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Alemanha recebe nota baixa em segurança aérea



25/04/2016 | 11:52


A Alemanha é um dos países da Europa que menos aplica as regras de segurança aérea, ficando à frente apenas da Grécia, afirmou hoje o principal órgão fiscalizador europeu sobre o assunto.

Segundo os reguladores, as autoridades da maior economia da região - e dona de um dos espaços aéreos mais utilizados, a do aeroporto de Frankfurt, falharam em aplicar as regras em 18 áreas sensíveis - mais do que países como Bósnia, Eslováquia e Albânia.

Uma recente auditoria feita pela Autoridade de Segurança Aérea Europeia (EASA, na sigla em inglês) sobre a sobre o órgão alemão (Luftfahrtbundesamt), mostrou que este enfrentava uma "insuficiência crônica de estafe" para exercer suas funções. As críticas foram compiladas em um relatório confidencial ao qual o Wall Street Journal teve acesso.

Entre as críticas, estão o fracasso em detectar deficiências no treinamento das companhias aéreas para as equipes de bordo e também em detectar casos em que a tripulação excedeu o limite de horas trabalhadas. A fadiga de pilotos é uma das principais preocupações da segurança aérea.

O relatório da EASA emite pareceres sobre as autoridades aéreas nacionais, não sobre companhias.

A Lufthansa, que é dona de companhias aéreas de baixo custo como a Germanwings, tem um histórico robusto de segurança na comparação com outras companhias aéreas, além de programas de treinamento e manutenção considerados de primeira linha em todo o mundo.

No entanto, autoridades europeias têm confrontado com seus pares alemães em questões de segurança, que podem ajudar a evitar desde acidentes a ataques terroristas. Em 2011, a Comissão Europeia chegou a colocar o país na sua lista negra sobre segurança aérea.

Em novembro de 2014, a EASA alertou que a insuficiência de estafe poderia minar a capacidade dos alemães de fiscalizar as companhias e seu estafe. Quatro meses depois, o avião da Germanwings co-pilotado por Andreas Lubitz, que sofria de depressão, bateu nos Alpes franceses, matando todas as 150 pessoas a bordo. O relatório da agência, no entanto, não fez menção ao desastre.

O histórico de falhas de segurança no país é grande. O aeroporto de Frankfurt, um dos entroncamentos aéreos mais congestionados da Europa, também teve problemas na inspeção, de acordo com uma autoridade de aviação. Na ocasião, agentes de segurança trabalhando para a polícia alemã falharam em reconhecer armas no local.

Autoridades do aeroporto de Colônia_Bonn, que recebe cerca de 10 milhões de passageiros por anos, disseram na semana passada ter veiculado sem querer planos de emergência na internet. O aeroporto disse que o conteúdo não continha informação sensível, mas rapidamente retirou o material da internet.

As falhas no policiamento acontecem em meio ao foco crescente sobre a segurança no setor após ataques terroristas focarem na aviação comercial, como a explosão dentro do aeroporto de Bruxelas, no mês passado e a queda do avião russo explodiu, matando 224 pessoas que voltavam do Egito. Fonte: Dow Jones Newswires.



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Alemanha recebe nota baixa em segurança aérea


25/04/2016 | 11:52


A Alemanha é um dos países da Europa que menos aplica as regras de segurança aérea, ficando à frente apenas da Grécia, afirmou hoje o principal órgão fiscalizador europeu sobre o assunto.

Segundo os reguladores, as autoridades da maior economia da região - e dona de um dos espaços aéreos mais utilizados, a do aeroporto de Frankfurt, falharam em aplicar as regras em 18 áreas sensíveis - mais do que países como Bósnia, Eslováquia e Albânia.

Uma recente auditoria feita pela Autoridade de Segurança Aérea Europeia (EASA, na sigla em inglês) sobre a sobre o órgão alemão (Luftfahrtbundesamt), mostrou que este enfrentava uma "insuficiência crônica de estafe" para exercer suas funções. As críticas foram compiladas em um relatório confidencial ao qual o Wall Street Journal teve acesso.

Entre as críticas, estão o fracasso em detectar deficiências no treinamento das companhias aéreas para as equipes de bordo e também em detectar casos em que a tripulação excedeu o limite de horas trabalhadas. A fadiga de pilotos é uma das principais preocupações da segurança aérea.

O relatório da EASA emite pareceres sobre as autoridades aéreas nacionais, não sobre companhias.

A Lufthansa, que é dona de companhias aéreas de baixo custo como a Germanwings, tem um histórico robusto de segurança na comparação com outras companhias aéreas, além de programas de treinamento e manutenção considerados de primeira linha em todo o mundo.

No entanto, autoridades europeias têm confrontado com seus pares alemães em questões de segurança, que podem ajudar a evitar desde acidentes a ataques terroristas. Em 2011, a Comissão Europeia chegou a colocar o país na sua lista negra sobre segurança aérea.

Em novembro de 2014, a EASA alertou que a insuficiência de estafe poderia minar a capacidade dos alemães de fiscalizar as companhias e seu estafe. Quatro meses depois, o avião da Germanwings co-pilotado por Andreas Lubitz, que sofria de depressão, bateu nos Alpes franceses, matando todas as 150 pessoas a bordo. O relatório da agência, no entanto, não fez menção ao desastre.

O histórico de falhas de segurança no país é grande. O aeroporto de Frankfurt, um dos entroncamentos aéreos mais congestionados da Europa, também teve problemas na inspeção, de acordo com uma autoridade de aviação. Na ocasião, agentes de segurança trabalhando para a polícia alemã falharam em reconhecer armas no local.

Autoridades do aeroporto de Colônia_Bonn, que recebe cerca de 10 milhões de passageiros por anos, disseram na semana passada ter veiculado sem querer planos de emergência na internet. O aeroporto disse que o conteúdo não continha informação sensível, mas rapidamente retirou o material da internet.

As falhas no policiamento acontecem em meio ao foco crescente sobre a segurança no setor após ataques terroristas focarem na aviação comercial, como a explosão dentro do aeroporto de Bruxelas, no mês passado e a queda do avião russo explodiu, matando 224 pessoas que voltavam do Egito. Fonte: Dow Jones Newswires.

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