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Guerra nuclear India-Paquistao ainda nao é possível


Do Diário do Grande ABC

08/06/1999 | 10:04


A India e o Paquistao, à beira de uma guerra aberta em Cachemira, nao dispoem ainda dos meios necessários para iniciar um conflito com armas nucleares, apesar de suas ameaças constantes e de seus recentes testes atômicos e com mísseis balísticos, analisam os especialistas.  

Os dois países irmaos e inimigos, que em meio século já travaram três guerras convencionais, estao longe de empregar seu arsenal nuclear e atacar cidades inimigas como foi o caso de Hiroshima e Nagasaki, enfatizam estes especialistas.  

Os dois países têm ``capacidades limitadas'', explica K. Srinivasan, ex-diretor da Comissao Indiana de energia atômica e um dos arquitetos do programa nuclear indiano.  

O exército indiano realiza há um mês uma ampla ofensiva para expulsar de Cachemira indiana centenas de combatentes islamitas - entre eles, uma mairia de soldados paquistaneses, segundo Nova Deli-, infiltrados pelo Paquistao.  

A India acusa o Paquistao de querer modificar a ``linha de controle'' que separa ambos países em Cachemira.  

``A situaçao é muito perigosa'', concordam o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, e seu colega paquistanês Nawaz Sharif, já que ambos países sao potências nucleares. Em resposta aos testes atômicos indianos, o Paquistao fez seus próprios testes em maio de 1998.  

No entanto, Padmanabha Chari, diretor do Instituto Guerra e Paz em Nova Deli, opina que nem a India, nem o Paquistao têm certeza de ter armas atômicas capazes de serem empregadas. ``Inclusive, se decidirem recorrer às armas nucleares, os dois países saberao que estao longe de poder usá-las''.  

Os dois países têm sérios ``buracos tecnológicos'' em termos nucleares, segundo um responsável da Organizaçao do Estado Indiano para a Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO).  

``A India tem mísseis prontos para serem usados, mas o processo de miniaturizaçao das ogivas nao foi concluído, enquanto que o Paquistao tem mísseis ainda nao montados e está ainda mais longe de poder fazê-lo'', assegura o responsável, que pediu para nao ser identificado.  

Segundo Srinivasan, a India tem, no entanto, uma vantagem sobre seu vizinho, já que seus programas de mísseis (lançado em 1983) e nuclear (em 1974) estao mais avançados.  

``As capacidades paquistanesas sao limitadas. Eles nao têm mísseis necessários para infligir os danos que podem ser causados à India caso ambos países estejam suficientemente loucos para recorrer às armas atômicas'', acrescenta.



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Guerra nuclear India-Paquistao ainda nao é possível

Do Diário do Grande ABC

08/06/1999 | 10:04


A India e o Paquistao, à beira de uma guerra aberta em Cachemira, nao dispoem ainda dos meios necessários para iniciar um conflito com armas nucleares, apesar de suas ameaças constantes e de seus recentes testes atômicos e com mísseis balísticos, analisam os especialistas.  

Os dois países irmaos e inimigos, que em meio século já travaram três guerras convencionais, estao longe de empregar seu arsenal nuclear e atacar cidades inimigas como foi o caso de Hiroshima e Nagasaki, enfatizam estes especialistas.  

Os dois países têm ``capacidades limitadas'', explica K. Srinivasan, ex-diretor da Comissao Indiana de energia atômica e um dos arquitetos do programa nuclear indiano.  

O exército indiano realiza há um mês uma ampla ofensiva para expulsar de Cachemira indiana centenas de combatentes islamitas - entre eles, uma mairia de soldados paquistaneses, segundo Nova Deli-, infiltrados pelo Paquistao.  

A India acusa o Paquistao de querer modificar a ``linha de controle'' que separa ambos países em Cachemira.  

``A situaçao é muito perigosa'', concordam o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, e seu colega paquistanês Nawaz Sharif, já que ambos países sao potências nucleares. Em resposta aos testes atômicos indianos, o Paquistao fez seus próprios testes em maio de 1998.  

No entanto, Padmanabha Chari, diretor do Instituto Guerra e Paz em Nova Deli, opina que nem a India, nem o Paquistao têm certeza de ter armas atômicas capazes de serem empregadas. ``Inclusive, se decidirem recorrer às armas nucleares, os dois países saberao que estao longe de poder usá-las''.  

Os dois países têm sérios ``buracos tecnológicos'' em termos nucleares, segundo um responsável da Organizaçao do Estado Indiano para a Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO).  

``A India tem mísseis prontos para serem usados, mas o processo de miniaturizaçao das ogivas nao foi concluído, enquanto que o Paquistao tem mísseis ainda nao montados e está ainda mais longe de poder fazê-lo'', assegura o responsável, que pediu para nao ser identificado.  

Segundo Srinivasan, a India tem, no entanto, uma vantagem sobre seu vizinho, já que seus programas de mísseis (lançado em 1983) e nuclear (em 1974) estao mais avançados.  

``As capacidades paquistanesas sao limitadas. Eles nao têm mísseis necessários para infligir os danos que podem ser causados à India caso ambos países estejam suficientemente loucos para recorrer às armas atômicas'', acrescenta.

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