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Lula é preso!


Beto Silva

12/03/2016 | 07:00


Sábado, 6h30, São Bernardo. Oito policiais vão até a casa do ex-presidente Luiz Inácio da Silva. As forças de segurança levam mais companheiros em outros locais. Mulher do ex-sindicalista, Marisa Letícia estava apreensiva. Tentava driblar os repórteres que pediam sua declaração sobre o episódio. Na noite anterior, mal dormiram. Já esperavam a ação policial, pois viaturas rondavam o imóvel. Os agentes estavam relativamente calmos, mas com um pouco de pressa. “Eles bateram à porta e avisaram que era voz de prisão para o Lula, que seria enquadrado na Lei de Segurança Nacional, artigo 36, incisos 2, 3 e 4, acusado de incitar manifestações e greves. A gente acordou, ele trocou de roupa, pegou maços de cigarros, tomou café rápido e seguiu. Apesar de estarem esperando pela detenção, ela confessou ter ficado nervosa, principalmente quando viu o marido entrar numa viatura com oito policiais. Não foi apresentado mandado. Deputados ficaram indignados e foram falar com o delegado responsável pela ação. Sem êxito. Na ocasião da prisão, Lula ainda não era Lula no registro geral. Era apenas Luiz Inácio. Ex-presidente porque dias antes seu mandato à frente do Sindicato dos Metalúrgicos havia sido cassado, em intervenção efetuada pelo Ministério do Trabalho. Era sábado, 6h30, em São Bernardo, dia 19 de abril de 1980. O Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social), do governador paulista Paulo Maluf, prendia Luiz Inácio. Um mês depois, em 20 de maio, Lula teve sua prisão preventiva revogada. Libertado, sua primeira atitude ao chegar em casa, dizem, foi soltar os passarinhos da gaiola. Julgado pela Justiça Militar em novembro de 1981, recebeu a pena de três anos e seis meses de prisão. Posteriormente, o Superior Tribunal Militar anulou o processo.

Bastidores

Sem aviso prévio
Marcos Evangelista, ex-presidente do PSDC de Santo André, ficou sabendo que foi retirado do comando do partido ao ler o Diário, ontem. A sigla, agora, está sob a tutela de José Acemel, o Espanhol, ex-PSDB. Os democrata-cristãos devem estar no arco de aliança de Aidan Ravin (PSB) na corrida pelo Paço andreense. Marcos ainda não sabe o que fazer.

Meias verdades
O prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB), esteve recentemente com a oficial da Polícia Militar Graziela Bazili Leandro Costa. O peemedebista divulgou a seguinte informação: “Pude anunciar mais uma melhoria na área de Segurança Pública de nossa cidade. Em breve teremos uma equipe de Força Tática permanente no município. Equipes já estão em treinamento.” Vamos aos desmentidos. Primeiramente, Saulo afirmou que Graziela era tenente. Na verdade, é capitão (a PM usa o masculino para os dois gêneros). Em segundo lugar, ele coloca a notícia como se fosse projeto de seu governo, mas a iniciativa é da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Outra: estão sendo criadas quatro equipes da Força Tática que atuarão não só em Ribeirão Pires, mas também em Rio Grande da Serra.

Formação política
Sob comando do vereador Beto Vidoski, a executiva do PSDB de São Caetano articula junto às direções estadual e nacional da legenda a criação da subseção do Instituto Teotônio Vilela na cidade. Fundada em 1995, a entidade promove estudos e formação política. A responsabilidade pelo trabalho está a cargo de Silvio Minciotti, que já atua para montar ciclo de palestras. “Temos a missão de movimentar o partido o tempo todo. Nossa atuação será menos intensa durante as eleições, quando os candidatos vão estar atrás de votos. Serão atividades de preparação política, fundamentais para quem quer exercê-la, assim como o indivíduo deve estar preparado para desempenhar qualquer profissão”, destaca Minciotti. No município, os tucanos terão a candidatura do ex-prefeito José Auricchio Júnior ao Palácio da Cerâmica.

Persuasão
O PT de São Bernardo tenta a todo custo convencer os ex-vereadores Wagner Lino e Fátima Araújo a tentarem retornar à Câmara. Mas está difícil. Ele diz não querer mais enfrentar as urnas. Ela afirma que o partido tem concentrado forças na candidatura de Ana Nice Martins de Carvalho, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. 



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Lula é preso!

