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E se Dilma ficar no Palácio do Planalto?


Beto Silva

31/03/2016 | 07:00


São necessários 2/3 dos votos dos 513 deputados federais (ou seja, 342 parlamentares) para que o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) seja aprovado na Câmara e o processo, enviado ao Senado, onde terá de ser avalizado por também 2/3 dos 81 senadores (ou seja, 54). São dois quóruns muito altos. A oposição está confiante e diz já ter o suficiente para derrubar a petista. O governo conta os votos e está com os pés no chão. Tudo pode acontecer. Mas poucos acreditam que Dilma fique no Palácio do Planalto até o fim da gestão, em dezembro de 2018. Mas e se ficar? E se vencer a batalha do impeachment? Bom, se isso ocorrer ela terá de enfrentar uma das piores crises econômicas e políticas da história. Inicialmente, não terá governabilidade para aprovar ajustes fiscais no Congresso, por exemplo. Qual será a saída? Uma das possibilidades é governar por decreto. Com a caneta nas mãos faz o que achar melhor, sem passar pelo crivo do Legislativo. É uma manobra juridicamente prevista. Mas Dilma seria capaz de usar esse artifício? Logo ela, que lutou contra a ditadura, marcada pelo autoritarismo e supressão dos direitos? Não seria atitude que corresponde com a ideologia da presidente. Mas os decretos funcionariam como meio de sobrevivência política e institucional, na tentativa de recuperar a saúde financeira e a estabilidade jurídica do País. Mas não podemos descartar uma outra consequência da permanência de Dilma na cadeira número 1 de Brasília: a volta imediata do PMDB à base governista. Afinal, o partido do vice-presidente, Michel Temer, tem de ser coerente com a sua história. E talvez não seja necessário utilizar os famigerados decretos.

Senhoras e senhores, Carlinhos

Em Mauá, todo mundo quer saber quem é Carlos Alexandre Nunes, popularmente conhecido como Carlinhos. Ele tomou posse terça-feira como conselheiro da Saúde, para atuar junto ao Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador). Trata-se de trabalho voluntário. O que chamou a atenção da classe política da cidade foi o resultado expressivo obtido por Carlinhos na eleição. Foram 440 votos, a maior votação da história para a função. O segundo colocado ficou com 58 votos e o terceiro, com 26. Para se ter ideia da performance de Carlinhos, sua representatividade equivale a quase 30% dos 1.664 votos conquistados por Betinho da Dragões (PR), o último vereador eleito em 2012. Portanto, ter o apoio do agora conselheiro da Saúde significa facilitar o caminho a ser percorrido para quem deseja ser parlamentar. Ele mesmo não quer. Não agora, ao menos. O analista de desenvolvimento, de 32 anos, morador da Vila Assis, visa atuar para melhorar o atendimento ao usuário do Cerest. Ele teve dificuldade quando procurou o serviço algum tempo atrás. Quem sabe, no futuro, se candidatar a conselheiro tutelar, essa função, sim, remunerada. Por enquanto, não aspira pretensões na política, apesar de estar sendo procurado por assessores de vários vereadores. Sobre os votos obtidos sem gastar nenhum centavo, Carlinhos é direto. “Foram apenas meus amigos.”

Oposição, não

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), anunciou que seu primo, secretário de Educação e presidente do PSB, Marcos Michels, vai requerer a expulsão do vereador Célio Boi do partido. “Está fugindo da diretriz da legenda, que se aliou ao nosso projeto de governo. Isso não dá para admitir. Se ele insistir, vamos tomar medidas para tomar seu mandato na Câmara”, ressaltou Lauro.

Só amanhã

Ex-prefeito de São Bernardo, Mauricio Soares disse que não é mais certeza que vai ingressar no PHS. Segundo ele, que deixou o governo Luiz Marinho e o PT recentemente, alguns partidos estão em conversas adiantadas para dar apoio à candidatura a prefeito de Orlando Morando (PSDB) e a decisão de sua filiação deve ocorrer amanhã. Mauricio é favorito para ser vice do tucano.  



