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Falta a 2º exame compromete análise de febre maculosa


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

13/12/2005 | 08:16


Ribeirão Pires pode ficar sem o resultado de 54% dos exames sorológicos dos 35 casos suspeitos de febre maculosa registrados na cidade desde o início do ano. É que apenas 19 pessoas retornaram ao local onde houve a notificação para fazer a segunda coleta de sangue, necessária para que seja feita a comparação da carga viral em relação à primeira amostra coletada. Sem esse procedimento, informou a Secretaria de Saúde do Estado, o Instituto Adolfo Lutz, para onde a sorologia foi enviada, não tem como apontar se trata-se ou não da doença, causada pelo carrapato-estrela contaminado com a bactéria Rickettsia Rickettsii. A segunda coleta tem de ser feita 15 dias após a primeira. O município tem prazo de 60 dias, a partir da notificação, para encerrar cada um dos casos.

A gerente de Vigilância à Saúde da cidade, Josiane Bugiga Rebellato, garante que todos os suspeitos foram orientados a fazer a segunda coleta. “Ao fazermos contato para saber porque não retornaram, dizem que estão bem, que vão voltar e não aparecem. Orientamos, mas não podemos obrigá-las a comparecer. Temos a esperança de resgatar alguns desses casos.”

Segundo Josiane, mesmo sem o exame sorológico o município tem como fechar os casos suspeitos por meio do critério clínico epidemiológico. “Por esse processo avaliamos se a pessoa apresentou sinais (manchas vermelhas na palma das mãos e planta dos pés) e sintomas (febre alta e persistente), se foi picada pelo carrapato e se na região onde ocorreu a notificação houve algum caso confirmado da doença. Se não ocorre nenhum desses fatores, é possível concluir que o paciente não está contaminado.”

Conforme disse a gerente de Vigilância à Saúde, os dados de cada paciente são encaminhados à Diretoria Regional de Saúde da região por meio do programa Sinan (Sistema de Informação de Agravo de Notificação). “Temos o prazo de 60 dias para encerrar as notificações, mas nada impede que isso ocorra em um período maior. Podemos justificar que apesar da orientação e de termos ido atrás dessas pessoas, elas não compareceram para a segunda coleta. Não podemos obrigá-las.”

São Bernardo passa por situação semelhante. Dos 14 casos suspeitos, apenas oito fizeram a segunda coleta. A Prefeitura informou que nesses casos envia um técnico da área de saúde à casa ou trabalho da pessoa para fazer a coleta.

Em Santo André, dos 40 casos suspeitos, em 20 já houve a segunda coleta, 15 ainda estão dentro do prazo previsto de 15 dias para fazê-lo. “Outros cinco moram fora da cidade e não temos a informação se já colheram ou não. Já notificamos a Diretoria Regional de Saúde. Os municípios onde essas pessoas moram são informados e passam a ser os responsáveis por orientá-las”, explicou a gerente de Vigilância Epidemiológica e Sanitária, Sônia Oliveira Barbosa. Segundo ela, uma equipe do serviço de saúde é enviada à casa dos que não comparecem para a nova coleta. “Quando encontramos, o sangue é coletado no local.”

Diadema informou que dos 15 suspeitos, ninguém deixou de fazer a segunda coleta. Mauá, com 17 suspeitos, entre eles José Lourenço Finco (recebeu alta segunda-feira de manhã após passar uma semana internado no Hospital Nardini), não deu informações. Este ano já foram confirmados no Estado 31 casos, com 14 óbitos, dois deles em Santo André e um em São Bernardo.

Como evitar

- Use roupas claras para facilitar a identificação do aracnídeo. O ideal é cobrir-se o máximo possível, com blusas de manga longa, calças compridas, meia e sapato fechado.

- Evite lugares com grande concentração de animais (cachorros, cavalos, galinhas etc.).

- Verifique todo o corpo a cada 3h. A doença só é transmitida após 4h de permanência do carrapato na pel

- Para retirá-lo, evite espremê-lo e mantenha-o intacto para que a bactéria não penetre na pele ou em feridas. O correto é puxá-lo com uma pinça, com movimento circular de baixo para cima.

- Mergulhe o carrapato em álcool, detergente ou água com sal. Encaminhe-o à Unidade Básica de Saúde mais próxima e procure orientação médica.

- Examine os animais domésticos ao menos 2 vezes na semana.

- Não use venenos na pele. Não existem repelentes contra carrapatos.

