com voz, contrabaixo e bateria.

E tudo, à exceção de distribuição do disco e da prensagem, é feito de forma independente, com caixa da banda e dos músicos. “É muita correria e isso nos cobra que sejamos regrados para não deixar passar nada. Trabalhamos com cronogramas anuais, que desmembramos em tarefas diárias. Ou é assim ou o trem sai do trilhos. Sempre há pedras no caminho de nossas vidas particulares que temos que ultrapassar, mas aí alguém na banda cobre o outro para que tudo continue andando.”

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