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Dono, gerente e garçom podem responder por acidente em almoço


Deborah Moreira>br>Do Diário do Grande ABC

10/03/2010 | 08:06


O proprietário da Galeteria São Caetano, Alciney Gimenes, o gerente do local, Daniel Salvador, e um garçom do estabelecimento poderão ser responsabilizados pelo incêndio que feriu o menino Gabriel, 3 anos, no domingo. Em depoimentos marcados para hoje às 10h, eles deverão dar explicações sobre o acidente que deixou o garoto com 54% do corpo coberto por queimaduras de segundo e terceiro graus no restaurante.

O delegado Rui Diogo da Silva, titular do 1º DP da cidade, que investiga o caso, contou que o trio poderá responder criminalmente por permitir manuseio de produto inflamável por funcionário sem treinamento.

A administração do restaurante permitiu que o ajudante de garçom Marcos Marciel Ribeiro, 21, reacendesse o fogareiro de um réchaud, usando álcool em gel. O acidente ocorreu durante esta açãoo. A mãe do garoto, Adriana Mary Hayashi, e o namorado dela, Fábio Toscano, também se queimaram.

Até ontem, Gabriel seguia internado em estado grave, no HC (Hospital das Clínicas), na Capital. A mãe e o namorado dela estavam internados na mesma unidade, com quadro estável.

"Ele (o ajudante de garçom) diz que nem chegou a usar o isqueiro. Certamente, o recipiente ainda deveria ter brasa. Mas, como não tinha preparo, (o ajudante de garçom) não percebeu", explicou o delegado.

Ribeiro usou uma garrafa com capacidade de seis litros de álcool em gel para encher o fogareiro. O gerente do restaurante contou que o recipiente estava na metade.

O proprietário do estabelecimento havia sido intimado a depor às 10h de ontem e não compareceu. O delegado remarcou o interrogatório para as 15h, mas Gimenes faltou outra vez.

Duas testemunhas haviam sido ouvidas até ontem, além do proprietário da empresa que forneceu o álcool em gel ao restaurante e o ajudante de garçom.

Em seu depoimento, ainda no domingo, Ribeiro contou que trabalha no local há cerca de dois meses, somente em fins de semana, e que vinha enchendo os fogareiros em mesas de clientes até ocorrer o acidente. Ele disse ainda que nunca recebeu treinamento formal para abastecer os equipamentos.

Álcool - A polícia foi ontem à empresa Condlimp, que vendeu o álcool em gel ao restaurante. O proprietário, Wilson Vilalba, foi à delegacia e explicou que revendia ao restaurante o produto comprado de uma distribuidora de Jurubatuba. "Atuo no ramo de limpeza há 20 anos, e o produto tem qualidade. Quem manuseou é que não soube usá-lo", disse Vilalba ao Diário. A distribuidora não foi localizada.



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Dono, gerente e garçom podem responder por acidente em almoço

Deborah Moreira>br>Do Diário do Grande ABC

10/03/2010 | 08:06


O proprietário da Galeteria São Caetano, Alciney Gimenes, o gerente do local, Daniel Salvador, e um garçom do estabelecimento poderão ser responsabilizados pelo incêndio que feriu o menino Gabriel, 3 anos, no domingo. Em depoimentos marcados para hoje às 10h, eles deverão dar explicações sobre o acidente que deixou o garoto com 54% do corpo coberto por queimaduras de segundo e terceiro graus no restaurante.

O delegado Rui Diogo da Silva, titular do 1º DP da cidade, que investiga o caso, contou que o trio poderá responder criminalmente por permitir manuseio de produto inflamável por funcionário sem treinamento.

A administração do restaurante permitiu que o ajudante de garçom Marcos Marciel Ribeiro, 21, reacendesse o fogareiro de um réchaud, usando álcool em gel. O acidente ocorreu durante esta açãoo. A mãe do garoto, Adriana Mary Hayashi, e o namorado dela, Fábio Toscano, também se queimaram.

Até ontem, Gabriel seguia internado em estado grave, no HC (Hospital das Clínicas), na Capital. A mãe e o namorado dela estavam internados na mesma unidade, com quadro estável.

"Ele (o ajudante de garçom) diz que nem chegou a usar o isqueiro. Certamente, o recipiente ainda deveria ter brasa. Mas, como não tinha preparo, (o ajudante de garçom) não percebeu", explicou o delegado.

Ribeiro usou uma garrafa com capacidade de seis litros de álcool em gel para encher o fogareiro. O gerente do restaurante contou que o recipiente estava na metade.

O proprietário do estabelecimento havia sido intimado a depor às 10h de ontem e não compareceu. O delegado remarcou o interrogatório para as 15h, mas Gimenes faltou outra vez.

Duas testemunhas haviam sido ouvidas até ontem, além do proprietário da empresa que forneceu o álcool em gel ao restaurante e o ajudante de garçom.

Em seu depoimento, ainda no domingo, Ribeiro contou que trabalha no local há cerca de dois meses, somente em fins de semana, e que vinha enchendo os fogareiros em mesas de clientes até ocorrer o acidente. Ele disse ainda que nunca recebeu treinamento formal para abastecer os equipamentos.

Álcool - A polícia foi ontem à empresa Condlimp, que vendeu o álcool em gel ao restaurante. O proprietário, Wilson Vilalba, foi à delegacia e explicou que revendia ao restaurante o produto comprado de uma distribuidora de Jurubatuba. "Atuo no ramo de limpeza há 20 anos, e o produto tem qualidade. Quem manuseou é que não soube usá-lo", disse Vilalba ao Diário. A distribuidora não foi localizada.

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