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Praça de esportes será entregue com três anos de atraso

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Natália Scarabotto
especial para o Diário

04/05/2016 | 07:00


Construção da PEC (Praça de Esportes e Cultura), no Jardim União, em Diadema, tem previsão de ser entregue com três anos de atraso. O valor do contrato da obra, anunciada em 2012 pela então administração do prefeito Mário Reali (PT), sofreu diversos reajustes no período. A previsão inicial era de que o equipamento custasse R$ 2 milhões, mas já foram investidos R$ 3,48 milhões.

O projeto é fruto de parceria entre o município, por meio das secretarias de Esporte e Lazer, Cultura, Assistência Social, Planejamento e Serviços e Obras, e o governo federal via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2.

O terreno tem mais de 3.000 m² e deverá abrigar duas quadras poliesportivas, sendo uma coberta, pista para caminhada, campo de areia, áreas verdes, pista de skate e playground. Nas áreas destinadas à Cultura serão construídos cineteatro, telecentro, biblioteca, e praça de eventos.

A obra começou em 2012 e deveria ter sido entregue no ano seguinte. A equipe do Diário esteve ontem no local e constatou que apenas dois funcionários trabalhavam na área. A população reclama do atraso. “É um descaso. Aqui não tem nenhum espaço de lazer, além do Circo Escola, para as crianças”, afirma a comerciante Eliana Gomes Alves, 40 anos.

O local contava com uma praça e dois campos de futebol antes, conforme os moradores. “Eu costumava fazer caminhada todos os dias. Desde quando fecharam para a construção, não tenho mais onde caminhar”, reclama a comerciante Teresinha dos Santos, 56. A obra também trouxe prejuízo para sua barraca de doces, em frente ao terreno. “Antes, a criançada vinha aqui comprar. Agora não tem movimento. Antes a gente ia embora só às 20h, mas agora já fechamos tudo no fim da tarde”, destaca Teresinha.

Os moradores desacreditam que o projeto fique pronto logo. Para o aposentado José Gonçalves Sousa, 80, o único motivo para isso acontecer, ainda neste ano, é para “o prefeito mostrar serviço.”

Conforme a Prefeitura, a obra não cumpriu o prazo previsto inicialmente devido a atraso dos repasses federais, no entanto, para garantir sua conclusão até 30 de junho, a administração “decidiu investir recursos municipais.”



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Praça de esportes será entregue com três anos de atraso

Natália Scarabotto
especial para o Diário

04/05/2016 | 07:00


Construção da PEC (Praça de Esportes e Cultura), no Jardim União, em Diadema, tem previsão de ser entregue com três anos de atraso. O valor do contrato da obra, anunciada em 2012 pela então administração do prefeito Mário Reali (PT), sofreu diversos reajustes no período. A previsão inicial era de que o equipamento custasse R$ 2 milhões, mas já foram investidos R$ 3,48 milhões.

O projeto é fruto de parceria entre o município, por meio das secretarias de Esporte e Lazer, Cultura, Assistência Social, Planejamento e Serviços e Obras, e o governo federal via PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2.

O terreno tem mais de 3.000 m² e deverá abrigar duas quadras poliesportivas, sendo uma coberta, pista para caminhada, campo de areia, áreas verdes, pista de skate e playground. Nas áreas destinadas à Cultura serão construídos cineteatro, telecentro, biblioteca, e praça de eventos.

A obra começou em 2012 e deveria ter sido entregue no ano seguinte. A equipe do Diário esteve ontem no local e constatou que apenas dois funcionários trabalhavam na área. A população reclama do atraso. “É um descaso. Aqui não tem nenhum espaço de lazer, além do Circo Escola, para as crianças”, afirma a comerciante Eliana Gomes Alves, 40 anos.

O local contava com uma praça e dois campos de futebol antes, conforme os moradores. “Eu costumava fazer caminhada todos os dias. Desde quando fecharam para a construção, não tenho mais onde caminhar”, reclama a comerciante Teresinha dos Santos, 56. A obra também trouxe prejuízo para sua barraca de doces, em frente ao terreno. “Antes, a criançada vinha aqui comprar. Agora não tem movimento. Antes a gente ia embora só às 20h, mas agora já fechamos tudo no fim da tarde”, destaca Teresinha.

Os moradores desacreditam que o projeto fique pronto logo. Para o aposentado José Gonçalves Sousa, 80, o único motivo para isso acontecer, ainda neste ano, é para “o prefeito mostrar serviço.”

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