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Figueira tombada está morta, diz Prefeitura

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após poda motivada por queda de galho que
matou mulher, exemplar não pode ser retirado


Natália Scarabotto
especial para o Diário

15/04/2016 | 07:07


Enormes raízes e tronco morto com pouca folha e muito fungo são o que resta da figueira centenária do Parque Celso Daniel, bairro Jardim, em Santo André, cinco anos após a poda. Segundo a Prefeitura, a árvore está morta.

O corte do vegetal, que tinha 20 metros de altura e quatro metros de diâmetro, ocorreu em 2011, quando galho caiu e matou Leda da Silva Maubrigades, 68 anos.

Na data, a mulher e o filho Adriano Maubrigades, atualmente com 44 anos, cortavam caminho pelo local. “Não frequentava o parque e, depois daquele dia, nunca mais entrei lá. Ainda é muito difícil aceitar o que aconteceu”, diz o filho. ‘Tive que fazer acompanhamento com psicólogo por três meses e, até hoje, vou ao psiquiatra.”

A Prefeitura foi condenada a pagar R$ 67,8 mil para Maubrigades e o mesmo valor para a irmã, Vanina. A administração recorreu e a ação está em andamento na Justiça.

De acordo com a Prefeitura, não é possível retirar o que resta da árvore do parque porque ela é tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo). Ainda conforme o Executivo, o órgão sugere esperar o processo natural de envelhecimento das células.

Até hoje a poda divide opiniões. O aposentado Nicomedes Domingues, 75, acredita que “estava muito podre e precisava ser cortada, mas deixar só um pedaço não resolve. Tinha que tirar tudo”.

Já a professora Márcia Codana, 54, lamenta. “Subi muito naqueles galhos quando era mais jovem. É uma pena destruírem a árvore, mas também precisava de cuidados.”

Em outros visitantes, o assunto gera curiosidade. “Elas(duas filhas pequenas) quiseram ver a árvore e vieram ler a placa para saber o que aconteceu. Acho que é a segunda maior árvore que já vi”, conta a professora Keli Patrícia Luca, 43.
 



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Figueira tombada está morta, diz Prefeitura

Após poda motivada por queda de galho que
matou mulher, exemplar não pode ser retirado

Natália Scarabotto
especial para o Diário

15/04/2016 | 07:07


Enormes raízes e tronco morto com pouca folha e muito fungo são o que resta da figueira centenária do Parque Celso Daniel, bairro Jardim, em Santo André, cinco anos após a poda. Segundo a Prefeitura, a árvore está morta.

O corte do vegetal, que tinha 20 metros de altura e quatro metros de diâmetro, ocorreu em 2011, quando galho caiu e matou Leda da Silva Maubrigades, 68 anos.

Na data, a mulher e o filho Adriano Maubrigades, atualmente com 44 anos, cortavam caminho pelo local. “Não frequentava o parque e, depois daquele dia, nunca mais entrei lá. Ainda é muito difícil aceitar o que aconteceu”, diz o filho. ‘Tive que fazer acompanhamento com psicólogo por três meses e, até hoje, vou ao psiquiatra.”

A Prefeitura foi condenada a pagar R$ 67,8 mil para Maubrigades e o mesmo valor para a irmã, Vanina. A administração recorreu e a ação está em andamento na Justiça.

De acordo com a Prefeitura, não é possível retirar o que resta da árvore do parque porque ela é tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo). Ainda conforme o Executivo, o órgão sugere esperar o processo natural de envelhecimento das células.

Até hoje a poda divide opiniões. O aposentado Nicomedes Domingues, 75, acredita que “estava muito podre e precisava ser cortada, mas deixar só um pedaço não resolve. Tinha que tirar tudo”.

Já a professora Márcia Codana, 54, lamenta. “Subi muito naqueles galhos quando era mais jovem. É uma pena destruírem a árvore, mas também precisava de cuidados.”

Em outros visitantes, o assunto gera curiosidade. “Elas(duas filhas pequenas) quiseram ver a árvore e vieram ler a placa para saber o que aconteceu. Acho que é a segunda maior árvore que já vi”, conta a professora Keli Patrícia Luca, 43.
 

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