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Trabalho dedicado ao desenvolvimento


Do Diário do Grande ABC

25/08/2011 | 07:02


A busca pela regionalidade foi uma das bandeiras do jornalista Fausto Polesi à frente da direção do Diário. Quem o conheceu garante que o desenvolvimento da região está atrelado também ao seu empenho.

"Era um jornalista que se importava com a contribuição da imprensa no desenvolvimento da região", afirma o consultor e assessor da presidência da Associação Comercial e Industrial de Santo André Nelson Tadeu Pereira, 64 anos, que viu Fausto pela última vez em 2000.

Pereira destaca duas conquistas importantes que tiveram participação efetiva do jornalista: "A Agência de Desenvolvimento e o Fórum da Cidadania do Grande ABC. Ele queria a participação social, independente da ação política, para debater questões de interesse do Grande ABC."

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Bernardo, Valter Moura, lembra do jornalista apaixonado pelo que fazia. "Como diretor do Diário, implementou a política de apoiar o desenvolvimento econômico, social, político e cultural da nossa região."

 

EMPREENDEDOR

Não foi apenas com as palavras que Polesi conquistou admiradores. O andreense também é lembrado pelo empreendedorismo e preocupação com a questão econômica. Ele foi presidente da Associação Comercial e Industrial de Santo André entre 1978 e 1982. Durante esse período, destacou, na cerimônia da segunda posse, que a entidade se abria cada vez mais para os problemas da comunidade, atuando como fator de transformação da vida da cidade.

O empresário Octávio Leite Vallejo, 71, foi vice-presidente na gestão de Polesi na Acisa. Ele o define como homem franco, com espírito de liderança e ampla visão da região. "Sempre se posicionou perante o prefeito sem criar atrito, sempre com independência", pontua o presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado de São Paulo.

Quanto às conquistas, Vallejo cita algumas: "Além de trazer o mercado de festejo natalino, buscou aproximar os comércios de bairros da associação", afirma o empresário, que o conhecia desde 1970.

 

PERSONALIDADE

Franco, sério, dedicado, espírito de liderança, desbravador e divertido. Assim Fausto Polesi será sempre lembrado. "Gostava muito dele. Era muito divertido. Me chamava de batateiro, por ter nascido em São Bernardo", relembra o dono do restaurante Florestal, Nini Dermachi, que o conhecia havia 20 anos.

Polesi era frequentador do restaurante. Demarchi revela que ele gostava de self-service. "Não era muito exigente, Ele vai fazer falta, mas deixou legado muito rico para a região."

 

 

‘Ele foi um dos que não deixaram o Santo André morrer'

A relação de Fausto Polesi com o esporte passou a ser mais estreita a partir do fim da década de 1970, quando foi indicado ao Conselho de Orientação e Fiscalização Independente do Esporte Clube Santo André. Em 1985, acabou eleito presidente da agremiação, para concluir o mandato de Lourival Passarelli, deixando o cargo em dezembro daquele ano. E, apesar do pouco tempo à frente do Ramalhão, fez história, como lembra o presidente social do clube, Celso Luiz de Almeida.

"Ele foi um daqueles que não deixaram o futebol morrer e isso é muito significativo. Teve dificuldades durante o tempo em que ficou no comando, mas podemos considerá-lo vitorioso, porque não é fácil manter um clube de futebol. Ele chegou a dar aval pessoal (junto a bancos) para manter o Santo André, que naquela época não tinha receita com o time. Sem dúvida faz parte da história. Uma pessoa que conduzia com seriedade e firmeza os destinos do clube. Diferenciado", elogia o dirigente.

O ex-presidente do Conselho Deliberativo Duílio Pisaneschi exalta a constante atuação de Polesi no clube. "Ele era conselheiro vitalício e sempre dava palpites. Não faltava. Além disso, participou ativamente da parte publicitária e diretiva do clube, até quando precisou se afastar."

Vice-presidente da parte social da agremiação, Jairo Livolis só guarda boas lembranças de um homem que "só ajudou" no crescimento da equipe. "Tinha personalidade tranquila. Um intelectual que construiu relação conosco na base do respeito, sempre em voz baixa, com diálogo fácil, simples e inteligente. Com mais alguns andreenses, ele formou núcleo que fez o clube crescer ano após ano, sendo decisivo para a construção do Santo André", exalta.

Ex-diretor de futebol do clube e vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, o empresário Jorge Abicalam lamentou a perda de um amigo. "Que notícia triste!"

Para quem mantinha contato com Polesi fora do Ramalhão, como o jornalista esportivo Jurandir Martins - companheiro na época da parceria News Seller e Rádio Independente -, a morte do jornalista é a partida de um mentor. "Fausto foi um mestre como jornalista, íntegro e ousado. Um dos homens mais éticos que conheci. E como eu convocava o time da imprensa, sempre o chamava. A dupla de zaga era ele e eu. Tinha personalidade forte, mas nas horas de lazer era grande amigo."



