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Mulher sofre com lentidão do INSS há 7 meses


Verônica Fraidenraich
Do Diário do Grande ABC

03/06/2006 | 08:33


Muito antes da greve do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) se debelar e ser encerrada, Rita de Cássia Oliveira dos Santos, 48 anos, ex-faxineira de um diretório político em Santo André, já sofria com a morosidade do atendimento do Instituto. Ela vive com o marido desempregado e quatro filhos, dois deles deficientes mentais e um que sofre de síndrome do pânico.

Vítima de depressão crônica, recebeu auxílio-doença do governo federal por cinco anos, até que, em 21 de outubro do ano passado, obteve o exame de perito do INSS que sugeria a transformação do auxílio em aposentadoria por invalidez. Por causa da depressão, Rita toma remédio controlado.

Burocracia - A média de tempo para concessão do benefício, segundo a reportagem apurou, é de até sessenta dias. Mas, passados sete meses da solicitação, Rita sequer tinha previsão de quando receberia a aposentadoria. A faxineira conta que, como não tinha nenhuma notícia sobre o assunto, foi até o posto em Santo André, onde disse ter sido mal-atendida. “Um homem muito grosso falou que tinha de esperar dois anos para a aposentadoria ser revista, mesmo eu tendo o laudo do médico do próprio INSS”.

Quando a reportagem entrou em contato com a gerência do posto de Santo André, na última quarta-feira, o trâmite burocrático parece ter sido acelerado. Agora, a previsão é que em trinta dias, a contar do dia 2 de junho, a requerente vai receber comunicado em sua casa.

A correspondência trará dados da concessão da aposentadoria e informações sobre o pagamento, de acordo com Fátima Conceição Gomes, gerente-executiva do INSS em Santo André.

Doença - Em um barraco de dois cômodos na favela Jardim Cristiane, Rita divide o espaço com os quatro filhos e o ex-marido. Separado, o casal vive junto por falta de opção, explica Rita. “E porque meu filho mais novo adora ele”.

O filho em questão, Everton, 20 anos, é autista e exige cuidados e acompanhamento 24 horas. Raquel, de 26 anos, sofre de síndrome de pânico e deixou o atendimento que recebia gratuitamente na Universidade Metodista de São Paulo porque não tinha dinheiro para a passagem de ônibus.

O outro filho homem, Nelson, 27 anos, tem retardamento mental e foi mandado embora de uma empresa, que presta serviços elétricos e hidráulicos, há dois meses. Nelson disse que foi demitido por justa causa porque o chefe queria que ele dormisse na empresa para trabalhar dois dias seguidos. “Não tinha roupa nem comida, e ele queria que eu ficasse lá, mas não fiquei”.

Tatiane, 21 anos, é a única das filhas que, felizmente, está empregada.



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