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Vizinhos reclamam de entulho e água parada na extinta favela Gamboa

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Futuro da área segue incerto um ano depois da remoção das famílias


Natália Scarabotto
especial para o Diário

03/03/2016 | 07:07



Lixo, mato alto, restos de construções demolidas e água parada. Esse é o cenário do terreno da extinta favela Gamboa, no bairro Paraíso, em Santo André, um ano após a remoção das famílias.

Desde janeiro de 2015, quando os últimos barracos foram demolidos, o entulho que restou – e não pode ser removido, segundo a Prefeitura, para evitar novas ocupações –, é motivo de preocupação. A proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya, causa medo na vizinhança. “Corremos risco. A gente usa repelente direto. Ainda não aconteceu nada de preocupante, mas pode acontecer”, reclama a professora Jaqueline Romão, 36 anos. Os fundos da casa onde mora com a filha pequena e o marido faz divisa com o terreno abandonado, o que aumenta a preocupação.

O aposentando Agostinho Francisco sofre com animais peçonhentos em casa. “A proliferação de ratos e mosquitos é muito grande aqui”, afirma.

A bibliotecária Maria Inês Ramos, 60, também não se conforma com a situação. “É um desleixo. Já reclamei uma vez e ninguém resolveu”, diz.

Além do risco de dengue, o mato alto contribui para tornar o local inseguro. “Até bandido se esconde aí. Eles entram no meio do mato e fogem. Também tem muita gente que se esconde para usar drogas”, conta o aposentado Dyonisio Machado dos Santos, 79.

Ainda de acordo com os moradores do bairro, o terreno de 35 mil m² só foi limpo uma vez, logo após a demolição dos barracos.

O futuro do local ainda segue incerto. A Prefeitura informou, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, que aguarda liberação da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para atuar na área. No terreno há uma linha de transmissão da empresa de energia elétrica AES Eletropaulo, o que motivou a remoção das famílias.

Em relação à dengue, a Secretaria de Saúde informou que a equipe de imóveis especiais da GCZ (Gerência de Controle de Zoonoses) faz vistorias constantes no local para eliminação de possíveis criadouros. Não foi confirmado se já houve algum caso na região. 



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Vizinhos reclamam de entulho e água parada na extinta favela Gamboa

Futuro da área segue incerto um ano depois da remoção das famílias

Natália Scarabotto
especial para o Diário

03/03/2016 | 07:07



Lixo, mato alto, restos de construções demolidas e água parada. Esse é o cenário do terreno da extinta favela Gamboa, no bairro Paraíso, em Santo André, um ano após a remoção das famílias.

Desde janeiro de 2015, quando os últimos barracos foram demolidos, o entulho que restou – e não pode ser removido, segundo a Prefeitura, para evitar novas ocupações –, é motivo de preocupação. A proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya, causa medo na vizinhança. “Corremos risco. A gente usa repelente direto. Ainda não aconteceu nada de preocupante, mas pode acontecer”, reclama a professora Jaqueline Romão, 36 anos. Os fundos da casa onde mora com a filha pequena e o marido faz divisa com o terreno abandonado, o que aumenta a preocupação.

O aposentando Agostinho Francisco sofre com animais peçonhentos em casa. “A proliferação de ratos e mosquitos é muito grande aqui”, afirma.

A bibliotecária Maria Inês Ramos, 60, também não se conforma com a situação. “É um desleixo. Já reclamei uma vez e ninguém resolveu”, diz.

Além do risco de dengue, o mato alto contribui para tornar o local inseguro. “Até bandido se esconde aí. Eles entram no meio do mato e fogem. Também tem muita gente que se esconde para usar drogas”, conta o aposentado Dyonisio Machado dos Santos, 79.

Ainda de acordo com os moradores do bairro, o terreno de 35 mil m² só foi limpo uma vez, logo após a demolição dos barracos.

O futuro do local ainda segue incerto. A Prefeitura informou, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, que aguarda liberação da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) para atuar na área. No terreno há uma linha de transmissão da empresa de energia elétrica AES Eletropaulo, o que motivou a remoção das famílias.

Em relação à dengue, a Secretaria de Saúde informou que a equipe de imóveis especiais da GCZ (Gerência de Controle de Zoonoses) faz vistorias constantes no local para eliminação de possíveis criadouros. Não foi confirmado se já houve algum caso na região. 

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