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Vereadores de Sto.André contratam parentes


Arthur Lopez
Do Diário do Grande ABC

29/03/2005 | 14:21


Vereadores de Santo André aproveitam o “efeito Severino” para contratar parentes em seus gabinetes. Assim como o presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PP-PE), os parlamentares da cidade justificam a contratação de familiares com a certeza de eles estarão trabalhando e alegam que todos são de extrema confiança. O nepotismo em Brasília poderá ser alvo de investigação por parte do Tribunal de Contas da União a pedido da Procuradoria da República.

Em Santo André, os vereadores já eram criticados por aprovarem, em fevereiro, a criação de mais dois cargos para cada gabinete, sendo um de assessor-adjunto (salário R$ 2.625) e outro de chefia (R$ 3.203). Agora, a reclamação é por conta da acomodação de parentes nesses cargos, ou nos que ficaram vagos.

O vereador Aidan Ravin (PDT) nomeou seu irmão, Silvio Roberto Ravin, para a chefia de gabinete, onde acumulará também a função de assessor jurídico. “Sou médico e preciso de um advogado para me assessorar, ninguém melhor do que alguém próximo, competente e de confiança como meu irmão”, justifica o parlamentar. Silvio acrescenta que trabalha no gabinete desde o dia da posse do irmão, em janeiro, sem receber remuneração.

Além do irmão contratado agora, Aidan já havia nomeado sua esposa, Denise de Fátima Osawa Ravin, como assessora. “Ela é psicóloga especializada em recursos humanos e está à frente de um trabalho que relizamos de encaminhamento de currículos a empresas da cidade”, explica o vereador. O parlamentar justifica que durante a campanha eleitoral, seu comitê coletou mais de 18 mil currículos, e sua esposa juntamente com outros dois assessores, iniciaram trabalho de recolocação desses profissionais. “O errado é nomear uma pessoa que fica em casa em vez de trabalhar”, alega Aidan.

Já Itamar Fernandes (PFL) justifica a contratação de seu irmão, Wilson Fernandes, por ser ele mais do que um assessor. “Tenho uma deficiência que causa problemas para minha locomoção. Preciso de cuidados especiais e confiei esse trabalho ao meu irmão, que me acompanha 24 horas por dia. Nada mais justo”, conclui o vereador.

Para Carlos Raposo (PV) não importa se o contratado é parente ou não. “O importante é atender bem o munícipe”. O vereador justifica a contratação de sua irmã, Silmara Raposo Rezende, como assessora por ela trabalhar junto ao seu mandato há mais de dez anos. “Não quero saber como é em outros gabinetes, no meu é só minha irmã”, diz.

Outro sobrenome de assessor que coincide com o do parlamentar é o de Lylian Vaz Siqueira, lotada no gabinete do vereador Samuel Siqueira (PSDB), que não foi encontrado segunda-feira pelo Diário. Em seu gabinete, uma funcionária disse que não conhece Lylian, apesar de seu nome constar como assessora no site da Câmara.

A criação de cargos na Câmara de Santo André, em fevereiro, vai aumentar as despesas da Casa com salários em R$ 1,9 milhão/ano. Cada gabinete passou de quatro para seis funcionários de confiança, mais uma secretária pertencente aos quadros da Câmara. Dos 42 cargos aprovados, até agora 36 já foram preenchidos.


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