Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 17 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Tá todo mundo louco, oba!


Carlos Brickman

08/06/2016 | 07:00


O pessoal de Dilma garante que ela vira o resultado do impeachment e volta à Presidência (foi afastada durante o processo e, se absolvida, reassume). Os dilmistas querem convencer senadores mais flexíveis de que dá para ganhar, e muito, virando o voto. O pessoal contra Dilma diz que o resultado não está garantido, e que se seus senadores trocarem votos por ‘pixulecos’ podem topar com Dilma de volta. Os dois lados defendendo a mesma tese, baseada no jogo de cintura, caráter (e bolso) de seus próprios aliados. Está todo mundo louco.

Há quem defenda a volta de Dilma, que prometeria renunciar e convocar imediatamente eleições diretas. Isso exigiria reformar a Constituição de uma hora para outra, sem tempo para isso; confiar em promessa de políticos e na palavra de Dilma. Então, tá – tá todo mundo louco.

A hora é boa para loucuras. Cerveró acusou Dilma de sacaneá-lo e disse o nome de quem levou mais de meio bilhão de reais em ‘pixulecos’ petrolíferos. Pelo que disse, sobrou algum para Lula e Dilma; e apontou o papel de Dilma na compra da Refinaria de Pasadena, com seus US$ 700 milhões a mais. Roubo vá lá; mas passar Cerveró para trás? Tolerar traição é bem mais caro.

Tá todo mundo louco, oba!

Munição de reserva
Na terça-feira, Renan deve depor na Polícia Federal. A repercussão do depoimento só depende dele: sabe muito, mas pode passar por cima do que não for de seu interesse. E a coisa toda está pegando fogo: o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, confirmou que o apartamento do Guarujá que não é de Lula é de Lula, sim, e com isso abre novos caminhos de investigação.
Marcelo Odebrecht vai ter um trabalhão para delatar alguma novidade.

Trio parada dura
O procurador-geral Rodrigo Janot pediu ao Supremo a prisão de Renan, Jucá e Cunha; e a prisão domiciliar, com tornozeleiras eletrônicas, de Sarney. Político importante preso é mais raro que empreiteiro na cadeia (e até isso já temos). Acima de Cunha, Renan e Jucá, mais Sarney, só mesmo Lula e Dilma – atenção: isto é uma reflexão, não uma sugestão.

A propósito, que dirão agora os petistas, que acusavam as operações da polícia de atingir só o PT? Os quatro citados por Janot eram aliados, sim, do governo petista, mas já faz tempo que mudaram de lado.

Temer sim, Temer não
A criação de 14 mil cargos federais e um bom aumento ao funcionalismo foram aprovados pelo presidente Michel Temer. Parece que já estavam calculados no deficit, então tudo bem, deixa a bola rolar. Só que alguns economistas respeitados, vários deles próximos a Temer, começaram a fazer contas. Os recursos podiam estar englobados no deficit, mas tinham de ser gastos. E a área econômica foi a única do governo, até hoje, a merecer elogios gerais. Temer mudou rápido de posição: aumento só para juízes, que mandam prender e soltar, e com quem vale a pena manter boas relações. Quem esperava maiores benefícios espera mais um pouco.

Temer pode não fazer, mas desfazer é com ele.

Uma senhora chamada Luis
Ou, chamando-a pelo nome completo, Luislinda Dias de Vallois – filha de Iansã, rastafári, ex-miss mulata Bahia, negra, desembargadora, 71 anos, “divorciada e ousada”, é agora secretária de Igualdade Social do governo Temer.

Aprendeu muito sobre o mundo aos 9 anos, quando seus pais não puderam comprar o material de desenho de plástico pedido pelo professor. Seu material era de madeira, que seus pais puderam comprar. O professor foi duro: “Então, você não devia estar estudando, e sim cozinhando feijoada para os brancos”. Hoje ela ocupa o cargo com que o professor jamais sonhou.

O homem que falava a verdade
Gentil, acessível – ótima fonte de informação sobre o poder. Hélio Garcia, 85 anos, duas vezes governador de Minas Gerais, morreu no domingo, elogiado por aliados e adversários. Não foi acusado de desvios nem de abuso de autoridade. E ajudou a montar a Frente mineira, que uniu o Estado em torno de Tancredo Neves. Era bom frasista. Em seu segundo mandato, pouco foi ao Palácio.

Explicava: “A cada medida que deixo de assinar, o Estado economiza muito”. 



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;