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PT cogita lançar Mário Reali como vereador para puxar voto

Celso Luiz 21/5/15 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Possibilidade foi discutida na última reunião do diretório; ex-prefeito ainda tem mágoas de 2014


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

15/05/2016 | 07:43


Com o objetivo de se fixar novamente como a maior bancada do Legislativo, o PT de Diadema abriu discussão para lançar o ex-prefeito Mário Reali como candidato a vereador na eleição de outubro, em substituição a Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, hoje parlamentar e pré-candidato ao Executivo. A tática petista foi debatida pela primeira vez na semana passada, em reunião entre a direção do partido – presidida por Reali – e militantes. O argumento apresentado no encontro do petismo destacou o recall eleitoral do ex-prefeito para puxar votos na construção de bancada numerosa, atualmente formada por seis dos 21 vereadores.

A proposta foi levantada por várias frentes da legenda durante discussão de estratégia de campanha. Reali não se manifestou na oportunidade. O ex-prefeito José de Filippi Júnior, que será um dos responsáveis pela coordenação política, também evitou se posicionar sobre o assunto.

Extraoficialmente, comenta-se que Reali não está favorável ao plano. Um dos motivos é mágoa com integrantes da bancada de vereadores pela falta de apoio à sua candidatura à Câmara Federal, em 2014. Dos seis parlamentares do petismo, apenas Lilian Cabrera e José Antônio da Silva anunciaram aliança ao projeto para o Congresso Nacional, o que culminou em fracasso na busca por uma cadeira. Foi ventilado também que o ex-prefeito teria manifestado não ter mais disposição para ingressar em processo eleitoral, depois das derrotas de 2012 e 2014. Atualmente, ele exerce cargo de secretário adjunto de Habitação no governo do prefeito da Capital, Fernando Haddad (PT).

HISTÓRICO
Reali ganhou notoriedade no cenário político após vencer concorrência por uma vaga na Assembleia Legislativa na eleição de 2002. Quatro anos depois duplicou votação e assegurou reeleição ao Parlamento paulista. Antes, ele atuou nas administrações petistas de José Augusto da Silva Ramos (1989-1992, hoje no PSDB) e Filippi (entre 1993 e 1996).

As seguidas vitórias de Reali o credenciaram para ser o sucessor de Filippi na disputa pelo Executivo em 2008. Reali acabou escolhido por ampla maioria da sigla e foi para a disputa, sendo eleito prefeito depois de receber 133.893 votos, superando José Augusto ainda no primeiro turno.

À frente da Prefeitura, Reali, no entanto, teve trabalho questionado, enfrentando inúmeros problemas de governabilidade e até greve com os servidores públicos. Fracassou no projeto de sua reeleição, sendo derrotado por Lauro Michels (PV), depois de virada no segundo turno. Dois anos mais tarde lançou-se às pressas à campanha eleitoral e registrou 52.112 votos, não conseguindo cadeira no Congresso.

Reali não retornou aos contatos do Diário para comentar o caso. 



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