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E se Dilma ficar no Palácio do Planalto?

Beto Silva

31/03/2016 | 07:00


São necessários 2/3 dos votos dos 513 deputados federais (ou seja, 342 parlamentares) para que o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) seja aprovado na Câmara e o processo, enviado ao Senado, onde terá de ser avalizado por também 2/3 dos 81 senadores (ou seja, 54). São dois quóruns muito altos. A oposição está confiante e diz já ter o suficiente para derrubar a petista. O governo conta os votos e está com os pés no chão. Tudo pode acontecer. Mas poucos acreditam que Dilma fique no Palácio do Planalto até o fim da gestão, em dezembro de 2018. Mas e se ficar? E se vencer a batalha do impeachment? Bom, se isso ocorrer ela terá de enfrentar uma das piores crises econômicas e políticas da história. Inicialmente, não terá governabilidade para aprovar ajustes fiscais no Congresso, por exemplo. Qual será a saída? Uma das possibilidades é governar por decreto. Com a caneta nas mãos faz o que achar melhor, sem passar pelo crivo do Legislativo. É uma manobra juridicamente prevista. Mas Dilma seria capaz de usar esse artifício? Logo ela, que lutou contra a ditadura, marcada pelo autoritarismo e supressão dos direitos? Não seria atitude que corresponde com a ideologia da presidente. Mas os decretos funcionariam como meio de sobrevivência política e institucional, na tentativa de recuperar a saúde financeira e a estabilidade jurídica do País. Mas não podemos descartar uma outra consequência da permanência de Dilma na cadeira número 1 de Brasília: a volta imediata do PMDB à base governista. Afinal, o partido do vice-presidente, Michel Temer, tem de ser coerente com a sua história. E talvez não seja necessário utilizar os famigerados decretos.

Senhoras e senhores, Carlinhos

Em Mauá, todo mundo quer saber quem é Carlos Alexandre Nunes, popularmente conhecido como Carlinhos. Ele tomou posse terça-feira como conselheiro da Saúde, para atuar junto ao Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador). Trata-se de trabalho voluntário. O que chamou a atenção da classe política da cidade foi o resultado expressivo obtido por Carlinhos na eleição. Foram 440 votos, a maior votação da história para a função. O segundo colocado ficou com 58 votos e o terceiro, com 26. Para se ter ideia da performance de Carlinhos, sua representatividade equivale a quase 30% dos 1.664 votos conquistados por Betinho da Dragões (PR), o último vereador eleito em 2012. Portanto, ter o apoio do agora conselheiro da Saúde significa facilitar o caminho a ser percorrido para quem deseja ser parlamentar. Ele mesmo não quer. Não agora, ao menos. O analista de desenvolvimento, de 32 anos, morador da Vila Assis, visa atuar para melhorar o atendimento ao usuário do Cerest. Ele teve dificuldade quando procurou o serviço algum tempo atrás. Quem sabe, no futuro, se candidatar a conselheiro tutelar, essa função, sim, remunerada. Por enquanto, não aspira pretensões na política, apesar de estar sendo procurado por assessores de vários vereadores. Sobre os votos obtidos sem gastar nenhum centavo, Carlinhos é direto. “Foram apenas meus amigos.”

Oposição, não

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), anunciou que seu primo, secretário de Educação e presidente do PSB, Marcos Michels, vai requerer a expulsão do vereador Célio Boi do partido. “Está fugindo da diretriz da legenda, que se aliou ao nosso projeto de governo. Isso não dá para admitir. Se ele insistir, vamos tomar medidas para tomar seu mandato na Câmara”, ressaltou Lauro.

Só amanhã

Ex-prefeito de São Bernardo, Mauricio Soares disse que não é mais certeza que vai ingressar no PHS. Segundo ele, que deixou o governo Luiz Marinho e o PT recentemente, alguns partidos estão em conversas adiantadas para dar apoio à candidatura a prefeito de Orlando Morando (PSDB) e a decisão de sua filiação deve ocorrer amanhã. Mauricio é favorito para ser vice do tucano.  

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