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Polícias Civil e Militar iniciam campanha contra receptação

Andréa Iseki Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

10/05/2016 | 07:00


As polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo, por meio das equipes do CPA/M6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6) e Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), iniciaram nesta semana campanha educativa contra a receptação de veículos, celulares, armas e outros objetos de origem criminosa. O objetivo da ação é conscientizar a população de que o ato é passível de prisão.

A campanha, que era uma reivindicação antiga de policiais, teve como foco nos primeiros dias a distribuição de cartazes em instituições de ensino e delegacias da região.

Já nas próximas semanas, a etapa a ser colocada em prática é reunir representantes dos Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança) de cada município para apresentar a proposta da campanha.

A intenção é que a repressão seja feita em todas as unidades das duas polícias, com operações dirigidas voltadas ao comércio ilegal de produtos de origem criminosa, levando-se os responsáveis à prisão.

De acordo com o comandante da PM no Grande ABC, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, a finalidade da campanha é mudar um comportamento da sociedade que tem se tornado cada vez mais comum. “Infelizmente as pessoas acabam incentivando a comercialização de produtos provenientes de roubo ou furto. Muitos deixam de questionar a origem do produto e optam por enxergar somente o preço da mercadoria, que na maioria das vezes está muito abaixo do mercado. Sabemos que muitas pessoas que não têm conhecimento de que esse ato é crime, mas a maioria age de má-fé”, relata.

A compra de objetivos provenientes de roubo pode levar o indivíduo à prisão. Caso a ação seja considerada dolosa (com intenção), a pena é de um a quatro anos de detenção. Já no caso de ação culposa (sem intenção), varia de um a 12 meses.

Para o delegado seccional de São Bernardo (também responsável por São Caetano), Aldo Galiano Júnior, a ação entra em vigor em período pertinente. “Só neste ano a Demacro apreendeu cerca de 42 mil celulares que não tiveram a origem comprovada. Aqui na nossa seccional, foram 2.200 desde janeiro. Embora esse número tenha apresentado queda, ainda existem muitos trabalhadores que não têm conhecimento de que comprar esses objetos é crime. Por isso a importância de conscientizar.”

Na avaliação do delegado seccional de Santo André, responsável também pelos municípios de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Silvio Balangio Júnior, educar e reprimir serão a meta da campanha. “Só neste ano apreendemos 3.000 aparelhos celulares frutos de receptação. O objetivo é intensificar essas ações e conscientizar a população a coibir esse crime.”

Ação espera resultado similar ao da fiscalização de desmanches

Após o Estado alcançar resultados positivos com a Lei dos Desmanches, que fortaleceu a fiscalização em estabelecimentos que faziam a comercialização de peças provenientes de roubos ou furtos, a expectativa de delegados seccionais do Grande ABC é que a campanha educativa contra a compra de produtos de origem duvidosa obtenha índices similares.

“Acredito que temos tudo para inibir ações de receptação. A fiscalização em desmanches nos indicou isso”, relata o delegado seccional de São Bernardo, Aldo Galiano Júnior.

Segundo o comandante da Polícia Militar no Grande ABC, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, o efetivo já vem trabalhando na campanha. “Estamos intensificando as ações de fiscalização e abordagem em rua.”



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Polícias Civil e Militar iniciam campanha contra receptação

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

10/05/2016 | 07:00


As polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo, por meio das equipes do CPA/M6 (Comando de Policiamento de Área Metropolitana 6) e Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), iniciaram nesta semana campanha educativa contra a receptação de veículos, celulares, armas e outros objetos de origem criminosa. O objetivo da ação é conscientizar a população de que o ato é passível de prisão.

A campanha, que era uma reivindicação antiga de policiais, teve como foco nos primeiros dias a distribuição de cartazes em instituições de ensino e delegacias da região.

Já nas próximas semanas, a etapa a ser colocada em prática é reunir representantes dos Consegs (Conselhos Comunitários de Segurança) de cada município para apresentar a proposta da campanha.

A intenção é que a repressão seja feita em todas as unidades das duas polícias, com operações dirigidas voltadas ao comércio ilegal de produtos de origem criminosa, levando-se os responsáveis à prisão.

De acordo com o comandante da PM no Grande ABC, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, a finalidade da campanha é mudar um comportamento da sociedade que tem se tornado cada vez mais comum. “Infelizmente as pessoas acabam incentivando a comercialização de produtos provenientes de roubo ou furto. Muitos deixam de questionar a origem do produto e optam por enxergar somente o preço da mercadoria, que na maioria das vezes está muito abaixo do mercado. Sabemos que muitas pessoas que não têm conhecimento de que esse ato é crime, mas a maioria age de má-fé”, relata.

A compra de objetivos provenientes de roubo pode levar o indivíduo à prisão. Caso a ação seja considerada dolosa (com intenção), a pena é de um a quatro anos de detenção. Já no caso de ação culposa (sem intenção), varia de um a 12 meses.

Para o delegado seccional de São Bernardo (também responsável por São Caetano), Aldo Galiano Júnior, a ação entra em vigor em período pertinente. “Só neste ano a Demacro apreendeu cerca de 42 mil celulares que não tiveram a origem comprovada. Aqui na nossa seccional, foram 2.200 desde janeiro. Embora esse número tenha apresentado queda, ainda existem muitos trabalhadores que não têm conhecimento de que comprar esses objetos é crime. Por isso a importância de conscientizar.”

Na avaliação do delegado seccional de Santo André, responsável também pelos municípios de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Silvio Balangio Júnior, educar e reprimir serão a meta da campanha. “Só neste ano apreendemos 3.000 aparelhos celulares frutos de receptação. O objetivo é intensificar essas ações e conscientizar a população a coibir esse crime.”

Ação espera resultado similar ao da fiscalização de desmanches

Após o Estado alcançar resultados positivos com a Lei dos Desmanches, que fortaleceu a fiscalização em estabelecimentos que faziam a comercialização de peças provenientes de roubos ou furtos, a expectativa de delegados seccionais do Grande ABC é que a campanha educativa contra a compra de produtos de origem duvidosa obtenha índices similares.

“Acredito que temos tudo para inibir ações de receptação. A fiscalização em desmanches nos indicou isso”, relata o delegado seccional de São Bernardo, Aldo Galiano Júnior.

Segundo o comandante da Polícia Militar no Grande ABC, coronel Marcelo Cortez Ramos de Paula, o efetivo já vem trabalhando na campanha. “Estamos intensificando as ações de fiscalização e abordagem em rua.”

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