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Betão muda de opinião e agora diz que impeachment de Dilma é golpe

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Questionado por petistas, vereador altera discurso e adere à militância


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

03/05/2016 | 07:00


Preocupado com possibilidade de perder a indicação para ser candidato a vice na chapa a ser encabeçada pelo prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), na eleição de outubro, o vereador Alberto Betão Pereira Justino (PTB) mudou de opinião e agora diz que o impeachment em curso contra a presidente Dilma Rousseff (PT) “é golpe”. A mudança no discurso ocorreu no domingo, dia em que o Diário mostrou que mesmo recebendo as bênçãos do PT mauaense para ser vice da legenda, sugeria apoio à saída do petismo do poder.

Questionado pelo ex-vice-prefeito Paulo Eugenio Pereira Junior (PT) nas redes sociais, Betão não hesitou e discorreu que as chamadas pedaladas fiscais (uso de recursos de bancos estatais para pagamento de outras despesas) não caracterizam crime de responsabilidade. “Eu, independentemente da posição do meu partido, da qual respeito, acompanho os que são contra o golpe, por entender que pedalada fiscal não é crime. Para mim, o que querem fazer é golpe”, cravou Betão, em comentário a uma publicação de Paulo Eugenio que pedia posição clara do parlamentar sobre o impeachment de Dilma. “É inadmissível que tenhamos um (candidato a) vice que defenda o golpe comandado pelo vice-presidente (da República, Michel) Temer (PMDB)”, criticou o ex-vice-prefeito.

Betão ainda criticou o Diário. A reportagem de domingo resgatou discurso do petebista na tribuna da Câmara, em 2015, apoiando as manifestações pró-impeachment. “Jornal tendencioso”, atacou. O parlamentar foi questionado diversas vezes pela equipe do Diário se entendia que as pedaladas fiscais configuravam ou não crime de responsabilidade e, portanto, se legitimava o pedido de impeachment, mas o parlamentar evitou defender a permanência do PT no poder e sequer citou o termo “golpe”. “Sou favorável de que se cumpra a lei. Se ela (Dilma) cometeu crime (de responsabilidade), não tem para onde correr”, opinou o parlamentar. Também temendo desgaste no governo, o vereador Chiquinho do Zaíra (PTdoB), fiador do nome de Betão como vice de Donisete, saiu pela tangente e evitou defender o impeachment de Dilma.

Preocupado com a repercussão do ocorrido, Betão procurou alguns petistas para tentar explicar a reportagem do Diário. 

Donisete dá posse a quatro novos secretários do governo

O prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), oficializou ontem quatro mudanças no secretariado. Como antecipou o Diário no dia 19, o petista trocou o comando da secretaria de Saúde. Donisete também empossou os novos chefes das Pastas de Segurança Alimentar, de Administração e Modernização e de Segurança Pública.

Esse último setor era comandado por Decio Ventura de Souza, que morreu na segunda-feira após se submeter a cirurgia na vesícula – foi vítima de câncer. Quem o substitui é Vanessa Ilana de Souza, que assessorava o então secretário. A nova chefe do setor também é indicação da vereadora Sandra Vieira (PTdoB), que foi agraciada com o cargo no primeiro escalão depois que deixou o PMDB e rompeu com a deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), rival de Donisete.

A decisão de alterar o comando da Saúde ocorreu para evitar crises na área em ano eleitoral. Então secretário, Luís Fernando Tofani (PT) foi substituído por Sheila Serpa (PT). Na avaliação do governo, ter um responsável forasteiro – o petista é de Campinas – por área vulnerável da gestão pode dificultar na solução rápida de problemas do setor em pleno momento em que Donisete irá às ruas pedir manutenção do seu mandato.

Já a Pasta de Segurança Alimentar ficará sob a gestão de Marcelo Lucas Pereira, ex-secretário de Trabalho e Renda. A secretaria estava sendo negociada com o PPS, mas o acordo não avançou e o Paço resolveu nomear um quadro experiente para administrar o setor temporariamente. O novo secretário de Segurança Pública é Denilson Martins, indicado pelo então chefe da Pasta, Carlos Tomaz (PTdoB), que deixou o cargo para se candidatar a vereador em outubro.



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