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Notícias com simpatia


Da TV Press

22/06/2008 | 07:14


Aos 17 anos, Tadeu Schmidt foi cortado da seleção infanto-juvenil de vôlei e se viu sem rumo. Até então ele só pensava em ser esportista. Foi aí que resolveu prestar vestibular para Direito, Informática, Comunicação. E hoje, com 33 anos, é um dos jornalistas esportivos com maior destaque na Globo. No Bom Dia Brasil e no Fantástico, chama a atenção pelo seu jeito divertido de narrar os gols da rodada e fazer comentários. "Estou formado há 11 anos e, quando estudava, o meu objetivo era arranjar emprego em um jornal qualquer. Sem dúvida, consegui mais do que eu esperava", afirma.

Para quem é irmão do maior jogador da história do basquete do Brasil, Oscar, era quase natural ser o melhor do país no vôlei. Mas o balde de água fria serviu para mostrar que na vida as coisas não são tão simples assim. "A gente não tem de fazer as coisas com a obrigação de ser o melhor. A gente só tem de tentar ser o melhor. Isso para mim hoje é muito claro", resume.

Arrependido de ter abandonado o vôlei tão cedo, mas feliz por ter escolhido o jornalismo, Tadeu não esconde a satisfação por trabalhar e fazer sucesso com o que gosta, mesmo com um horário de trabalho ingrato. "Dificilmente eu seria tão feliz como jogador quanto sou sendo jornalista. Adoro a vida que tenho, apesar de dormir pouco", brinca Tadeu, que de domingo para segunda dorme três horas por noite.

Outras jogadas - Tadeu Schmidt morava em Brasília e tinha 17 anos quando prestou vestibular para Direito, Informática e Comunicação. Acabou passando no último e cursou Publicidade. Mas depois de dois anos de faculdade, fez um estágio na área e descobriu que a profissão não consistia apenas em elaborar campanhas maravilhosas todos os dias. Só aí optou pelo jornalismo, aos 20 anos. "Foi quando comecei a ler jornais, revistas e decidi que queria ser um bom profissional", conta.

A experiência do jornalista é quase toda em TV. Depois de apenas um mês trabalhando na área de produção de uma rádio, começou a estagiar na TV Nacional em Brasília como repórter. "Era desesperador porque descobri que não sabia nada. Fui aprendendo com os erros", recorda.

Com o fim do estágio, em 1997, Tadeu colocou uma fita com o seu material debaixo do braço e levou até a Globo, na capital federal. Foi chamado para cobrir férias, depois foi contratado para o telejornal local da emissora em que fazia reportagens variadas, dos buracos na rua aos assassinatos.

"Mas naturalmente fui me direcionando para o esporte, por saber mais desse assunto", explica. Em 2000, foi transferido para a Globo no Rio e já esteve nos programas mais importantes da área, como Globo Esporte e Esporte Espetacular.

"Sou muito autocrítico e tudo o que faço eu acho que poderia ter sido melhor. Mas aprendi a valorizar o que faço de bom e me sinto orgulhoso quando isso acontece", avalia.

Melhores momentos - Mesmo depois de 11 anos de Globo e de cobrir grandes eventos do mundo esportivo, Tadeu não hesita em apontar a melhor experiência de sua carreira. Foi a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. "Eu tinha o cinegrafista Ary Jr. ao meu lado, um gênio. Fizemos várias matérias de comportamento e inventamos muita coisa", lembra Tadeu.

Foi nessa mesma ocasião que o jornalista enfrentou situações complicadas ao vivo. Ele ancorava o Bom Dia Brasil direto da Alemanha, tinha de ouvir as informações que lhe eram passadas, ver o que ia acontecer e ainda controlar os torcedores bagunceiros que queriam aparecer. "Tinha de negociar com eles e era complicado. Acho que alguém até passou em frente à câmara, mas não foi nada grave", diz Tadeu, prestes a arrumar as malas e seguir para as Olimpíadas de Pequim.

