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Câmara Federal questiona recusa de empréstimo para a Linha 18

Ananda Borges/Câmara dos Deputados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vice em Comissão de Desenvolvimento Urbano, Alex pede troca de decisão da União sobre Metrô


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/05/2016 | 07:15


Eleito vice-presidente da CDU (Comissão de Desenvolvimento Urbano) na Câmara Federal, o deputado Alex Manente (PPS) afirmou que a primeira medida no setor será questionar o governo federal sobre a decisão da Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos) em recusar o empréstimo internacional para que o governo do Estado inicie as desapropriações da Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Djalma Dutra), modal que ligaria o Grande ABC ao sistema metroviário da Capital.

Nesta semana, o Diário mostrou que o órgão vinculado ao Ministério do Planejamento não autorizou a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) contrair US$ 182,7 milhões (aproximadamente R$ 637 milhões) em recursos com instituições financeiras internacionais para início das obras da Linha 18. Na avaliação da Pasta, o Palácio dos Bandeirantes não demonstrou capacidade financeira suficiente para honrar com as parcelas do financiamento no futuro.

“Já preparei requerimento e vou cobrar celeridade do ministro Bruno Araújo (PSDB-PE), que assumiu a Pasta de Cidades. Tenho bom relacionamento com o ministro, que em 2012 veio a São Bernardo apoiar minha campanha (a prefeito). Com o novo governo (de Michel Temer, PMDB) a discussão passa a ser outra”, adiantou Alex.

A Linha 18-Bronze está orçada em R$ 4,2 bilhões, sendo que R$ 1,92 bilhão será custeado pela iniciativa privada (o Consórcio Vem ABC, das empresas Primav, Encalso, Cowan e a Benito Roggio, venceu a concorrência) e a outra metade, pelo governo do Estado e pela União. Serão 15,7 quilômetros de extensão, com 13 paradas entre São Paulo, São Caetano, Santo André e São Bernardo. O contrato foi assinado em 2014, mas até agora não se efetivou pela ausência de aporte. O prazo de término, que era 2018, já foi transferido para 2020.

Ex-secretário nacional de Transportes e Mobilidade Urbana no governo de Dilma Rousseff (PT), Dario Rais Lopes, durante audiência pública na Câmara Federal para tratar sobre o assunto, afirmou que não era somente questão financeira que emperrava a construção do modal metroviário ao Grande ABC. Segundo ele, a União aguardava testes práticos no monotrilho da Linha 17-Ouro (que ligará o aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi) para dar andamento à Linha 18-Bronze.

“Não é só a Linha 18, mas há muita obra parada pelo País inteiro e pelo Grande ABC também com recursos federais. Precisamos trabalhar para recursos virem mais rápido”, citou Alex, que, no início do mandato, esteve na CDU como integrante. Até o mês passado, o popular-socialista presidia a Comissão de Turismo da Casa. 



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Câmara Federal questiona recusa de empréstimo para a Linha 18

Vice em Comissão de Desenvolvimento Urbano, Alex pede troca de decisão da União sobre Metrô

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

14/05/2016 | 07:15


Eleito vice-presidente da CDU (Comissão de Desenvolvimento Urbano) na Câmara Federal, o deputado Alex Manente (PPS) afirmou que a primeira medida no setor será questionar o governo federal sobre a decisão da Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos) em recusar o empréstimo internacional para que o governo do Estado inicie as desapropriações da Linha 18-Bronze (Tamanduateí-Djalma Dutra), modal que ligaria o Grande ABC ao sistema metroviário da Capital.

Nesta semana, o Diário mostrou que o órgão vinculado ao Ministério do Planejamento não autorizou a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) contrair US$ 182,7 milhões (aproximadamente R$ 637 milhões) em recursos com instituições financeiras internacionais para início das obras da Linha 18. Na avaliação da Pasta, o Palácio dos Bandeirantes não demonstrou capacidade financeira suficiente para honrar com as parcelas do financiamento no futuro.

“Já preparei requerimento e vou cobrar celeridade do ministro Bruno Araújo (PSDB-PE), que assumiu a Pasta de Cidades. Tenho bom relacionamento com o ministro, que em 2012 veio a São Bernardo apoiar minha campanha (a prefeito). Com o novo governo (de Michel Temer, PMDB) a discussão passa a ser outra”, adiantou Alex.

A Linha 18-Bronze está orçada em R$ 4,2 bilhões, sendo que R$ 1,92 bilhão será custeado pela iniciativa privada (o Consórcio Vem ABC, das empresas Primav, Encalso, Cowan e a Benito Roggio, venceu a concorrência) e a outra metade, pelo governo do Estado e pela União. Serão 15,7 quilômetros de extensão, com 13 paradas entre São Paulo, São Caetano, Santo André e São Bernardo. O contrato foi assinado em 2014, mas até agora não se efetivou pela ausência de aporte. O prazo de término, que era 2018, já foi transferido para 2020.

Ex-secretário nacional de Transportes e Mobilidade Urbana no governo de Dilma Rousseff (PT), Dario Rais Lopes, durante audiência pública na Câmara Federal para tratar sobre o assunto, afirmou que não era somente questão financeira que emperrava a construção do modal metroviário ao Grande ABC. Segundo ele, a União aguardava testes práticos no monotrilho da Linha 17-Ouro (que ligará o aeroporto de Congonhas ao Estádio do Morumbi) para dar andamento à Linha 18-Bronze.

“Não é só a Linha 18, mas há muita obra parada pelo País inteiro e pelo Grande ABC também com recursos federais. Precisamos trabalhar para recursos virem mais rápido”, citou Alex, que, no início do mandato, esteve na CDU como integrante. Até o mês passado, o popular-socialista presidia a Comissão de Turismo da Casa. 

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