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Indústria dispensa 32,2 mil em 12 meses

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Número equivale a 88 demitidos por dia na
região; em fevereiro, 2.350 postos foram fechados


Fábio Munhoz
Natália Scarabotto

17/03/2016 | 07:00


A indústria do Grande ABC demitiu 32,2 mil trabalhadores no período de 12 meses encerrado em fevereiro, o que equivale a uma redução de 14,38% no nível de mão de obra no setor. Isso equivale a 88 pessoas desligadas por dia. Os dados são de pesquisa divulgada ontem pela Fiesp e Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Empresários relacionam os resultados ruins com o momento de instabilidade da política e da economia do País.

O desempenho negativo foi influenciado pela retração nos segmentos de veículos automotivos e autopeças (-11,22%); metalurgia (-7,35%); e produtos químicos (-4,83%).

A diretoria regional do Ciesp em Santo André (que também engloba Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) contabilizou o fechamento de 11.250 postos de trabalho – corte de 18,39% na força produtiva. Em Diadema, 18,03% do estoque foi eliminado, o que representa 9.300 trabalhadores demitidos. Já em São Bernardo, a redução na mão de obra foi de 10,87%, com 9.550 indivíduos desligados. Em São Caetano, a queda foi de 9,26%, o equivalente ao fechamento de 2.050 vagas. Em todo o Estado, foram contabilizadas 257,5 mil dispensas.

MENSAL

Na comparação de fevereiro contra janeiro, o Grande ABC cortou 2.500 postos de trabalho. Isso representa diminuição de 1,25% no estoque de mão de obra. Foi o maior percentual negativo para o mês desde 2006.

Em Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra foram 1.200 dispensados em fevereiro, o que representa 2,39% a menos no setor. Em termos percentuais, a diretoria regional que abrange as quatro cidades só ficou atrás das de Cubatão (-11,1%) e Santa Bárbara d’Oeste (-4,45%) empregados demitidos. Diadema fechou 750 postos de trabalho, São Bernardo demitiu 300 e São Caetano cortou 100 pessoas.

Para William Pesinato, primeiro vice-diretor do Ciesp de São Caetano, o desemprego no setor reflete a insegurança por parte dos empresários, que evitam fazer investimentos nas fábricas por não verem perspectivas de melhora da situação econômica do País. “Com isso, as indústrias não estão vendendo, o que provoca diminuição da produção e, consequentemente, demissões”, lamenta.

O diretor titular do Ciesp Diadema, Donizete Duarte da Silva, avalia que o panorama irá se manter enquanto durar o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). “Vai piorar cada vez mais enquanto nosso governo continuar o mesmo, porque não há projeto nenhum para impulsionar a indústria. O modelo de desenvolvimento mundial depende das pessoas, e não das instituições. E nós estamos destruindo as pessoas. Por isso, não vejo possibilidade de sairmos da crise.”

Além da falta de credibilidade, outro fator que prejudica a atividade fabril é o alto nível dos juros no País – a Selic está em 14,25% ao ano. Com as taxas elevadas, os investidores tendem a optar por manter o dinheiro no mercado financeiro devido ao alto rendimento e à maior segurança de retorno. 



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Indústria dispensa 32,2 mil em 12 meses

Número equivale a 88 demitidos por dia na
região; em fevereiro, 2.350 postos foram fechados

Fábio Munhoz
Natália Scarabotto

17/03/2016 | 07:00


A indústria do Grande ABC demitiu 32,2 mil trabalhadores no período de 12 meses encerrado em fevereiro, o que equivale a uma redução de 14,38% no nível de mão de obra no setor. Isso equivale a 88 pessoas desligadas por dia. Os dados são de pesquisa divulgada ontem pela Fiesp e Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Empresários relacionam os resultados ruins com o momento de instabilidade da política e da economia do País.

O desempenho negativo foi influenciado pela retração nos segmentos de veículos automotivos e autopeças (-11,22%); metalurgia (-7,35%); e produtos químicos (-4,83%).

A diretoria regional do Ciesp em Santo André (que também engloba Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra) contabilizou o fechamento de 11.250 postos de trabalho – corte de 18,39% na força produtiva. Em Diadema, 18,03% do estoque foi eliminado, o que representa 9.300 trabalhadores demitidos. Já em São Bernardo, a redução na mão de obra foi de 10,87%, com 9.550 indivíduos desligados. Em São Caetano, a queda foi de 9,26%, o equivalente ao fechamento de 2.050 vagas. Em todo o Estado, foram contabilizadas 257,5 mil dispensas.

MENSAL

Na comparação de fevereiro contra janeiro, o Grande ABC cortou 2.500 postos de trabalho. Isso representa diminuição de 1,25% no estoque de mão de obra. Foi o maior percentual negativo para o mês desde 2006.

Em Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra foram 1.200 dispensados em fevereiro, o que representa 2,39% a menos no setor. Em termos percentuais, a diretoria regional que abrange as quatro cidades só ficou atrás das de Cubatão (-11,1%) e Santa Bárbara d’Oeste (-4,45%) empregados demitidos. Diadema fechou 750 postos de trabalho, São Bernardo demitiu 300 e São Caetano cortou 100 pessoas.

Para William Pesinato, primeiro vice-diretor do Ciesp de São Caetano, o desemprego no setor reflete a insegurança por parte dos empresários, que evitam fazer investimentos nas fábricas por não verem perspectivas de melhora da situação econômica do País. “Com isso, as indústrias não estão vendendo, o que provoca diminuição da produção e, consequentemente, demissões”, lamenta.

O diretor titular do Ciesp Diadema, Donizete Duarte da Silva, avalia que o panorama irá se manter enquanto durar o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). “Vai piorar cada vez mais enquanto nosso governo continuar o mesmo, porque não há projeto nenhum para impulsionar a indústria. O modelo de desenvolvimento mundial depende das pessoas, e não das instituições. E nós estamos destruindo as pessoas. Por isso, não vejo possibilidade de sairmos da crise.”

Além da falta de credibilidade, outro fator que prejudica a atividade fabril é o alto nível dos juros no País – a Selic está em 14,25% ao ano. Com as taxas elevadas, os investidores tendem a optar por manter o dinheiro no mercado financeiro devido ao alto rendimento e à maior segurança de retorno. 

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