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Trabalho dedicado ao desenvolvimento

Do Diário do Grande ABC

25/08/2011 | 07:02


A busca pela regionalidade foi uma das bandeiras do jornalista Fausto Polesi à frente da direção do Diário. Quem o conheceu garante que o desenvolvimento da região está atrelado também ao seu empenho.

"Era um jornalista que se importava com a contribuição da imprensa no desenvolvimento da região", afirma o consultor e assessor da presidência da Associação Comercial e Industrial de Santo André Nelson Tadeu Pereira, 64 anos, que viu Fausto pela última vez em 2000.

Pereira destaca duas conquistas importantes que tiveram participação efetiva do jornalista: "A Agência de Desenvolvimento e o Fórum da Cidadania do Grande ABC. Ele queria a participação social, independente da ação política, para debater questões de interesse do Grande ABC."

O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Bernardo, Valter Moura, lembra do jornalista apaixonado pelo que fazia. "Como diretor do Diário, implementou a política de apoiar o desenvolvimento econômico, social, político e cultural da nossa região."

 

EMPREENDEDOR

Não foi apenas com as palavras que Polesi conquistou admiradores. O andreense também é lembrado pelo empreendedorismo e preocupação com a questão econômica. Ele foi presidente da Associação Comercial e Industrial de Santo André entre 1978 e 1982. Durante esse período, destacou, na cerimônia da segunda posse, que a entidade se abria cada vez mais para os problemas da comunidade, atuando como fator de transformação da vida da cidade.

O empresário Octávio Leite Vallejo, 71, foi vice-presidente na gestão de Polesi na Acisa. Ele o define como homem franco, com espírito de liderança e ampla visão da região. "Sempre se posicionou perante o prefeito sem criar atrito, sempre com independência", pontua o presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado de São Paulo.

Quanto às conquistas, Vallejo cita algumas: "Além de trazer o mercado de festejo natalino, buscou aproximar os comércios de bairros da associação", afirma o empresário, que o conhecia desde 1970.

 

PERSONALIDADE

Franco, sério, dedicado, espírito de liderança, desbravador e divertido. Assim Fausto Polesi será sempre lembrado. "Gostava muito dele. Era muito divertido. Me chamava de batateiro, por ter nascido em São Bernardo", relembra o dono do restaurante Florestal, Nini Dermachi, que o conhecia havia 20 anos.

Polesi era frequentador do restaurante. Demarchi revela que ele gostava de self-service. "Não era muito exigente, Ele vai fazer falta, mas deixou legado muito rico para a região."

 

 

‘Ele foi um dos que não deixaram o Santo André morrer'

A relação de Fausto Polesi com o esporte passou a ser mais estreita a partir do fim da década de 1970, quando foi indicado ao Conselho de Orientação e Fiscalização Independente do Esporte Clube Santo André. Em 1985, acabou eleito presidente da agremiação, para concluir o mandato de Lourival Passarelli, deixando o cargo em dezembro daquele ano. E, apesar do pouco tempo à frente do Ramalhão, fez história, como lembra o presidente social do clube, Celso Luiz de Almeida.

"Ele foi um daqueles que não deixaram o futebol morrer e isso é muito significativo. Teve dificuldades durante o tempo em que ficou no comando, mas podemos considerá-lo vitorioso, porque não é fácil manter um clube de futebol. Ele chegou a dar aval pessoal (junto a bancos) para manter o Santo André, que naquela época não tinha receita com o time. Sem dúvida faz parte da história. Uma pessoa que conduzia com seriedade e firmeza os destinos do clube. Diferenciado", elogia o dirigente.

O ex-presidente do Conselho Deliberativo Duílio Pisaneschi exalta a constante atuação de Polesi no clube. "Ele era conselheiro vitalício e sempre dava palpites. Não faltava. Além disso, participou ativamente da parte publicitária e diretiva do clube, até quando precisou se afastar."

Vice-presidente da parte social da agremiação, Jairo Livolis só guarda boas lembranças de um homem que "só ajudou" no crescimento da equipe. "Tinha personalidade tranquila. Um intelectual que construiu relação conosco na base do respeito, sempre em voz baixa, com diálogo fácil, simples e inteligente. Com mais alguns andreenses, ele formou núcleo que fez o clube crescer ano após ano, sendo decisivo para a construção do Santo André", exalta.

Ex-diretor de futebol do clube e vice-presidente da Federação Paulista de Futebol, o empresário Jorge Abicalam lamentou a perda de um amigo. "Que notícia triste!"

Para quem mantinha contato com Polesi fora do Ramalhão, como o jornalista esportivo Jurandir Martins - companheiro na época da parceria News Seller e Rádio Independente -, a morte do jornalista é a partida de um mentor. "Fausto foi um mestre como jornalista, íntegro e ousado. Um dos homens mais éticos que conheci. E como eu convocava o time da imprensa, sempre o chamava. A dupla de zaga era ele e eu. Tinha personalidade forte, mas nas horas de lazer era grande amigo."

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