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Empresários vêem juro conservador


Leone Farias e Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

31/05/2006 | 07:55


Em função das oscilações do dólar, queda na Bolsa de Valores nos últimos dias e da conjuntura econômica dos EUA, o setor empresarial da região prevê que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central terá postura mais conservadora nesta quarta-feira do que nas reuniões anteriores. Entre empresários e executivos ouvidos pelo Diário, a previsão que predomina é que o BC reduzirá em apenas meio ponto percentual a Selic (taxa básica de juros), que atualmente está em 15,75% ao ano.

No entanto, de modo geral, também há entre os representantes do setor produtivo a avaliação de que o governo poderia ser mais ousado para dar dinamismo à economia. “Ainda há muito espaço para cair (a taxa Selic)”, afirma o vice-presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Carlos Pastoriza. Para ele, as contas brasileiras estão saudáveis e não há razão para não se reduzir mais os juros.

Se houver a diminuição em 0,50 ponto percentual, o Brasil ainda será o campeão em juros reais (descontada a inflação). “Enquanto não chegarmos a um dígito (de taxa real), não seremos competitivos”, afirma o presidente do Sindibor (Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha), Edgar Solano Marreiros. Ele prevê que retração dada hoje será de apenas 0,25 ponto.

O vice-presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Wilson Ambrósio, também estima que, em função da possibilidade de alta dos juros americanos, pode haver redução de 0,25. “Mas a nossa expectativa, baseada no que acompanhamos do mercado, é de queda de 0,50”, disse Ambrósio.

O ideal, segundo o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Caetano) de São Caetano, Claudio Musumeci, é que o BC continuasse no mesmo ritmo anterior. No mês passado, a baixa foi de 0,75 ponto.

“A inflação está controlada. Mas eles com certeza vão ser conservadores. Principalmente por este ser um ano eleitoral, mais do que nunca serão cautelosos”, acrescentou o presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura.

Sobram críticas para a política monetária do governo. “O mercado está retraído, não há pedidos em carteira e já começam as demissões por causa da queda das exportações. O contraponto seria a queda mais forte dos juros”, disse o diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Caetano, Fernando Trincado, que acha 0,50 um retrocesso.

Estabilidade – Entre os executivos ouvidos pelo Diário, o diretor da Basf, Vitor Seravalli, aposta em uma medida ainda mais conservadora do governo nesta quarta-feira. Ele acredita que o Banco Central vai preferir a estabilidade, em função do cenário da economia mundial e da valorização do dólar frente ao real. “O mais importante é a manutenção do controle inflacionário”, afirmou.


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Empresários vêem juro conservador

Leone Farias e Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

31/05/2006 | 07:55


Em função das oscilações do dólar, queda na Bolsa de Valores nos últimos dias e da conjuntura econômica dos EUA, o setor empresarial da região prevê que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central terá postura mais conservadora nesta quarta-feira do que nas reuniões anteriores. Entre empresários e executivos ouvidos pelo Diário, a previsão que predomina é que o BC reduzirá em apenas meio ponto percentual a Selic (taxa básica de juros), que atualmente está em 15,75% ao ano.

No entanto, de modo geral, também há entre os representantes do setor produtivo a avaliação de que o governo poderia ser mais ousado para dar dinamismo à economia. “Ainda há muito espaço para cair (a taxa Selic)”, afirma o vice-presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Carlos Pastoriza. Para ele, as contas brasileiras estão saudáveis e não há razão para não se reduzir mais os juros.

Se houver a diminuição em 0,50 ponto percentual, o Brasil ainda será o campeão em juros reais (descontada a inflação). “Enquanto não chegarmos a um dígito (de taxa real), não seremos competitivos”, afirma o presidente do Sindibor (Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha), Edgar Solano Marreiros. Ele prevê que retração dada hoje será de apenas 0,25 ponto.

O vice-presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Wilson Ambrósio, também estima que, em função da possibilidade de alta dos juros americanos, pode haver redução de 0,25. “Mas a nossa expectativa, baseada no que acompanhamos do mercado, é de queda de 0,50”, disse Ambrósio.

O ideal, segundo o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Caetano) de São Caetano, Claudio Musumeci, é que o BC continuasse no mesmo ritmo anterior. No mês passado, a baixa foi de 0,75 ponto.

“A inflação está controlada. Mas eles com certeza vão ser conservadores. Principalmente por este ser um ano eleitoral, mais do que nunca serão cautelosos”, acrescentou o presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura.

Sobram críticas para a política monetária do governo. “O mercado está retraído, não há pedidos em carteira e já começam as demissões por causa da queda das exportações. O contraponto seria a queda mais forte dos juros”, disse o diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Caetano, Fernando Trincado, que acha 0,50 um retrocesso.

Estabilidade – Entre os executivos ouvidos pelo Diário, o diretor da Basf, Vitor Seravalli, aposta em uma medida ainda mais conservadora do governo nesta quarta-feira. Ele acredita que o Banco Central vai preferir a estabilidade, em função do cenário da economia mundial e da valorização do dólar frente ao real. “O mais importante é a manutenção do controle inflacionário”, afirmou.

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