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O blues na sua mais simples essência

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Com releituras de canções de raiz e faixas inéditas, Eric Clapton lança o disco I Still Do


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

12/06/2016 | 06:54


Manter-se fiel às raízes de uma linguagem musical e levá-la adiante, ainda mais quando ela faz parte da história de vida de um povo, como é o blues para o negro norte-americano, não é tarefa fácil. Ainda mais quando levamos em conta o mercado musical, que escancara suas portas ao universo pop e aos ‘enlatados’ e se esquece de tantas outras coisas.

Mas Eric Clapton faz isso com o pé nas costas, ou melhor, com as mãos nas cordas. O cantor, guitarrista e compositor britânico, que já passou por conjuntos como Cream e Blind Faith, e tinha o nome pichado nas paredes de Londres nos anos 1960 dizendo que ele era Deus (da guitarra), segue na sólida carreira solo e apresenta ao público seu 23º disco, I Still Do (Universal Music, R$ 30,50, em média).

Na obra, cujo título faz referência ao que sua tia dizia quando ele agradecia a ela por ter cuidado dele quando era garoto, e ela respondia ‘i still do’ (eu ainda cuido, ainda faço), Clapton, que tem 71 anos, mostra que a idade só soma pontos e experiência para compor e que ele ainda tem muita lenha para queimar.

Embalado em formato digipack (caixinha de papel), o disco ganha vida ilustrado por 12 composições e tem produção assinada por Glyn Johns, com quem o britânico já trabalhou em outras ocasiões, e que já fez discos com Led Zeppelin, Eagles e The Who, entre outros.

O cardápio musical do álbum começa com a arrastada releitura de Alabama Woman Blues, faixa originalmente assinada por Leroy Carr (1905-1935). Entre canções de nomes grandiosos do blues de raiz e outras autorais, Clapton mostra firmeza nas mãos a cada nota. De Skip James (1902-1969) ele pincela Cypress Grove, com direito a arranjos de slide.

Entre os temas assinados por Clapton está Catch The Blues. Nela, ele deixa de lado a guitarra e ‘passeia’ limpo no violão da forma mais simples que o blues pode ser. De Robert Johnson (1911-1938), uma de suas maiores fontes de inspiração, o guitarrista resgata as notas bucólicas de Stones In My Passway e presta sua homenagem ao artista.

Seja com cancioneiro seu, ou dos seus, Eric Clapton segue em sua missão e a de tantos outros, que é a de manter vivo um legado começado no início do século passado por um povo sofrido. E isso ele faz com louvor.



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O blues na sua mais simples essência

Com releituras de canções de raiz e faixas inéditas, Eric Clapton lança o disco I Still Do

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

12/06/2016 | 06:54


Manter-se fiel às raízes de uma linguagem musical e levá-la adiante, ainda mais quando ela faz parte da história de vida de um povo, como é o blues para o negro norte-americano, não é tarefa fácil. Ainda mais quando levamos em conta o mercado musical, que escancara suas portas ao universo pop e aos ‘enlatados’ e se esquece de tantas outras coisas.

Mas Eric Clapton faz isso com o pé nas costas, ou melhor, com as mãos nas cordas. O cantor, guitarrista e compositor britânico, que já passou por conjuntos como Cream e Blind Faith, e tinha o nome pichado nas paredes de Londres nos anos 1960 dizendo que ele era Deus (da guitarra), segue na sólida carreira solo e apresenta ao público seu 23º disco, I Still Do (Universal Music, R$ 30,50, em média).

Na obra, cujo título faz referência ao que sua tia dizia quando ele agradecia a ela por ter cuidado dele quando era garoto, e ela respondia ‘i still do’ (eu ainda cuido, ainda faço), Clapton, que tem 71 anos, mostra que a idade só soma pontos e experiência para compor e que ele ainda tem muita lenha para queimar.

Embalado em formato digipack (caixinha de papel), o disco ganha vida ilustrado por 12 composições e tem produção assinada por Glyn Johns, com quem o britânico já trabalhou em outras ocasiões, e que já fez discos com Led Zeppelin, Eagles e The Who, entre outros.

O cardápio musical do álbum começa com a arrastada releitura de Alabama Woman Blues, faixa originalmente assinada por Leroy Carr (1905-1935). Entre canções de nomes grandiosos do blues de raiz e outras autorais, Clapton mostra firmeza nas mãos a cada nota. De Skip James (1902-1969) ele pincela Cypress Grove, com direito a arranjos de slide.

Entre os temas assinados por Clapton está Catch The Blues. Nela, ele deixa de lado a guitarra e ‘passeia’ limpo no violão da forma mais simples que o blues pode ser. De Robert Johnson (1911-1938), uma de suas maiores fontes de inspiração, o guitarrista resgata as notas bucólicas de Stones In My Passway e presta sua homenagem ao artista.

Seja com cancioneiro seu, ou dos seus, Eric Clapton segue em sua missão e a de tantos outros, que é a de manter vivo um legado começado no início do século passado por um povo sofrido. E isso ele faz com louvor.

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