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Faltam limpeza e preservação nos monumentos de Diadema

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Bom estado de algumas obras contrasta com sujeira e pichações encontradas em outras


Nelson Donato
Especial para o Diário

19/06/2016 | 07:00


Apesar de a maioria dos monumentos de Diadema estar bem conservada, o mesmo não pode ser dito do entorno das obras. Latas de refrigerante, papéis e até cacos de vidro são obstáculos para quem deseja apreciar esses pedaços da história do município. O estado das peças faz parte da série de reportagens do Diário, que semanalmente avalia os monumentos da região.

Uma das mais emblemáticas obras da cidade, o Monumento em Homenagem aos Migrantes, situado na Avenida Fábio Eduardo Ramos Esquivel, sofre com o vandalismo e a sujeira deixada pelos próprios moradores. Pichação alusiva a movimento político foi grafada na escultura há mais de um ano. Além da poluição visual, o canteiro no qual a obra está situada tornou-se ponto de descarte irregular de lixo.

Para o operador de máquinas Givanildo Monteiro, 59 anos, é preciso melhora a limpeza nos pontos históricos de Diadema. “As pessoas jogam lixo como se estivessem nas casas delas. Não podemos culpar só a Prefeitura, que também deveria ter mais cuidados com esses espaços. Acho que deve haver a conciliação entre o poder público e a população para que a história da cidade seja preservada.”

 

EXEMPLOS

Um bom exemplo de conservação é a Casa de Pedra, localizada na Avenida Prestes Maia, em Diadema. O imóvel quase foi demolido por conta da construção de condomínio de apartamentos. Após protestos, a pequena residência foi anexada ao terreno dos prédios e hoje apresenta ótimo estado.

A estátua de Nossa Senhora das Graças, na Avenida Dona Ruyce Ferraz Alvim, no Jardim Ruyce, também escapou do vandalismo. Apesar do pedestal da obra carecer de limpeza, a imagem da santa não foi pichada. “Acho que está muito bonita e que a Prefeitura tem cuidado bem. O que falta é as pessoas terem mais respeito e pararem de jogar lixo em todo lugar”, opina a faxineira Maria Ivoneide Santos, 41.

A casa da família Risch, na Avenida Dr. Ulysses Guimarães, é um ponto histórico de Diadema que pede socorro. O imóvel foi lar de uma das mais importantes famílias da cidade e hoje tornou-se depósito de caçambas. A proprietária da residência, que não quis se identificar, contou que a estrutura do edifício está quase cedendo e que ela foi obrigada a adotar o espaço como galpão, pois o terreno que utilizava para esse fim foi desapropriado pela administração municipal para a abertura de uma via.

A Prefeitura de Diadema não se manifestou sobre o problema até o fechamento desta edição. A punição para pichadores de monumentos públicos está prevista no artigo 65º da Lei de Crimes Ambientais 9.605/98. Os infratores estão passíveis de detenção de seis meses a um ano, além de multa.



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