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Carmen Miranda; mais brasileira do que nunca


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

08/06/2009 | 07:03


Pensar numa Carmen Miranda equilibrando uma cesta de frutas sobre a cabeça é um tanto inevitável quando se fala na Pequena Notável. Mas esse ícone que se estabeleceu depois que a cantora foi acusada de estar "americanizada" incomoda bastante o violonista carioca Luís Filipe de Lima.

"O passado dela no País é muito mais consistente. Carmen foi a artista que mais gravou nos anos 1930, incluindo centenas de marchinhas", compara. Para reforçar a contribuição que a intérprete deu à música brasileira, Lima organizou a série de shows Alô... Alô? 100 Anos de Carmen Miranda, que chega amanhã ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em São Paulo, depois de temporadas no Rio e em Brasília.

O especial prevê quatro shows que contemplam diferentes aspectos dos 20 anos da carreira da cantora, encerrada com sua morte, aos 46. Cada tema é defendido por um casal de cantores. O de amanhã traz de fato uma dupla também fora dos palcos: Roberta Sá e Pedro Luís, casados há um ano. Eles interpretam A Pequena Notável, que começa em Taí, composição de Joubert de Carvalho que projetou Carmen.

As demais duplas são Rita Ribeiro e Eduardo Dussek (O que é que a Baiana Tem?, com composições de Ary Barroso e Dorival Caymmi, no dia 16), Verônica Ferriani e Pedro Miranda (É Disso que Eu Gosto, com canções mais obscuras ao público brasileiro, no dia 23) e Beatriz Faria e Marcos Sacramento (Brazilian Bombshell, que é só sobre a fase norte-americana, no dia 30).

"O cantores foram sendo escolhidos durante o processo de pesquisa, por acaso. O Dussek tem músicas da Carmen no repertório, mas a Verônica e o Pedro, por exemplo, descobriram muitas canções na hora. Todos têm estilos bem marcantes, o que contribuiu bastante para atualizar a obra", avisa o diretor.

Cada dupla é acompanhada por uma banda fixa, tendo Lima ao violão de sete cordas. Os shows também contam com apresentadores bem especiais: o escritor Ruy Castro e o jornalista Sérgio Cabral, que se revezam a cada semana. Castro, autor da biografia da cantora, é o primeiro amanhã. "Não os escolhi por serem intelectuais, mas sim por serem grandes ‘conversadores'. Isso era importante", explica Lima.

Alô... Alô? 100 Anos de Carmen Miranda - Shows Amanhã e nos dias 16, 23 e 30, em sessões às 13h e às 19h30. No Centro Cultural Banco do Brasil - Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo. Tel.: 3113-3651. Ingr.: R$ 6 (meia-entrada, R$ 3).



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Carmen Miranda; mais brasileira do que nunca

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

08/06/2009 | 07:03


Pensar numa Carmen Miranda equilibrando uma cesta de frutas sobre a cabeça é um tanto inevitável quando se fala na Pequena Notável. Mas esse ícone que se estabeleceu depois que a cantora foi acusada de estar "americanizada" incomoda bastante o violonista carioca Luís Filipe de Lima.

"O passado dela no País é muito mais consistente. Carmen foi a artista que mais gravou nos anos 1930, incluindo centenas de marchinhas", compara. Para reforçar a contribuição que a intérprete deu à música brasileira, Lima organizou a série de shows Alô... Alô? 100 Anos de Carmen Miranda, que chega amanhã ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em São Paulo, depois de temporadas no Rio e em Brasília.

O especial prevê quatro shows que contemplam diferentes aspectos dos 20 anos da carreira da cantora, encerrada com sua morte, aos 46. Cada tema é defendido por um casal de cantores. O de amanhã traz de fato uma dupla também fora dos palcos: Roberta Sá e Pedro Luís, casados há um ano. Eles interpretam A Pequena Notável, que começa em Taí, composição de Joubert de Carvalho que projetou Carmen.

As demais duplas são Rita Ribeiro e Eduardo Dussek (O que é que a Baiana Tem?, com composições de Ary Barroso e Dorival Caymmi, no dia 16), Verônica Ferriani e Pedro Miranda (É Disso que Eu Gosto, com canções mais obscuras ao público brasileiro, no dia 23) e Beatriz Faria e Marcos Sacramento (Brazilian Bombshell, que é só sobre a fase norte-americana, no dia 30).

"O cantores foram sendo escolhidos durante o processo de pesquisa, por acaso. O Dussek tem músicas da Carmen no repertório, mas a Verônica e o Pedro, por exemplo, descobriram muitas canções na hora. Todos têm estilos bem marcantes, o que contribuiu bastante para atualizar a obra", avisa o diretor.

Cada dupla é acompanhada por uma banda fixa, tendo Lima ao violão de sete cordas. Os shows também contam com apresentadores bem especiais: o escritor Ruy Castro e o jornalista Sérgio Cabral, que se revezam a cada semana. Castro, autor da biografia da cantora, é o primeiro amanhã. "Não os escolhi por serem intelectuais, mas sim por serem grandes ‘conversadores'. Isso era importante", explica Lima.

Alô... Alô? 100 Anos de Carmen Miranda - Shows Amanhã e nos dias 16, 23 e 30, em sessões às 13h e às 19h30. No Centro Cultural Banco do Brasil - Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo. Tel.: 3113-3651. Ingr.: R$ 6 (meia-entrada, R$ 3).

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