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Santo André cadastra haitianos

André Henriques Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Censo realizado pela Secretaria de Direitos Humanos busca detectar carências e planejar medidas


Renato Fontes
Especial para o Diário

15/05/2016 | 07:00


A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cultura de Paz, realizou ontem, pelo segundo ano consecutivo, o cadastramento da comunidade haitiana residente na cidade. A proposta é traçar o perfil da população de 700 pessoas vindas do país da América Central e detectar carências e planejar medidas que atendam suas necessidades. A ação ocorreu na Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) João de Barros, no bairro Utinga.

Além do cadastramento, os haitianos tiveram acesso a informações sobre cursos gratuitos profissionalizantes e a serviços aferição de pressão arterial e testes de glicemia (diabetes), cadastro para emprego e emissão da carteira de trabalho, além de atividades recreativas. No fim, houve apresentação cultural organizada pelos integrantes da comunidade em comemoração ao dia da bandeira do Haiti.

O fluxo migratório de haitianos na região teve início após um terremoto de magnitude 7 atigir a capital Porto Príncipe e arredores em 2010.

Pierre Montanais, 31 anos, escapou desse desastre ambiental, que matou 316 mil pessoas e deixou cerca de 1,5 milhão de desabrigados. Ele mora desde 2014 com a mulher e uma filha de 2 anos em Santo André. Jornalista formado e fluente em inglês, francês, espanhol e crioulo (língua nativa), hoje atua como auxiliar de logística. “Está difícil conseguir serviço na área. Na atual circunstância, não posso escolher emprego”, conta.

Roseline St. Luís, 33, passou pelo Peru e pelo Estado do Acre antes de chegar à região. Após instalar-se em Utinga, trouxe o marido, mas ainda não obteve o RNE (Registro Nacional de Estrangeiro) dos três filhos (14, 10 e 5 anos) que ficaram no Haiti. “São três anos longe deles. Está difícil lidar com a saudade”, lamenta.

Já Guy Jhonson Stivil, 29, derrotou seu gigante: o preconceito. “Certa vez, uma vizinha que não gostava da gente sofreu surto psicótico. Quem socorreu? Eu! Hoje, ela me agrada com bolo”, recorda ele, que atua em unidades de Saúde para facilitar o diálogo entre novos imigrantes e os médicos. 



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