Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 23 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Japão ontem e hoje


Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

19/04/2008 | 07:04


Nos anos 1930, o então fotógrafo iniciante Pierre Verger (1902-1996) embarcou rumo à terra do sol nascente, viagem que inauguraria o tipo de trabalho que o francês, também etnólogo, seguiria por mais 15 anos: documentar civilizações ao redor do globo. As imagens da aventura – quase todas inéditas – podem ser conferidas a partir de sábado na exposição O Japão de Pierre Verger – Anos 30, na Caixa Cultural, no Centro de São Paulo, uma homenagem da França às comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil.

A curadoria é de Alex Baradel, da Fundação Pierre Verger, localizada na Bahia, que Verger escolheu para viver desde 1946 até sua morte. São 100 fotos, todas em preto-e-branco. Dez porcento do que Verger trouxe na mala. A mostra ocupa toda a galeria D. Pedro II, no 1º andar.

Além de norte para a carreira do fotógrafo, o material é uma rara documentação do Japão no período entre guerras. À época, os vôos do restante do mundo para o país eram raros.

 Verger, de família abastada, partiu em 1934 para fazer imagens ao redor do mundo para o jornal France-Soir. Antes de pisar em solo japonês, ainda em 1934, atravessou os Estados Unidos. Fotografava havia dois anos, mas aquele mês imerso no tradicionalismo oriental foi eleito por ele como a primeira experiência profissional.

O francês não se ateve aos retratos, detalhes arquitetônicos, aspectos das cidades e os ditos nichos da nobreza. À noite, se aproximou da boemia e fotografou prostíbulos e bares. Em 30 dias, passou por Tóquio, Kioto, Nara, Nikko e Oshima.

Novos olhares - Depois de visitar a exposição de Pierre Verger, é possível contrastar, ainda na Caixa Cultural, passado e presente do Japão. Na galeria Humberto Bebetto, no 2º andar, foi instalada O Japão de Descamps e Despres – Anos 90.

Bertrand Desprez e Bernard Descamps, também fotógrafos franceses, visitaram o Japão já consolidado como potência tecnológica.

Desprez procura traduzir a modernidade. Suas séries feitas lá foram batizadas de Aoba (tipo de árvore) e As Quatro Estações. Este último é inspirado em conto que remete à adolescência. Já Descamps, que fotografou entre 1992 e 1995, foca a passagem do tempo.

O Japão de Pierre Verger – Anos 30 e O Japão de Bertrand Desprez e Bernard Descamps – Anos 90. Exposições. Na Caixa Cultural – praça da Sé, 111, São Paulo. Tel.: 3321-4400. Até 25 de maio, ter. a dom., das 9h às 21h. Grátis.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Japão ontem e hoje

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

19/04/2008 | 07:04


Nos anos 1930, o então fotógrafo iniciante Pierre Verger (1902-1996) embarcou rumo à terra do sol nascente, viagem que inauguraria o tipo de trabalho que o francês, também etnólogo, seguiria por mais 15 anos: documentar civilizações ao redor do globo. As imagens da aventura – quase todas inéditas – podem ser conferidas a partir de sábado na exposição O Japão de Pierre Verger – Anos 30, na Caixa Cultural, no Centro de São Paulo, uma homenagem da França às comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil.

A curadoria é de Alex Baradel, da Fundação Pierre Verger, localizada na Bahia, que Verger escolheu para viver desde 1946 até sua morte. São 100 fotos, todas em preto-e-branco. Dez porcento do que Verger trouxe na mala. A mostra ocupa toda a galeria D. Pedro II, no 1º andar.

Além de norte para a carreira do fotógrafo, o material é uma rara documentação do Japão no período entre guerras. À época, os vôos do restante do mundo para o país eram raros.

 Verger, de família abastada, partiu em 1934 para fazer imagens ao redor do mundo para o jornal France-Soir. Antes de pisar em solo japonês, ainda em 1934, atravessou os Estados Unidos. Fotografava havia dois anos, mas aquele mês imerso no tradicionalismo oriental foi eleito por ele como a primeira experiência profissional.

O francês não se ateve aos retratos, detalhes arquitetônicos, aspectos das cidades e os ditos nichos da nobreza. À noite, se aproximou da boemia e fotografou prostíbulos e bares. Em 30 dias, passou por Tóquio, Kioto, Nara, Nikko e Oshima.

Novos olhares - Depois de visitar a exposição de Pierre Verger, é possível contrastar, ainda na Caixa Cultural, passado e presente do Japão. Na galeria Humberto Bebetto, no 2º andar, foi instalada O Japão de Descamps e Despres – Anos 90.

Bertrand Desprez e Bernard Descamps, também fotógrafos franceses, visitaram o Japão já consolidado como potência tecnológica.

Desprez procura traduzir a modernidade. Suas séries feitas lá foram batizadas de Aoba (tipo de árvore) e As Quatro Estações. Este último é inspirado em conto que remete à adolescência. Já Descamps, que fotografou entre 1992 e 1995, foca a passagem do tempo.

O Japão de Pierre Verger – Anos 30 e O Japão de Bertrand Desprez e Bernard Descamps – Anos 90. Exposições. Na Caixa Cultural – praça da Sé, 111, São Paulo. Tel.: 3321-4400. Até 25 de maio, ter. a dom., das 9h às 21h. Grátis.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;