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Após dois anos ruins, setor de embalagens começa a se recuperar


Daniel Trielli
Sucursal Diadema

23/08/2007 | 07:22


O setor de embalagens penou nos últimos dois anos, mas esse quadro tem tudo para virar em 2007. O estudo de desempenho do setor no primeiro semestre – elaborado pelo FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com a Abre (Associação Brasileira de Embalagens) – aponta uma recuperação.

No primeiro semestre deste ano, a produção de embalagens no Brasil cresceu 1,15% em comparação ao mesmo período de 2006. O coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, destaca ainda que essa alta está concentrada no segundo trimestre (2,7% ante o mesmo período do ano passado), o que indica que mais resultados positivos estão no horizonte.

Além disso, esse aumento de produção trimestral tem mais dois destaques. Em primeiro lugar, ele interrompeu uma seqüência de quatro quedas consecutivas. Em segundo, é a maior alta desde o quarto trimestre de 2004 (de 8,1%).

Os resultados positivos criam otimismo no setor. Tanto é que agora o especialista da FGV prevê que a rota de duas quedas anuais consecutivas de produção seja interrompida, com um crescimento de 1,8%. “Não é um número expressivo, mas é positivo, ao contrário dos dois últimos anos”, diz Quadros.

Conservador - O analista destaca que há sinais de que o índice seja maior no final das contas. Mas ele prefere ser mais conservador, já que nunca se sabe o que o futuro aguarda.

“A gente já teve dois anos que começaram bem e previmos um crescimento, para depois tudo desabar”, conta o coordenador, lembrando-se de 2005. “Naquele ano, o primeiro trimestre foi razoável e o segundo foi melhor. Então tínhamos a expectativa de que o setor estava crescendo. De repente, deu uma virada violenta.”

Porém, ele acha que neste ano será diferente. “Temos bons fundamentos para achar que isso não vai passar por uma reversão como em 2005”, assegura.

Entre os fatores que indicam que a situação em 2007 é diferente, Quadros aponta que o crescimento da indústria de embalagens está mais generalizado. Os segmentos de papel e papelão, plástico, vidro e metal, cresceram uniformemente no segundo trimestre. Só em madeira a situação ficou pior, com queda de 10,4% na produção no período.


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