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Bowie camaleônico


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

29/12/2010 | 07:04


Unidade não é um termo que define David Bowie. Tanto sua figura quanto sua música ultrapassam fronteiras. O que o define é o gosto de quem ouve.
Glam, jazz, rock ou soul, qualquer passeio por um destes estilos legados à obra do músico pinçam hits que marcaram a história da música.
Todos os detalhes da história do garoto que lançou-se em busca de uma marca própria e abusou da imagem para efetivar seu talento como compositor, cantor e instrumentista surgem em "Bowie - A Biografia" (Saraiva, 448 pág., preço médio R$ 50), do norte-americano Marc Spitz.
Desde a explosão de Bowie, em 1969, com "Space Oddity", muitos livros sobre sua vida foram escritos. Este, enquanto não sai a esperada versão que o próprio artista, comenta-se, escreve sobre sua história, é o definitivo.
Com exceção de resquícios de conversas que o autor teve com Bowie ao longo dos anos como jornalista de periódicos, o livro traz pouco a voz do artista à sua obra e carreira. O que é uma pena, recompensada pelas dezenas de pessoas próximas ao músico com quem Spitz conversou.
Bissexualidade, o vício em cocaína, os filmes que protagonizou e os clássicos discos que lançou são comentados. Um retrospecto da prolífica cena musical londrina é outra serventia do livro. O panorama vai de Beatles até Bush.
RETROSPECTIVA
Do nascimento em Brixton e da adolescência vivida em Bromley, subúrbios londrinos, a história dos familiares do astro é recapitulada. Os pais, Peggy e John, eram divorciados e cada um tinha um filho quando ela deu a luz a Bowie, em janeiro de 1947.
John teve um breve flerte com a indústria de entretenimento, apostando sua herança em um espetáculo teatral burlesco. Amargou um fracasso e voltou à vida operária.
O episódio, apesar de irrelevante, trouxe certa ascendência por parte da família ao garoto inconformado com a pacata vida de subúrbio e que apostava no visual andrógino.
David entrou em cena em um período crucial da história. O pós-guerra, que transmitiu aos jovens um hedonismo desenfreado, começava a desaguar pela cultura pop norte-americana.
A timidez, ao contrário de atrapalhar, foi um impulso. "Sou uma pessoa incrivelmente tímida. Então exagerei tentando compensar. Pensei que, se eu tivesse um tipo alarmante de reputação, teria de aprender a me defender e sair de mim mesmo", disse ele em uma entrevista de 1975.
Da decisão de largar um confortável futuro como publicitário para buscar a ascensão artística em 1960, foram longos anos até atingir as paradas de sucesso. Começou como David Jones, em bandas que no máximo conseguiam se apresentar pelos arredores de Londres. Minucioso, Bowie abria os jornais musicais londrinos todos os dias, tentando entender o que deveria fazer para conquistar o público.
HOJE
Desde 2003, quando lançou seu último disco, ele ficou em turnê até 2004, ocasião em que sofreu um enfarte e se recolheu. A partir daí fez algumas participações na TV, em shows de amigos e como dublador do Bob Esponja.
Talvez esteja pensando com que cara reaparecer num mundo tão saturado das imagens que ele mesmo criou há tanto tempo, mas que hoje já soam sem nenhuma originalidade.



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