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Schumacher vence de novo e Barrichello chega em 2º


Flavio Gomes
De Sakhir, para o Diário

04/04/2004 | 13:12


  Três corridas, três poles, três vitórias. Michael Schumacher vem contrariando todas as teses sobre motivação, auge e decadência no esporte. Há quem defenda que um atleta, depois de ganhar tudo e mais um pouco, não consegue se manter motivado por muito tempo. E que há um pico de desempenho, seguido, inevitavelmente, de uma queda de rendimento. Pois Schumacher mantém-se no auge há mais de dez anos, motivado como um iniciante que é escalado para uma decisão de Copa do Mundo. E não dá o menor sinal de decadência. Conquistou seis títulos, os últimos quatro seguidos, e nada indica que vá perder o sétimo. Com a vitória deste domingo no GP do Bahrein, terceira etapa do campeonato, o alemão foi a 30 pontos e abriu nove sobre Rubens Barrichello, segundo na prova, vice na classificação.

Michael teve, a rigor, uma única dificuldade nas 57 voltas da prova barenita: fazer a primeira curva na frente. Largou com Barrichello em seus calcanhares, mas retardou a freada e conseguiu manter a posição. “Ele fez três voltas muito fortes”, admitiu o brasileiro. “Eu ainda tentei acompanhar, mas não deu.”

De fato, na quarta volta a diferença do alemão para Rubens já era de 3s696. E só foi aumentando. Schumacher fez três paradas, como todo mundo, todas rápidas e precisas. Barrichello teve problemas no primeiro pit stop, perdeu cerca de 5s e se descolou de vez do companheiro.

“Foi difícil”, valorizou Schumacher. “A pista é dura e tive de me esforçar para manter o carro sempre no traçado ideal. Tinha de cuidar dos freios”, disse. Exageros, claro.

Dificuldades tiveram os que estavam mais atrás. Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher, da Williams; Jenson Button e Takuma Sato, da BAR; e Jarno Trulli e Fernando Alonso, da Renault, enfrentaram situações complicadas, como o toque de Ralf em Sato, a quase batida de Trulli em Barrichello nos boxes, o bico trocado por Alonso, que largou lá atrás, o câmbio pifado de Montoya...

Migalhas que, no caso da BAR de Button, são muito bem-vindas, já que ele terminou em terceiro, seu segundo pódio seguido. O mesmo pode-se dizer de Sato, quinto colocado.

A Renault também não teve do que reclamar, com Trulli em quarto e Alonso em sexto, o que colocou o time em segundo no Mundial de Construtores.

Lamentável, mesmo, foi a McLaren, com dois motores quebrados. Com isso, a F-1 de 2004 mostra que tem novidades: BAR e Renault entre as grandes, McLaren despencando na vala comum das médias e pequenas.

Marasmo – Há pouco a dizer sobre as atuações dos outros brasileiros. Cristiano da Matta, da Toyota, foi o décimo colocado. “Andei sozinho o tempo todo”, disse. Já Felipe Massa, 12º, lamentou a escolha errada dos pneus. “Eram muito duros”, afirmou.



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Schumacher vence de novo e Barrichello chega em 2º

Flavio Gomes
De Sakhir, para o Diário

04/04/2004 | 13:12


  Três corridas, três poles, três vitórias. Michael Schumacher vem contrariando todas as teses sobre motivação, auge e decadência no esporte. Há quem defenda que um atleta, depois de ganhar tudo e mais um pouco, não consegue se manter motivado por muito tempo. E que há um pico de desempenho, seguido, inevitavelmente, de uma queda de rendimento. Pois Schumacher mantém-se no auge há mais de dez anos, motivado como um iniciante que é escalado para uma decisão de Copa do Mundo. E não dá o menor sinal de decadência. Conquistou seis títulos, os últimos quatro seguidos, e nada indica que vá perder o sétimo. Com a vitória deste domingo no GP do Bahrein, terceira etapa do campeonato, o alemão foi a 30 pontos e abriu nove sobre Rubens Barrichello, segundo na prova, vice na classificação.

Michael teve, a rigor, uma única dificuldade nas 57 voltas da prova barenita: fazer a primeira curva na frente. Largou com Barrichello em seus calcanhares, mas retardou a freada e conseguiu manter a posição. “Ele fez três voltas muito fortes”, admitiu o brasileiro. “Eu ainda tentei acompanhar, mas não deu.”

De fato, na quarta volta a diferença do alemão para Rubens já era de 3s696. E só foi aumentando. Schumacher fez três paradas, como todo mundo, todas rápidas e precisas. Barrichello teve problemas no primeiro pit stop, perdeu cerca de 5s e se descolou de vez do companheiro.

“Foi difícil”, valorizou Schumacher. “A pista é dura e tive de me esforçar para manter o carro sempre no traçado ideal. Tinha de cuidar dos freios”, disse. Exageros, claro.

Dificuldades tiveram os que estavam mais atrás. Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher, da Williams; Jenson Button e Takuma Sato, da BAR; e Jarno Trulli e Fernando Alonso, da Renault, enfrentaram situações complicadas, como o toque de Ralf em Sato, a quase batida de Trulli em Barrichello nos boxes, o bico trocado por Alonso, que largou lá atrás, o câmbio pifado de Montoya...

Migalhas que, no caso da BAR de Button, são muito bem-vindas, já que ele terminou em terceiro, seu segundo pódio seguido. O mesmo pode-se dizer de Sato, quinto colocado.

A Renault também não teve do que reclamar, com Trulli em quarto e Alonso em sexto, o que colocou o time em segundo no Mundial de Construtores.

Lamentável, mesmo, foi a McLaren, com dois motores quebrados. Com isso, a F-1 de 2004 mostra que tem novidades: BAR e Renault entre as grandes, McLaren despencando na vala comum das médias e pequenas.

Marasmo – Há pouco a dizer sobre as atuações dos outros brasileiros. Cristiano da Matta, da Toyota, foi o décimo colocado. “Andei sozinho o tempo todo”, disse. Já Felipe Massa, 12º, lamentou a escolha errada dos pneus. “Eram muito duros”, afirmou.

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