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Corpo e alma esportivos


Vagner Aquino
Do Diário do Grande ABC

21/09/2011 | 07:00


Fiat Bravo T-Jet e Ford Focus Titanium. Sim, eles são frutos de escolas diferentes.

O Ford foi lançado por aqui em 2009 (esta geração), já o Bravo, que tem longa história na Itália (seu país de origem) chegou ao Brasil no fim de 2010 - a configuração T-Jet veio em junho deste ano - para tentar emplacar no segmento de hatches médios. Êxito que a Fiat vem tentando a duras penas desde a descontinuação do Tipo, que abocanhou vendas significativas no mercado local em meados da década de 1990.

Hoje, quem compra um hatch médio está cada vez mais exigente e busca um conteúdo diferenciado - também pudera, qualquer carro deste segmento gira em torno de R$ 50 mil. De olho no estilo arrojado de consumidores ávidos por uma pitadinha de adrenalina, as montadoras estão fugindo do arroz com feijão e apostando não só em linhas mais arredondadas, mas também em motores mais potentes e, por que não, na esportividade.

É o caso do Fiat Bravo, que tem sob o capô o novo motor 1.4 T-Jet com 16 válvulas movido a gasolina e ainda traz na manga a função Overbooster (que aumenta o torque e a pressão do turbo quando acionado, através de um botão no painel). Para enfrentá-lo, foi convocado o Ford Focus, que (também) na versão topo de linha, Titanium, vem equipado com motor 2.0 16V flexível.

 

ESTILOS DIFERENTES

Como diz o ditado ‘o que seria do verde se todos gostassem do azul'. Pois é, cada um tem um gosto. Uns preferem a robustez e as linhas ousadas do Bravo, outros ficam com o estilo mais elegante e sóbrio do Focus. Por dentro, as mesmas características. O Fiat traz detalhes mais incomuns, mais atrevidos, eu diria. Já o Focus é mais contido e, mesmo apelando para certa esportividade, não deixa o requinte de lado nos detalhes da cabine.

Ambos são bem acabados, mas o hatch da montadora do oval azul é menos poluído visualmente. A modernidade fica a cargo do botão Start & Stop, que permite dar partida no motor mesmo com a chave no bolso. A ergonomia também é melhor aqui. Mas fácil encontrar a posição de dirigir a bordo do Focus.

O Bravo contra-ataca com a facilidade de manuseio dos botões. A começar pelos comandos do rádio e telefone no volante - são mais práticos que os do Focus - passando pelos botões que regulam o ar-condicionado (automático de duas zonas, assim como no Ford), indo até a tela de 6,5 polegadas no centro do painel que exibe os meios de entretenimento e sistema de navegação (opcional, veja tabela abaixo) - aqui, merecia um touch screen. Bastante incômodo procurar cada letra do endereço de destino girando um botão.

Na hora de serem equipados, os modelos também evidenciam suas diferenças.

Como de praxe, a Fiat resolveu apostar na lista de opcionais para deixar o Bravo completo. Já a Ford, mantém preço fixo - nada de levar apenas o que quiser.

O modelo da montadora italiana sai por R$ 68.950, mas pode passar dos R$ 87 mil, caso o cliente queira todos os opcionais, como o teto solar (R$ 4.734), o sistema de monitoramento de pressão dos pneus (R$ 880) ou mesmo os faróis de xenon com limpador automático, que não saem por menos de R$ 2.885. De série, destaque para o sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina, rodas de 17 polegadas, air bag duplo e freios antitravamento.

No pacote fechado do Focus, a Ford inclui teto solar elétrico de série, assim como os bancos em couro, conexão USB, iPod e bluetooth, retrovisores aquecidos e faróis direcionais - que acompanham o movimento do volante.

Manuais, como manda a tradição

 

E é na hora de pisar no acelerador que o Bravo diz a que veio. O motor T-Jet de 152 cv (a 5.500 rpm) fez muito bem ao carro. No dia a dia, nada de morosidade. O bloco 1.4 se mostrou bastante ágil nas retomadas e ultrapassagens. Sua esperteza na estrada evita as constantes trocas de marcha.

No Rodoanel, quando aperto o Overbooster, praticamente colo no banco - o motor passa a ter 23 mkgf de torque e a direção fica mais rígida. Mas uma dica, não use no trânsito pesado, além de gastar mais combustível, o carro adquire certa facilidade para morrer.

Por falar em combustível, durante a semana de avaliação, o Bravo fez média de 7,5 quilômetros com um litro de gasolina, já o rival, não passou dos 6,5 km/l, conforme apontaram os respectivos computadores de bordo.

Apesar do consumo mais alto e do menor desempenho (mesmo com o propulsor 2.0, de até 148 cv) o Focus agrada muito pela suspensão rígida e pelo câmbio (manual, como manda a tradição da direção esportiva) extremamente acertado. Até o desenho da alavanca privilegia as trocas rápidas.

A transmissão do Bravo, apesar de ser um pouco mais solta, também merece elogios, principalmente pela sexta marcha. Aqui, o silêncio é maior do que no adversário - quando em altas rotações. Ponto também para a direção elétrica (no Focus é hidráulica). Facilita nas manobras, nem precisava do sensor traseiro...



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