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Partiu Estados Unidos

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Tapeçaria de Burle Marx já está pronta
para seguir até exposição em Nova York


Miriam Gimenes

07/04/2016 | 07:00


 O Salão Nobre da Prefeitura de Santo André não é mais o mesmo. É que, desde ontem, sua protagonista – a tapeçaria de Roberto Burle Marx (1909-1994), um dos mais importantes patrimônios públicos e culturais do município – deixou de dar o ar da graça em suas dependências. Foi embalada, transportada e partirá domingo rumo aos Estados Unidos, onde ficará exposta entre 6 de maio e 18 de setembro no Museu Judaico de Nova York (thejewishmuseum.org), em mostra que homenageia o mais importante paisagista brasileiro. “Está pronta para partir”, comemora a museóloga da Prefeitura Mayra Gusman de Souza. Ela seguirá viagem junto com a obra, feita em 1969.

Avaliada em R$ 3 milhões, com 26,38 metros de comprimento e 3,27 metros de altura, a peça passou por processo de retirada, que teve início na sexta-feira, com o trabalho de 15 homens. Após restauro e limpeza, ficou por quatro dias no chão, descansando as fibras. Ontem foi colocada cuidadosamente em um cilindro – não podiam haver ondulações, para não avariar a peça –, fixado em enorme caixa de madeira. Retirou-se a janela do corredor do Salão Nobre e, por este vão, o compartimento desceu seguro por cordas, presas em um guincho fixado na cobertura da Prefeitura. Parece rápido, mas o processo durou quase quatro horas.

Segundo a arquiteta da Prefeitura Erica Tortorelli, responsável pelas tratativas do empréstimo, todas as despesas com este transporte foram pagas pelo museu. “E eles já cumpriram com a contrapartida e depositaram os R$ 38 mil que custearão a troca das luminárias do saguão do Teatro Municipal.” Para iniciar a reforma só faltam os trâmites legais, que devem durar dois meses.

O secretário de Cultura, Tiago Nogueira, diz que os pedidos para que a obra vá também para São Francisco, Berlim, Paris e Rio de Janeiro estão sendo avaliados. “Estamos com um misto de tristeza e muita alegria. Tristeza porque ficamos sem a nossa joia rara no nono andar, mas estamos felizes porque podemos mostrar um pouco de Santo André no Exterior. Isso valoriza nossa obra.”

Mayra, a museóloga, terá um tempo a mais com a tapeçaria, já que a acompanhará até ser fixada no museu – fato que deve ocorrer no dia 14. Depois, só voltará a encontrá-la quando for retirada, no fim de setembro. Todo esse cuidado é de extrema importância, visto que a peça é um orgulho para todo andreense. “A exposição da tapeçaria de Burle Marx em Nova York é uma honra para Santo André. É oportunidade de um dos principais nomes do ‘design’, das artes e do paisagismo brasileiro ser mais uma vez admirado internacionalmente”, diz Ronaldo Santos Soares, tradutor e revisor literário.

É chance também para repensar a forma da peça ser exposta na cidade. “Adoro (a obra), mas achei muito sujo (o local onde fica). Acho aquela sala um pouco decadente. Poderíamos valorizar mais, já que é uma peça tão importante para a cidade”, acredita a produtora cultural Aline Saggio. Burle Marx, no entanto, fez a tapeçaria sob medida para o espaço.



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Partiu Estados Unidos

Tapeçaria de Burle Marx já está pronta
para seguir até exposição em Nova York

Miriam Gimenes

07/04/2016 | 07:00


 O Salão Nobre da Prefeitura de Santo André não é mais o mesmo. É que, desde ontem, sua protagonista – a tapeçaria de Roberto Burle Marx (1909-1994), um dos mais importantes patrimônios públicos e culturais do município – deixou de dar o ar da graça em suas dependências. Foi embalada, transportada e partirá domingo rumo aos Estados Unidos, onde ficará exposta entre 6 de maio e 18 de setembro no Museu Judaico de Nova York (thejewishmuseum.org), em mostra que homenageia o mais importante paisagista brasileiro. “Está pronta para partir”, comemora a museóloga da Prefeitura Mayra Gusman de Souza. Ela seguirá viagem junto com a obra, feita em 1969.

Avaliada em R$ 3 milhões, com 26,38 metros de comprimento e 3,27 metros de altura, a peça passou por processo de retirada, que teve início na sexta-feira, com o trabalho de 15 homens. Após restauro e limpeza, ficou por quatro dias no chão, descansando as fibras. Ontem foi colocada cuidadosamente em um cilindro – não podiam haver ondulações, para não avariar a peça –, fixado em enorme caixa de madeira. Retirou-se a janela do corredor do Salão Nobre e, por este vão, o compartimento desceu seguro por cordas, presas em um guincho fixado na cobertura da Prefeitura. Parece rápido, mas o processo durou quase quatro horas.

Segundo a arquiteta da Prefeitura Erica Tortorelli, responsável pelas tratativas do empréstimo, todas as despesas com este transporte foram pagas pelo museu. “E eles já cumpriram com a contrapartida e depositaram os R$ 38 mil que custearão a troca das luminárias do saguão do Teatro Municipal.” Para iniciar a reforma só faltam os trâmites legais, que devem durar dois meses.

O secretário de Cultura, Tiago Nogueira, diz que os pedidos para que a obra vá também para São Francisco, Berlim, Paris e Rio de Janeiro estão sendo avaliados. “Estamos com um misto de tristeza e muita alegria. Tristeza porque ficamos sem a nossa joia rara no nono andar, mas estamos felizes porque podemos mostrar um pouco de Santo André no Exterior. Isso valoriza nossa obra.”

Mayra, a museóloga, terá um tempo a mais com a tapeçaria, já que a acompanhará até ser fixada no museu – fato que deve ocorrer no dia 14. Depois, só voltará a encontrá-la quando for retirada, no fim de setembro. Todo esse cuidado é de extrema importância, visto que a peça é um orgulho para todo andreense. “A exposição da tapeçaria de Burle Marx em Nova York é uma honra para Santo André. É oportunidade de um dos principais nomes do ‘design’, das artes e do paisagismo brasileiro ser mais uma vez admirado internacionalmente”, diz Ronaldo Santos Soares, tradutor e revisor literário.

É chance também para repensar a forma da peça ser exposta na cidade. “Adoro (a obra), mas achei muito sujo (o local onde fica). Acho aquela sala um pouco decadente. Poderíamos valorizar mais, já que é uma peça tão importante para a cidade”, acredita a produtora cultural Aline Saggio. Burle Marx, no entanto, fez a tapeçaria sob medida para o espaço.

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