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S. José: 233 presos continuam foragidos


Do Diário do Grande ABC

08/06/1999 | 10:12


Depois de duas noites de intensas buscas, 233 detentos que fugiram na tarde do domingo da Cadeia Pública de Putim, em Sao José dos Campos, SP, continuam desaparecidos. Segundo números oficias, até a manha desta terça-feira, 105 fugitivos foram recapturados, um foi morto e sete ficaram feridos durante tiroteio com a polícia.

A cadeia de Sao José abrigava 464. Esta foi a maior fuga em massa já registrada no país. 345 detentos saíram pelo portao principal e sem qualquer resistência. Há suspeitas de que alguns carcereiros tenham ajudado na fuga. O diretor do estabelecimento penal, Gilmar Guarnieri, foi afastado do cargo.

De acordo com o delegado regional de polícia do Vale do Paraíba, Antonio Carlos Gonçalves da Silva, a administraçao do presídio - tido como de segurança máxima - passará por uma reciclagem geral. Ele descartou uma possível ligaçao entre as denúncias de um esquema de corrupçao no local, que envolveria o antigo diretor do presídio, o juiz corregedor, carcereiros, advogados e presos. Mas disse que investiga a participaçao de outros policiais na fuga.

Captura - Cerca de 200 policiais vasculham a regiao com auxílio de dois helicópteros, a cavalaria e a tropa de choque da polícia militar da capital. Entretanto, os enganos nas prisoes mostravam o total descontrole dos policiais. Pelo menos cinco pessoas foram presas por engano. O mecânico José Ernesto, detido dentro de um ônibus, foi levado ao presídio e espancado por policiais civis. Ele ficou oito horas preso por estar sem identidade. Os familiares de Ernesto apresentaram os documentos e conseguiram sua libertaçao. "Os presos que estao sendo pegos também estao apanhando", contou o rapaz. O clima é muito tenso, tanto na entrada do cadeia como no bairro.

Reféns - Várias famílias viveram momentos de terror na noite de domingo e madrugada desta segunda e terça-feira. Os fugitivos invadiram casas e tomaram moradores como reféns. O prefeito Emanuel Fernandes (PSDB) marcou uma audiência com o vice-governador, Geraldo Alckmin, e com secretários da área de segurança para buscar soluçoes para os problemas gerados pela cadeia. Duas fugas anteriores eram consideradas recordes nacionais. Em 1996, 156 fugiram e outros 197 no ano seguinte



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S. José: 233 presos continuam foragidos

Do Diário do Grande ABC

08/06/1999 | 10:12


Depois de duas noites de intensas buscas, 233 detentos que fugiram na tarde do domingo da Cadeia Pública de Putim, em Sao José dos Campos, SP, continuam desaparecidos. Segundo números oficias, até a manha desta terça-feira, 105 fugitivos foram recapturados, um foi morto e sete ficaram feridos durante tiroteio com a polícia.

A cadeia de Sao José abrigava 464. Esta foi a maior fuga em massa já registrada no país. 345 detentos saíram pelo portao principal e sem qualquer resistência. Há suspeitas de que alguns carcereiros tenham ajudado na fuga. O diretor do estabelecimento penal, Gilmar Guarnieri, foi afastado do cargo.

De acordo com o delegado regional de polícia do Vale do Paraíba, Antonio Carlos Gonçalves da Silva, a administraçao do presídio - tido como de segurança máxima - passará por uma reciclagem geral. Ele descartou uma possível ligaçao entre as denúncias de um esquema de corrupçao no local, que envolveria o antigo diretor do presídio, o juiz corregedor, carcereiros, advogados e presos. Mas disse que investiga a participaçao de outros policiais na fuga.

Captura - Cerca de 200 policiais vasculham a regiao com auxílio de dois helicópteros, a cavalaria e a tropa de choque da polícia militar da capital. Entretanto, os enganos nas prisoes mostravam o total descontrole dos policiais. Pelo menos cinco pessoas foram presas por engano. O mecânico José Ernesto, detido dentro de um ônibus, foi levado ao presídio e espancado por policiais civis. Ele ficou oito horas preso por estar sem identidade. Os familiares de Ernesto apresentaram os documentos e conseguiram sua libertaçao. "Os presos que estao sendo pegos também estao apanhando", contou o rapaz. O clima é muito tenso, tanto na entrada do cadeia como no bairro.

Reféns - Várias famílias viveram momentos de terror na noite de domingo e madrugada desta segunda e terça-feira. Os fugitivos invadiram casas e tomaram moradores como reféns. O prefeito Emanuel Fernandes (PSDB) marcou uma audiência com o vice-governador, Geraldo Alckmin, e com secretários da área de segurança para buscar soluçoes para os problemas gerados pela cadeia. Duas fugas anteriores eram consideradas recordes nacionais. Em 1996, 156 fugiram e outros 197 no ano seguinte

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