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Vida no circo

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caroline Ribeiro
Especial para o Diário

27/03/2016 | 07:00


Até mesmo quem nunca entrou num circo sabe da magia escondida nas lonas coloridas, seja o homem que tira um coelho da cartola, o acrobata dando gigantescos saltos ou o palhaço trapalhão. Hoje, no Brasil, esse universo está em festa com o Dia do Circo, celebrado sempre em 27 de março.

A data foi criada em homenagem ao nascimento do famoso palhaço Abelardo Pinto (1897-1973), conhecido como Piolim. Ele passou a vida inteira envolvido com movimentos artísticos e culturais. Assim como o icônico personagem, algumas crianças não precisam ir ao circo, pois já nasceram dentro dele.

É o caso de Richardy Tavares Assis Cardenas, 8 anos, nascido em Manaus, no Amazonas. O garoto é o mascote do Circo Vostok, atualmente em temporada em Santo André (Av. Ramiro Coleone. Sessões de terça a sexta, às 20h30, e aos sábados e domingos, às 16h, 18h30 e 20h30. Ingressos a partir de R$ 15) e conta que a melhor parte é estar em um local diferente a todo momento. “Não consigo nem contar todos os lugares que já fui. Sempre conheço coisas e pessoas. É uma aventura.”

A rotina do menino é cercada por brincadeiras pela manhã, estudos durante a tarde e apresentações na parte da noite. “O que eu quero é ser globista (artista que anda de moto em alta velocidade dentro do globo da morte), mas todo mundo diz que ainda sou muito novo para isso. Então preciso treinar outras coisas por enquanto.”

Sua irmã, Kimberly Tavares Assis Cardenas, 11, nasceu na cidade de São Paulo e diz que manter amizades é meio difícil. “A gente mora no trailer e vai para onde o circo vai. Então chegamos na cidade, nos matriculamos em uma escola e ficamos mais ou menos um mês. A parte ruim é que é difícil rever os amigos que fizemos.”

A bailarina treina sempre seus movimentos e também encontra tempo para estudar trapézio e bambolê. Ela confessa que deixaria o picadeiro somente para seguir os passos no caminho de ser uma cantora pop.

Outros pequenos artistas que fazem parte de uma família de circo são os irmãos Ana Clara, 12, e Davi Amazeo Kezo Nogueira, 8, ambos naturais de Cachoeira de Itapemirim, cidade do Espírito Santo. Eles fazem parte do grupo do Circo dos Sonhos, em cartaz em São Bernardo (Av. Senador Vergueiro. Sessões de terça à sexta, às 20h, e aos sábados e domingos, às 16h, 18h30 e 20h30. Ingressos a partir de R$ 15).

A mãe do casal é figurinista da equipe e o pai é capataz (responsável pela montagem e desmontagem das lonas). Entre idas ao colégio, aulas de inglês e descanso, Ana Clara treina contorcionismo e Davi malabarismo. A menina sonha em fazer faculdade de Medicina, mas não quer deixar o mundo do picadeiro. “Tenho um tio que também é do circo e que parou um tempo para fazer faculdade de Turismo. É como quero fazer, só não sei se vou conseguir, porque gosto muito de morar em trailer.”

O número favorito de Davi é o malabarismo, mas ele também adora o show de palhaços, contorção e tecido, observando tudo como uma grande brincadeira. “Fora isso, gosto de ir ao cinema e colecionar ursinhos de pelúcia. Meu trailer é cheio deles”, revela.

Aulas ensinam técnicas de modalidades circenses

Sabia que é possível fazer aulas de circo? Se você ficou com vontade de sair viajando por aí, dando piruetas, fazendo teatro com palhaços, sendo um chamativo bailarino ou voando no trapézio, basta se matricular em uma escola montada especialmente para ensinar um pouco dessa arte.

Um ponto de referência nacional da área é o Circo Escola Diadema (Avenida Afonso Monteiro da Cruz, 259. Tel.: 4044-5263) localizado no bairro Serraria. O projeto existe desde 1994, quando nasceu com aulas que eram levadas para diversos centros culturais da cidade. Ele conta com sede própria desde 2008, fazendo com que mais pessoas possam participar dessa troca de conhecimento e diversão.

O circo escola oferece gratuitamente oficinas de circo onde pode-se aprender várias modalidades que passam pelo picadeiro, como como malabarismo, equilibrismo, teatro de circo, perna de pau e tecido. As atividades são abertas para qualquer pessoa a partir de 3 anos, sendo moradora ou não do município da sede. Os dias e horários das turmas variam de segunda a sábado, entre as 9h e as 17h.

Vale lembrar que as inscrições para participação são bem concorridas. É preciso ficar atento para não perder o período correto para tentar garantir uma vaga, que ocorre nos meses de julho e dezembro. A secretaria do projeto está aberta para responder qualquer dúvida e confirmar as datas. Imergir no universo circense pode ser mais fácil do que se imagina, basta ter vontade para aprender.

CURIOSIDADES:

O formato do circo como o conhecemos hoje nasceu em Londres, na Inglaterra, por volta de 1768;

No Brasil o circo chegou na metade do século 19, trazido talvez por famílias europeias de tradição circense.

JORNADA INTERNACIONAL. Na animação Madagascar 3 – Os Procurados, os animais ainda tentam voltar ao zoológico de Nova York pegando carona no trem de um tradicional circo que viaja pelo mundo.



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