Beto Silva

12/03/2016 | 07:00


Sábado, 6h30, São Bernardo. Oito policiais vão até a casa do ex-presidente Luiz Inácio da Silva. As forças de segurança levam mais companheiros em outros locais. Mulher do ex-sindicalista, Marisa Letícia estava apreensiva. Tentava driblar os repórteres que pediam sua declaração sobre o episódio. Na noite anterior, mal dormiram. Já esperavam a ação policial, pois viaturas rondavam o imóvel. Os agentes estavam relativamente calmos, mas com um pouco de pressa. “Eles bateram à porta e avisaram que era voz de prisão para o Lula, que seria enquadrado na Lei de Segurança Nacional, artigo 36, incisos 2, 3 e 4, acusado de incitar manifestações e greves. A gente acordou, ele trocou de roupa, pegou maços de cigarros, tomou café rápido e seguiu. Apesar de estarem esperando pela detenção, ela confessou ter ficado nervosa, principalmente quando viu o marido entrar numa viatura com oito policiais. Não foi apresentado mandado. Deputados ficaram indignados e foram falar com o delegado responsável pela ação. Sem êxito. Na ocasião da prisão, Lula ainda não era Lula no registro geral. Era apenas Luiz Inácio. Ex-presidente porque dias antes seu mandato à frente do Sindicato dos Metalúrgicos havia sido cassado, em intervenção efetuada pelo Ministério do Trabalho. Era sábado, 6h30, em São Bernardo, dia 19 de abril de 1980. O Deops (Departamento Estadual de Ordem Política e Social), do governador paulista Paulo Maluf, prendia Luiz Inácio. Um mês depois, em 20 de maio, Lula teve sua prisão preventiva revogada. Libertado, sua primeira atitude ao chegar em casa, dizem, foi soltar os passarinhos da gaiola. Julgado pela Justiça Militar em novembro de 1981, recebeu a pena de três anos e seis meses de prisão. Posteriormente, o Superior Tribunal Militar anulou o processo.

Bastidores

Sem aviso prévio
Marcos Evangelista, ex-presidente do PSDC de Santo André, ficou sabendo que foi retirado do comando do partido ao ler o Diário, ontem. A sigla, agora, está sob a tutela de José Acemel, o Espanhol, ex-PSDB. Os democrata-cristãos devem estar no arco de aliança de Aidan Ravin (PSB) na corrida pelo Paço andreense. Marcos ainda não sabe o que fazer.

Meias verdades
O prefeito de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB), esteve recentemente com a oficial da Polícia Militar Graziela Bazili Leandro Costa. O peemedebista divulgou a seguinte informação: “Pude anunciar mais uma melhoria na área de Segurança Pública de nossa cidade. Em breve teremos uma equipe de Força Tática permanente no município. Equipes já estão em treinamento.” Vamos aos desmentidos. Primeiramente, Saulo afirmou que Graziela era tenente. Na verdade, é capitão (a PM usa o masculino para os dois gêneros). Em segundo lugar, ele coloca a notícia como se fosse projeto de seu governo, mas a iniciativa é da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Outra: estão sendo criadas quatro equipes da Força Tática que atuarão não só em Ribeirão Pires, mas também em Rio Grande da Serra.

Formação política
Sob comando do vereador Beto Vidoski, a executiva do PSDB de São Caetano articula junto às direções estadual e nacional da legenda a criação da subseção do Instituto Teotônio Vilela na cidade. Fundada em 1995, a entidade promove estudos e formação política. A responsabilidade pelo trabalho está a cargo de Silvio Minciotti, que já atua para montar ciclo de palestras. “Temos a missão de movimentar o partido o tempo todo. Nossa atuação será menos intensa durante as eleições, quando os candidatos vão estar atrás de votos. Serão atividades de preparação política, fundamentais para quem quer exercê-la, assim como o indivíduo deve estar preparado para desempenhar qualquer profissão”, destaca Minciotti. No município, os tucanos terão a candidatura do ex-prefeito José Auricchio Júnior ao Palácio da Cerâmica.

Persuasão
O PT de São Bernardo tenta a todo custo convencer os ex-vereadores Wagner Lino e Fátima Araújo a tentarem retornar à Câmara. Mas está difícil. Ele diz não querer mais enfrentar as urnas. Ela afirma que o partido tem concentrado forças na candidatura de Ana Nice Martins de Carvalho, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. 

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