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À procura de um sorriso

Tiago Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

19/03/2011 | 07:36


"Quem nunca revirou as gavetas da vida em busca de um lápis para colorir a dor?", foi uma das perguntas que ressoou no processo de composição do espetáculo Dona Menina, Cadê Seu Riso, que a Cia. Lírica estreia hoje no Espaço Cultural Casimiro de Abreu, em Santo André.

Com um sonoro e uníssono "eu sim" como resposta, os artistas participantes da criação coletiva não tiveram como esconder que há ocasiões em que o sorriso foge da boca e que, aparentemente, no meio do turbilhão das sensações, será difícil de recuperá-lo.

O que era o início de um argumento virou projeto que, além de ser versado ao palco, traz livro ilustrado, disco com trilha sonora e boneca de pano da personagem principal.

"Foi um trabalho que nos arrebatou de cara. Fomos nos identificando tanto que conseguimos cooptar gente para o projeto", conta Varlei Xavier, autor da montagem. "Os músicos que nos auxiliariam na trilha ficaram tão empolgados que entraram em estúdio para registrar suas composições", emenda.

A poesia, em parte, foi responsável pelo lirismo que afetou a todos. "Procuramos o lírico como elemento de discurso em cena. O texto foi a prioridade na criação. Ele tem um discurso que é completamente compreensível, mas é extracotidiano e tem combinações de palavras que dão rebuscamento e evidenciam sua natureza poética."

HEROÍNA - Catarina, a protagonista, tem o sorriso roubado por uma sombra. Com ajuda do cão Pandolfo, também narrador da fábula, ela vai em busca do sorriso perdido, enfrentando batalhas em que se depara mais com os problemas que partem de si mesma do que os que são causados por terceiros.

"Ela entra em trajetória heroica auxiliada por uma sábia velha, cuja função é fazê-la cumprir quatro tarefas que transformarão sua visão do mundo. A inspiração desta trajetória partiu do mito de Psique", explica Xavier.

A criação da boneca, segundo passo depois do texto, catapultou a fofura que a figura de Catarina remetia ao coletivo, mas não veio de graça, já era o reflexo de uma intenção, a de que "todos os personagens parecessem bonecos, rementendo ao encantamento da primeira infância."

O grupo da Cia Lírica tem elenco majoritariamente feminino. Quatro atrizes entram em cena na montagem. Dois músicos, um deles homem, executarão os arranjos ao vivo.

Bonitinho ou não, o espetáculo não cegou o grupo para a questão que é primordial na busca do sorriso roubado: "O conflito da Catarina é com ela mesma. Se ela desistir de buscar seus motivos para sorrir, estará perdida e sozinha", acredita o autor.

Dona Menina, Cadê seu Riso? - Teatro. No Espaço Cultural Casimiro de Abreu - Rua Onze de Junho, 521, Santo André. Tel.: 2805-2808. Sáb. às 20h; dom., às 19h. Ingr.: R$ 20. Até dia 17



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À procura de um sorriso

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

19/03/2011 | 07:36


"Quem nunca revirou as gavetas da vida em busca de um lápis para colorir a dor?", foi uma das perguntas que ressoou no processo de composição do espetáculo Dona Menina, Cadê Seu Riso, que a Cia. Lírica estreia hoje no Espaço Cultural Casimiro de Abreu, em Santo André.

Com um sonoro e uníssono "eu sim" como resposta, os artistas participantes da criação coletiva não tiveram como esconder que há ocasiões em que o sorriso foge da boca e que, aparentemente, no meio do turbilhão das sensações, será difícil de recuperá-lo.

O que era o início de um argumento virou projeto que, além de ser versado ao palco, traz livro ilustrado, disco com trilha sonora e boneca de pano da personagem principal.

"Foi um trabalho que nos arrebatou de cara. Fomos nos identificando tanto que conseguimos cooptar gente para o projeto", conta Varlei Xavier, autor da montagem. "Os músicos que nos auxiliariam na trilha ficaram tão empolgados que entraram em estúdio para registrar suas composições", emenda.

A poesia, em parte, foi responsável pelo lirismo que afetou a todos. "Procuramos o lírico como elemento de discurso em cena. O texto foi a prioridade na criação. Ele tem um discurso que é completamente compreensível, mas é extracotidiano e tem combinações de palavras que dão rebuscamento e evidenciam sua natureza poética."

HEROÍNA - Catarina, a protagonista, tem o sorriso roubado por uma sombra. Com ajuda do cão Pandolfo, também narrador da fábula, ela vai em busca do sorriso perdido, enfrentando batalhas em que se depara mais com os problemas que partem de si mesma do que os que são causados por terceiros.

"Ela entra em trajetória heroica auxiliada por uma sábia velha, cuja função é fazê-la cumprir quatro tarefas que transformarão sua visão do mundo. A inspiração desta trajetória partiu do mito de Psique", explica Xavier.

A criação da boneca, segundo passo depois do texto, catapultou a fofura que a figura de Catarina remetia ao coletivo, mas não veio de graça, já era o reflexo de uma intenção, a de que "todos os personagens parecessem bonecos, rementendo ao encantamento da primeira infância."

O grupo da Cia Lírica tem elenco majoritariamente feminino. Quatro atrizes entram em cena na montagem. Dois músicos, um deles homem, executarão os arranjos ao vivo.

Bonitinho ou não, o espetáculo não cegou o grupo para a questão que é primordial na busca do sorriso roubado: "O conflito da Catarina é com ela mesma. Se ela desistir de buscar seus motivos para sorrir, estará perdida e sozinha", acredita o autor.

Dona Menina, Cadê seu Riso? - Teatro. No Espaço Cultural Casimiro de Abreu - Rua Onze de Junho, 521, Santo André. Tel.: 2805-2808. Sáb. às 20h; dom., às 19h. Ingr.: R$ 20. Até dia 17

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