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Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

17/06/2016 | 06:43


Escrita por Milton Nascimento e Fernando Brant, a música Maria Maria, gravada em 1978 pelo cantor, foi feita em homenagem à sua mãe. E foi ao escutar os seus versos que a jornalista Angela Molognoni, 32 anos, teve a ideia de escrever o livro Canção da Terra (Multifoco, 446 páginas, R$ 62), que será lançado hoje, a partir das 19h30, na Casa da Palavra (Praça do Carmo, 171), em Santo André.
O insight apareceu ao ouvir o trecho ‘uma gente que ri, quando deve chorar e não vive, apenas aguenta’. “Ao pensar sobre isso, imaginei que muitas pessoas vivem desse modo, enfrentam os mais variados obstáculos e não têm controle do próprio destino. O tema norteou a história de uma das personagens, Maria”, explica.
Já o enredo do outro personagem principal, José, foi inspirado na canção Marvin, do Titãs. “Os nomes Maria e José foram escolhidos por serem os mais comuns no nosso País, exatamente para retratar a maioria da nossa população.”
Pois bem. Feitas as apresentações dos protagonistas, vamos ao pano de fundo do livro, que foi o período de repressão da ditadura militar no Brasil e os cenários do sertão nordestino e a Capital paulista. A história é entrecortada pelas narrativas independentes dos dois, até terem suas vidas ligadas pelo destino de seus filhos.
Maria enfrenta muitos obstáculos até se tornar adulta, ter filhos e precisar encarar as graves consequências dos ideais políticos da rebenta mais velha. Já José, nascido no sertão de Pernambuco, faz o contraponto a Maria. Enquanto ela recebe golpes da vida, ele os contorna. Luta para mudar sua trajetória e vai atrás de seus objetivos.
Entre a ideia de Angela de escrever essas histórias e a conclusão da obra ser lançada hoje passaram-se 12 anos. “Isso porque no meio desse processo eu perdi minha melhor amiga e a pessoa que ajudava nas minhas ideias malucas, que era a minha mãe. Depois da morte dela, fiquei cinco anos sem escrever nada. Passado o luto, resolvi terminar o livro, que ficou pronto somente no ano passado”, explica. Sem perceber, os versos que inspiraram o livro foram também enredo de sua própria vida. 



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