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Mesmo de longe, piauiense se apaixona pelo São Caetano


Márcio Donizete
Especial para o Diário

06/04/2016 | 07:00


O futebol é mais do que um esporte. A paixão atravessa fronteiras. O piauiense Roney Lira, 25 anos, morador de Teresina, no Piauí, é um desses torcedores que sofrem e vibram com time do coração distante de sua residência. O dele é o São Caetano, que é seu amor desde o início da década passada.

Ele não tinha equipe para torcer até os 9 anos, quando viu o Azulão encantar o País na Copa João Havelange de 2000, na semifinal contra o Grêmio, vencida pelo clube do Grande ABC por 3 a 1. “Quando vi o São Caetano virar aquele jogo (com dois gols de César e um de Adhemar), senti alegria que não tinha sentido por outro time. A partir daquele 17 de dezembro, não deixei de acompanhar o São Caetano. A distância não atrapalhou, porque o time estava sempre nas manchetes”, diz Roney.

O estudante de mestrado em Ciência da Computação não se limita a acompanhar os jogos. Tem coleção de camisas, mas faltava ver um jogo. A 2.721 quilômetros de distância, ele juntou dinheiro por meses para realizar o sonho. O projeto era acompanhar um jogo no Anacleto Campanella e isso ficou perto com a equipe avançando na Série D do Brasileiro. A data estava escolhida, o fim de semana de 24 e 25 de outubro de 2015, mas os são-caetanenses ficaram pelo caminho na fase de quartas de final da Quarta Divisão – foram eliminados pelo Botafogo-SP em empate por 0 a 0, após derrota por 2 a 1 no jogo de ida –, na semana anterior, e frustraram o piauiense.

Roney foi às lágrimas, mas não caiu. Assistiu aquela partida sozinho, ritual que sempre fez. “Fiquei nervoso desde a hora que acordei até dez minutos antes do jogo, chorei antes de a bola começar a rolar e a cada ataque perdido. Sabia que aquele dia era subir para (Série) C ou ser rebaixado para o nada.”

O estudante resolveu vir a São Paulo mesmo assim. Fã da banda de rock inglesa Muse, acompanhou em 24 de outubro a apresentação de sua turnê no Allianz Parque, mas não deixou de lado o amor dele: o São Caetano. Visitou o Anacleto em jogo do sub-20 do time.

“Nem consigo descrever o que senti. Quando estava no táxi, indo para o estádio, já passava pela minha cabeça o esforço e a vontade que tinha de entrar no Anacleto quando via os jogos pela TV. Sem dúvida foi um sonho realizado. O jogo não foi o que eu esperava, mas foi uma experiência fascinante”, descreve. Ao menos, viu uma vitória são-caetanense sobre o Flamengo de Guarulhos por 1 a 0.

Torcedores como Roney Lira são combustível para a equipe buscar o retorno à Série A-1. “Ficamos honrados e satisfeitos. O Roney torce para time de muita tradição e camisa. A gente está tentando fazer o melhor em campo, tanto para o torcedor que está longe, como o Roney, como aos nossos próprios torcedores mais presentes”, retribuiu o técnico Luís Carlos Martins, que tenta dar o acesso aos fanáticos espalhados pelo País.



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Mesmo de longe, piauiense se apaixona pelo São Caetano

Márcio Donizete
Especial para o Diário

06/04/2016 | 07:00


O futebol é mais do que um esporte. A paixão atravessa fronteiras. O piauiense Roney Lira, 25 anos, morador de Teresina, no Piauí, é um desses torcedores que sofrem e vibram com time do coração distante de sua residência. O dele é o São Caetano, que é seu amor desde o início da década passada.

Ele não tinha equipe para torcer até os 9 anos, quando viu o Azulão encantar o País na Copa João Havelange de 2000, na semifinal contra o Grêmio, vencida pelo clube do Grande ABC por 3 a 1. “Quando vi o São Caetano virar aquele jogo (com dois gols de César e um de Adhemar), senti alegria que não tinha sentido por outro time. A partir daquele 17 de dezembro, não deixei de acompanhar o São Caetano. A distância não atrapalhou, porque o time estava sempre nas manchetes”, diz Roney.

O estudante de mestrado em Ciência da Computação não se limita a acompanhar os jogos. Tem coleção de camisas, mas faltava ver um jogo. A 2.721 quilômetros de distância, ele juntou dinheiro por meses para realizar o sonho. O projeto era acompanhar um jogo no Anacleto Campanella e isso ficou perto com a equipe avançando na Série D do Brasileiro. A data estava escolhida, o fim de semana de 24 e 25 de outubro de 2015, mas os são-caetanenses ficaram pelo caminho na fase de quartas de final da Quarta Divisão – foram eliminados pelo Botafogo-SP em empate por 0 a 0, após derrota por 2 a 1 no jogo de ida –, na semana anterior, e frustraram o piauiense.

Roney foi às lágrimas, mas não caiu. Assistiu aquela partida sozinho, ritual que sempre fez. “Fiquei nervoso desde a hora que acordei até dez minutos antes do jogo, chorei antes de a bola começar a rolar e a cada ataque perdido. Sabia que aquele dia era subir para (Série) C ou ser rebaixado para o nada.”

O estudante resolveu vir a São Paulo mesmo assim. Fã da banda de rock inglesa Muse, acompanhou em 24 de outubro a apresentação de sua turnê no Allianz Parque, mas não deixou de lado o amor dele: o São Caetano. Visitou o Anacleto em jogo do sub-20 do time.

“Nem consigo descrever o que senti. Quando estava no táxi, indo para o estádio, já passava pela minha cabeça o esforço e a vontade que tinha de entrar no Anacleto quando via os jogos pela TV. Sem dúvida foi um sonho realizado. O jogo não foi o que eu esperava, mas foi uma experiência fascinante”, descreve. Ao menos, viu uma vitória são-caetanense sobre o Flamengo de Guarulhos por 1 a 0.

Torcedores como Roney Lira são combustível para a equipe buscar o retorno à Série A-1. “Ficamos honrados e satisfeitos. O Roney torce para time de muita tradição e camisa. A gente está tentando fazer o melhor em campo, tanto para o torcedor que está longe, como o Roney, como aos nossos próprios torcedores mais presentes”, retribuiu o técnico Luís Carlos Martins, que tenta dar o acesso aos fanáticos espalhados pelo País.

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