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Deficientes se reúnem em parque


Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

29/03/2010 | 07:01


Cerca de 500 pessoas participaram ontem do quinto Piquenique, no Parque Celso Daniel, em Santo André. O evento foi promovido pelo Nanasa (Núcleo de Natação Adaptada de Santo André) que trouxe diversas atividades para pessoas com deficiência e seus familiares. Entre elas, passeio pelo parque para alimentar os peixes, gincanas e matroginástica (conhecida como ginástica familiar). Cada família levou um prato salgado ou doce para a hora do lanche.

"O objetivo é incentivar o deficiente e a família a frequentar espaços de lazer, além de estimular o convívio social", explicou Ivan Teixeira Cardoso, professor de Educação Física e coordenador do programa.

O aposentado Evandir Laurentino, 52 anos, de Mauá, foi pela primeira vez a um evento do Nanasa. "Se depender de mim, vou ir em todos (eventos). É bom, porque você conhece outras pessoas e realidades", diz o cadeirante, que veio com a mulher, filhas, genro e neta. A esposa Rosineida Siqueira Laurentino, 40, trouxe até câmera fotográfica para registrar o momento com a família reunida. "Conseguimos unir os parentes em um dia importante para ele (Evandir)", disse.

A professora de São Caetano Célia Rodrigues Ribeiro, 43, acredita que ações como esta são muito importantes para todos. "Minha filha de 6 anos tem síndrome de down e participa do Nanasa desde agosto do ano passado. É o primeiro evento que trago ela. É bom, porque ela conhece outras crianças e se diverte."

A estudante Michele Araújo, 17, de Santo André, participa desde 2002. "Vou em tudo e adoro as atividades, porque faço amizade e troco experiências com outros deficientes. Temos que nos unir", opinou a jovem, que tem hidrocefalia congênita, paralisia cerebral moderada e visão subnormal.

Personagem de novela levanta discussão sobre o tema

Para o coordenador do Nanasa e professor de Educação Física Ivan Teixeira Cardoso, a personagem Luciana, vivida por Alinne Moraes na novela Viver a Vida, da Rede Globo, é bom exemplo para a sociedade. "Ela sofreu acidente que a deixou tretraplégica e, a partir daí, começou a luta para se aceitar e se reintegrar à sociedade."

Porém, Cardoso critica alguns pontos da trama. "Ela mostra progressos muito rápidos, além das dificuldades que são cobertas pelo dinheiro, já que possui equipe de médicos e motorista para transportá-la. São privilégios que a maioria dos deficientes desconhecem."

Há oito anos, Marisa José de Godoy, 43, de Santo André, é cadeirante por conta de um derrame e convive com as dificuldades que a personagem da novela não enfrenta. "Quando tenho de sair para algum lugar, não posso ir sozinha. Dependo da ajuda dos outros, até porque são poucos os ônibus adaptados para cadeirantes na cidade", reclamou.

Quem compartilha da mesma opinião é a balconista de Mauá, Rosineide Siqueira Laurentino, 40. "Conto com a ajuda do genro para levar meu marido cadeirante ao Nanasa em Santo André", contou. "O transporte de Mauá é ruim. Tirei carta, mas não tenho condições de dirigir. Então, por enquanto, contamos com o apoio do meu genro".



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