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Ex-partido da vice-prefeita anuncia apoio a Aidan

Presidente do PRP, Ovasco cita que Oswana não seguiu projeto político e admite surpresa com saída


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

03/06/2016 | 07:00


Ex-sigla da vice-prefeita de Santo André, Oswana Fameli (hoje no PMB), o PRP anunciou ontem, formalmente, adesão à pré-candidatura ao Paço do ex-prefeito Aidan Ravin (PSB). Presidente nacional do partido, Ovasco Resende compareceu à sede do Diário e confirmou a mudança de raia depois do rompimento eleitoral com o prefeito Carlos Grana (PT). O dirigente reclamou da postura da número dois do Executivo, o que, segundo ele, resultou na ruptura política. “A proposta é que viesse vice e, com isso, surgisse candidatura a prefeita, deputada estadual e federal. Santo André, infelizmente, não entendeu a nossa mensagem.”

Com o PMB, Oswana mantém-se no arco do PT, independentemente da continuidade de seu nome na chapa majoritária. Além da vice, a legenda tinha o vereador Tonho Lagoa, atualmente também no PMB, em suas fileiras. A desfiliação em massa da agremiação se deu após o grupo ligado ao Paço perceber que tratativas em âmbito estadual poderiam alterar a órbita do PRP no município. Ovasco sustentou que o projeto local necessitava ter sequência para aumentar representação da sigla em outras instâncias. Frisou ter recebido com surpresa a migração. “Sinceramente surpreendeu o posicionamento, a saída brusca para outro partido. Para nós, realmente, foi bolada nas costas.”

A situação provocou esvaziamento do PRP, à época, liderado pelo então dirigente José Evangelista. A comissão provisória é hoje comandada por Ricardo Santos, antigo aliado de Aidan. Ovasco falou que, diante do impasse, viu no ex-prefeito um “homem de visão e filiado em partido co-irmão”. Em 2014, a sigla deu suporte à candidatura do PSB, com Eduardo Campos (morto durante o processo eleitoral), a presidente da República – projeto posteriormente liderado por Marina Silva. “A política é dinâmica. Aidan tem experiência como prefeito, perfil de gestor, escuta a população e dá a importância que queremos à Câmara. Desta forma, nós vamos conseguir reconquistar espaço que foi perdido.”

Aidan descartou que as negociações políticas iniciaram enquanto o PRP ainda estava na aliança petista. Admitiu que o vice-governador e presidente paulista do PSB, Márcio França, sugeriu o diálogo pela proximidade pessoal, mas que seu grupo na cidade aguardou decisão do caminho traçado pelas principais lideranças. Por outro lado, o ex-prefeito pontuou que a saída foi importante para a condução dos trabalhos. “Não ter o pessoal da máquina (administrativa) é bom. Qual a segurança que teríamos (se governistas ficassem)?”, disse. O socialista citou que a composição trabalha para eleger de “sete a oito na coligação.” O arco contém, a princípio, PSB, PRP, PEN, PSDC, PP e PMN.

Por meio das tratativas, o ex-chefe do Executivo tenta abertura de portas com o governo interino de Michel Temer (PMDB) para liberação de recursos a projetos travados em Brasília. 



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