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Vendas diretas podem ser alternativa à crise


Michele Loureiro
Do Diário do Grande ABC

15/02/2009 | 07:09


Com as incertezas geradas pela crise financeira mundial, muitos trabalhadores encontram uma saída no mercado das vendas diretas. Segundo a Abevd (Associação Brasileira de Vendas Diretas), o País tem cerca de 2 milhões de vendedores na modalidade.

"Isso sem contar com os vendedores que não são cadastrados, o mercado informal também tem números altos. Mas é importante lembrar que os profissionais corretos pagam impostos e tem direitos trabalhistas", destacou o presidente da Abed, Lírio Cipriani.

O segmento de vendas diretas funciona como uma oportunidade de renda extra ou até a principal fonte para ganhar o sustento de qualquer pessoa: profissionais liberais, estudantes, donas-de-casa. Além disso, há muitos homens que também estão optando por este ramo de atividade.

A modalidade permite que a relação com pessoas conhecidas passe a ser lucrativa. "Nossa base de vendas são os relacionamentos. Um bom vendedor precisa ter muitos contatos. Desde o vizinho ao cabeleireiro, todos passam a ser clientes", explicou Cipriani.

Na avaliação da Abevd, as vendas diretas não sentirão o impacto da crise, no curto e médio prazo. Existe até um certo otimismo da entidade, já que historicamente o setor cresce mais aceleradamente em períodos de crise, quando as pessoas tendem a buscar alternativas para complementar a renda.

"Nosso crescimento médio dos últimos anos tem superado os 10%. Os dados do setor para 2008 estão sendo copilados e devem superar esta marca", comentou o presidente da entidade.

No mundo há cerca de 63 milhões de vendedores diretos e o mercado movimentou mais de 112 milhões de dólares em 2007. "Deste total, o Brasil respondeu por US$ 9,1 milhões e está entre os três países que mais lucram com setor, perdendo apenas para Estados Unidos e Japão", explicou Cipriani.

Números prévios do setor em 2008 apontam para crescimento de 12,5% no quarto trimestre do ano passado, em relação ao mesmo período de 2007.

ÚNICA FONTE
Muitas famílias se utilizam desse tipo de trabalho para viver, não só como complemento de renda, mas montando seu negócio com investimento neste ramo de atividade. Uma das razões mais fortes é o fato de não se necessitar experiência.

É o caso do presidente da Novety, Gilmar Neves dos Santos. "Eu e minha esposa trabalhávamos como empregados em uma fábrica e como precisávamos complementar nossa renda, entramos no mercado de vendas diretas. Porém, percebemos que se nos dedicássemos, ganharíamos mais com as vendas do que com o trabalho na fábrica", destacou o empresário, que há sete anos montou a empresa, focada na venda de cosméticos por catálogos.

Santos afirma que um trabalhador do ramo pode ganhar de R$ 500 a R$ 4.000 por mês. "Tudo depende do afinco, e as vezes o trabalho deixa de ser um complemento e passa a ser a atividade principal".

Atualmente, Santos e a esposa tem diversas equipes espalhadas pela Capital e pelo Grande ABC. "Temos um centro de treinamento em Diadema. Capacitamos, gratuitamente, pessoas interessadas em ingressar nas vendas diretas. Damos dicas de como fazer para que o amigo se torne um cliente em potencial", destacou. Para os interessados, o empresário aconselha. "É preciso ter disposição para aprender e paciência para obter retorno".



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