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Dia do Grafite é celebrado hoje em homenagem
a Alex Vallauri, pioneiro da arte de rua no Brasil


Vanessa Soares Oliveira

27/03/2016 | 07:00


“A arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.” Foi assim que Leonardo da Vinci definiu arte. Sem dúvida ele se referia a toda e qualquer forma de expressão artística, mas essa citação poderia muito bem explicar o grafite, cujo dia no Brasil é celebrado hoje, em homenagem ao pioneiro da arte de rua, Alex Vallauri, morto em 27 de março de 1987.

Em meio a tanta poluição visual e os tons de cinza predominantes nas cidades, o grafite leva vida e cor ao cotidiano. É impossível ficar indiferente em meio aos muros coloridos, carregados de desenhos espalhados pelo caminho. O Grande ABC é berço de diversas feras da arte. Entre elas está o andreense Leonel de Araújo Limeira, conhecido no meio como Léo Neguim. “Meu primeiro contato com o grafite foi na década de 1990, quando vi o grupo AVCrew pintando a escola onde eu estudava. Depois disso, me juntei com alguns amigos. Dividíamos a tinta e saíamos pela cidade fazendo trown up (desenhos simples e rápidos)”, relembra.

Diferente dele, Alexandre Anjo, morador de Santo André, começou na arte de rua com a pichação, em 1994. “Conheci vários estilos de letras. Foi uma descoberta inspiradora. Nesta fase eu já flertava com o grafite, mas só em meados de 1997 decidi me aventurar nessa linguagem artística bem timidamente”, conta Anjo, que, desde 2000, leva a arte como profissão. “Iniciei os trabalhos com oficina de grafite. Logo vieram os encontros e exposições, que me fizeram perceber o valor artístico e histórico que o grafite possui”, acrescenta. 

Muita coisa mudou de quando esses artistas mergulharam nesse universo até hoje. O grafite passou a ser respeitado como arte. Porém, o preconceito ainda existe e é grande. “No Brasil, o que falta é informação. Vivemos o vandalismo diariamente com descaso, ignorância e falta de educação. Muitas pessoas confundem o não conhecer com o não poder fazer. Sofro até abuso de autoridade, muitas vezes. Pagamos pela falta de informação. Cabe a nós cumprir o papel de cidadão honesto. A evolução e o aprendizado fazem parte do nosso cotidiano, basta querermos”, opina Neguim. Para Anjo, o único jeito de acabar com isso é educando a sociedade. “Já sofri por causa da arte. Nada que eu diga vai mudar isso, mas esse tipo de preconceito é o que menos me incomoda”, finaliza. 



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