Casos suspeitos no Grande ABC

Santo André - 36

São Bernardo - 14

Mauá - 17

Diadema - 15

Ribeirão Pires - 35



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Falta a 2º exame compromete análise de febre maculosa

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

13/12/2005 | 08:16


Ribeirão Pires pode ficar sem o resultado de 54% dos exames sorológicos dos 35 casos suspeitos de febre maculosa registrados na cidade desde o início do ano. É que apenas 19 pessoas retornaram ao local onde houve a notificação para fazer a segunda coleta de sangue, necessária para que seja feita a comparação da carga viral em relação à primeira amostra coletada. Sem esse procedimento, informou a Secretaria de Saúde do Estado, o Instituto Adolfo Lutz, para onde a sorologia foi enviada, não tem como apontar se trata-se ou não da doença, causada pelo carrapato-estrela contaminado com a bactéria Rickettsia Rickettsii. A segunda coleta tem de ser feita 15 dias após a primeira. O município tem prazo de 60 dias, a partir da notificação, para encerrar cada um dos casos.

A gerente de Vigilância à Saúde da cidade, Josiane Bugiga Rebellato, garante que todos os suspeitos foram orientados a fazer a segunda coleta. “Ao fazermos contato para saber porque não retornaram, dizem que estão bem, que vão voltar e não aparecem. Orientamos, mas não podemos obrigá-las a comparecer. Temos a esperança de resgatar alguns desses casos.”

Segundo Josiane, mesmo sem o exame sorológico o município tem como fechar os casos suspeitos por meio do critério clínico epidemiológico. “Por esse processo avaliamos se a pessoa apresentou sinais (manchas vermelhas na palma das mãos e planta dos pés) e sintomas (febre alta e persistente), se foi picada pelo carrapato e se na região onde ocorreu a notificação houve algum caso confirmado da doença. Se não ocorre nenhum desses fatores, é possível concluir que o paciente não está contaminado.”

Conforme disse a gerente de Vigilância à Saúde, os dados de cada paciente são encaminhados à Diretoria Regional de Saúde da região por meio do programa Sinan (Sistema de Informação de Agravo de Notificação). “Temos o prazo de 60 dias para encerrar as notificações, mas nada impede que isso ocorra em um período maior. Podemos justificar que apesar da orientação e de termos ido atrás dessas pessoas, elas não compareceram para a segunda coleta. Não podemos obrigá-las.”

São Bernardo passa por situação semelhante. Dos 14 casos suspeitos, apenas oito fizeram a segunda coleta. A Prefeitura informou que nesses casos envia um técnico da área de saúde à casa ou trabalho da pessoa para fazer a coleta.

Em Santo André, dos 40 casos suspeitos, em 20 já houve a segunda coleta, 15 ainda estão dentro do prazo previsto de 15 dias para fazê-lo. “Outros cinco moram fora da cidade e não temos a informação se já colheram ou não. Já notificamos a Diretoria Regional de Saúde. Os municípios onde essas pessoas moram são informados e passam a ser os responsáveis por orientá-las”, explicou a gerente de Vigilância Epidemiológica e Sanitária, Sônia Oliveira Barbosa. Segundo ela, uma equipe do serviço de saúde é enviada à casa dos que não comparecem para a nova coleta. “Quando encontramos, o sangue é coletado no local.”

Diadema informou que dos 15 suspeitos, ninguém deixou de fazer a segunda coleta. Mauá, com 17 suspeitos, entre eles José Lourenço Finco (recebeu alta segunda-feira de manhã após passar uma semana internado no Hospital Nardini), não deu informações. Este ano já foram confirmados no Estado 31 casos, com 14 óbitos, dois deles em Santo André e um em São Bernardo.

Como evitar

- Use roupas claras para facilitar a identificação do aracnídeo. O ideal é cobrir-se o máximo possível, com blusas de manga longa, calças compridas, meia e sapato fechado.

- Evite lugares com grande concentração de animais (cachorros, cavalos, galinhas etc.).

- Verifique todo o corpo a cada 3h. A doença só é transmitida após 4h de permanência do carrapato na pel

- Para retirá-lo, evite espremê-lo e mantenha-o intacto para que a bactéria não penetre na pele ou em feridas. O correto é puxá-lo com uma pinça, com movimento circular de baixo para cima.

- Mergulhe o carrapato em álcool, detergente ou água com sal. Encaminhe-o à Unidade Básica de Saúde mais próxima e procure orientação médica.

- Examine os animais domésticos ao menos 2 vezes na semana.

- Não use venenos na pele. Não existem repelentes contra carrapatos.

Casos suspeitos no Grande ABC

Santo André - 36

São Bernardo - 14

Mauá - 17

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Ribeirão Pires - 35

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