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Região já contabiliza mortes por H1N1

Andre Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

03/06/2016 | 07:00


 Com a confirmação de mais duas mortes em Diadema, o Grande ABC registra 30 vítimas fatais acometidas pelo vírus H1N1. Até segunda-feira, o total estava em 28. Conforme a Prefeitura diademense, os óbitos, que ocorreram em março e em abril, foram atestados entre quarta-feira e ontem. O perfil das vítimas não foi informado. A cidade contabiliza, até o momento, três mortes pela Influenza A, sendo a primeira de um homem de 70 anos, morador do bairro Piraporinha.

Até ontem, Santo André mantinha 12 óbitos contabilizados, Mauá quatro e Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, uma morte cada. São Bernardo, que no início da semana somava nove mortes, não atualizou as informações solicitadas pelo Diário.

Em 2009, o H1N1 trouxe pânico à população, quando 12 mil pessoas foram infectadas só no Estado de São Paulo, sendo que 578 morreram. Nas sete cidades, foram registrados, naquele ano, cerca de 700 casos, com 50 mortes. Em 2013, pelo menos 21 pessoas morreram no Grande ABC em razão da doença.

O professor responsável pela disciplina de Infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Hélio Vasconcellos Lopes diz que o ápice da gripe H1N1 já passou. “Estamos começando a entrar em decadência no número de infectados, o que é ótimo”, avalia. “Muitas pessoas foram vacinadas e, após 14 dias de aplicação da vacina, estão protegidas. Não é uma proteção 100%, é 60%, 70%, mas já dá boa proteção para a maioria das pessoas.”

Apesar disso, o especialista revelou ter preocupação. “Vamos ter muitos estrangeiros na Olimpíada, com muitas delegações. Se acontecer de alguém desse povo de fora pegar gripe dessa e ser fatal, imagina o tamanho da encrenca para o Brasil”. Outra doença, o zika vírus, causado pelo mosquito Aedes aegypti, também tem sido motivo de alerta para os Jogos Olímpicos, que serão realizados em agosto, no Rio de Janeiro. Tanto que, no fim do mês passado, 150 cientistas de vários países defenderam, em carta aberta à OMS (Organização Mundial de Saúde), que a Olimpíada fosse adiada ou transferida para outro local. A OMS negou.

A campanha de vacinação contra a gripe foi encerrada no dia 30. Na região, pelo menos 632 mil pessoas dos grupos de risco (crianças entre 6 meses e menores de 5 anos, idosos, gestantes, puérperas, pacientes com doenças crônicas) foram imunizadas.

 

SRAG

O quadro respiratório grave, com internação, causado por vários vírus, entre eles o H1N1, denomina-se SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Em Santo André, por exemplo, a SRAG, sem relação com o H1N1, causou a morte de dez pessoas. Na cidade de Mauá, foram dois óbitos com SRAG negativos para H1N1. “O quadro gripal comum é caracterizado por quadro febril, dor muscular, mas quando a pessoa perceber que está comprometendo a respiração, tem de correr para o médico”, ressalta o especialista.

 



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