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Abertura da China será gradual após entrada na OMC


Do Diário do Grande ABC

26/05/2000 | 08:39


O chefe da comissao de negociaçao da China, Long Yongtu, conclamou as lideranças das empresas estatais a se prepararem para a concorrência estrangeira que o ingresso na Organizaçao Mundial do Comércio (OMC) irá trazer para o mercado chinês, mas assegurou que as mudanças serao graduais.

Os comentários de Yongtu, feitos durante a realizaçao de um fórum na quinta-feira, assinalam a última tentativa do governo chinês de conquistar o apoio de políticos, burocratas e executivos do setor público, convencendo-os dos benefícios de ingressar na OMC. O fórum foi organizado horas após o congresso norte-americano votar a favor de um acordo comercial com a China aumentando as chances dos chineses de serem aceitos na OMC ainda este ano. Long, que conduziu as negociaçoes da China com a OMC, citou durante as discussoes as desvantagens que as companhias domésticas enfrentam num quadro de economia global: capacidade em excesso, equipamentos ultrapassados, problemas administrativos e demasiada interferência governamental. Ele afirmou às lideranças comerciais presentes que os chineses terao de adaptar-se às mudanças se quiserem sobreviver.

"O status quo tem de ser rompido para tornar o setor de serviços competitivo", afirmou Long, em frase publicada com destaque pelo diário oficial do país, o diário China Daily, acrescentando ainda que a abertura irá beneficiar as telecomunicaçoes, o sistema financeiro e o judiciário. Long atenuou seu discurso entusiasmado pela abertura declarando que as empresas estatais irao dispor de tempo para se prepararem. E ele preveniu os parceiros comerciais estrangeiros sobre a inconveniência de forçar a China a mudanças rápidas. "Qualquer gesto precipitado pode trazer um retrocesso que seria em detrimento do crescimento da economia global", advertiu Long.

A China prometeu, entre as condiçoes negociadas para ingressar na OMC, abrir espaço em setores que eram inacessíveis aos estrangeiros, e reduzir taxas em bens de consumo, do trigo aos sapatos. Enquanto o governo aposta que os investidores estrangeiros e a concorrência irao ajudar a fortalecer a economia, analistas vêem com reservas as mudanças, temerosos de processos de falência. Para ajudar a persuadir os opositores, os líderes chineses vem trazendo a Beijing políticos das províncias para explicar o que é a OMC e de que forma ela pode ajudar a tornar o país mais produtivo e seus cidadaos mais prósperos.



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