O esporte sempre teve espaço garantido no Fantástico, mas a sua maneira bem-humorada de comentar as notícias chamou a atenção. Você acha que trouxe novidades para uma cobertura esportiva desgastada na TV?
TADEU SCHMIDT - Tenho consciência de que estamos fazendo algo novo. Não estou dizendo se é bom ou ruim porque cada um acha o que quer. Mas talvez os gols da rodada sejam o videoteipe mais antigo do jornalismo, a coisa mais óbvia do telejornalismo esportivo. E acho que a gente conseguiu uma mudança de formato em relação a isso.

O humor nos textos é a principal ferramenta dessa inovação?
TADEU SCHMIDT - Acho que o humor nos textos reflete a minha personalidade, porque vejo tudo com muito bom humor. No caso do Fantástico, minha intenção não é fazer ninguém rir. Meu objetivo é contar histórias curiosas e divertidas, passar as informações da rodada de uma maneira agradável. Mas se conseqüentemente alguém ri dos fatos que mostro, ótimo. Porque acredito que as pessoas riem com as situações e não comigo. Eu conto tudo como contaria para alguém em casa. Até porque quando você tenta arrancar uma risada de alguém e não consegue, fica aquele ‘climão'. As risadas vêm das coisas curiosas e interessantes que conseguimos apresentar.

Você substituiu o veterano Léo Batista, que há décadas comandava a cobertura esportiva do Fantástico. Como enfrentou as comparações?
TADEU SCHMIDT - Sempre que há uma mudança é comum que algumas pessoas se incomodem e outras, não. Encaro as comparações e cobranças de uma maneira natural. As críticas foram em número muito menor do que os comentários elogiosos e não tenho do que reclamar. Pensou-se em uma forma diferente de fazer a cobertura esportiva no programa e a Globo optou por mim. Não tirei o lugar do Léo Batista.

Como você sente a repercussão do seu trabalho junto ao público?
TADEU SCHMIDT - O comentário que mais ouço e me deixa satisfeito é o das mulheres. Muitas dizem que não gostavam de esporte e na hora em que começavam os gols do Fantástico elas iam para a cozinha, mudavam de canal ou simplesmente desligavam a TV. Mas agora elas dizem que ficam acompanhando para ver o que a gente vai mostrar. A cada domingo tentamos trazer algo novo e a cada semana ouço novos comentários, principalmente do público feminino.

Como são escolhidos os vídeos dos quadros Bola Murcha e Bola Cheia?
TADEU SCHMIDT - Quem recebe os vídeos é o editor Rui Mota, do Fantástico, que já me entrega os escolhidos da semana mastigadinhos. Só faço algumas modificações no texto. Não vejo todas as fitas porque seria mais um detalhe para me preocupar.

São muitas as preocupações por estar no Fantástico e no Bom Dia Brasil ao mesmo tempo?
TADEU SCHMIDT - O que faço no Fantástico eu já vinha fazendo no Bom Dia Brasil. No jornal já tinha o bom humor, uma narração e uma edição do jeito que eu gosto. Mas no Fantástico a gente deu um passo à frente porque usamos outros recursos. A primeira coisa que me disseram quando entrei no programa é que eu não faria o telejornal às segundas-feiras. Mas eu mesmo preferi ficar porque, se sou o apresentador de esportes do Bom Dia Brasil, não posso ficar fora no principal dia da semana que é segunda, já que um monte de coisas aconteceu no domingo. Fui eu que me impus essa rotina louca.

Como é a sua ‘rotina louca'?
TADEU SCHMIDT - Aos domingos chego à emissora por volta das 15h. Geralmente somos cinco ou seis pessoas acompanhando todos os jogos, sobretudo as partidas das 16h. Já vamos anotando as curiosidades, semelhanças entre os jogos e o que pode render bons videoteipes, boas histórias. Em seguida passo a escrever os textos com os outros editores e aí começa a loucura que é a edição do Fantástico. Com o grau de elaboração e o nível de detalhes que temos, o normal é que esse material fosse preparado para o dia seguinte. Mas a gente faz em uma velocidade alucinante para ser exibido poucas horas depois. Às vezes, literalmente, corro pelos corredores da emissora para dar tempo. Quando termina o programa, tiro a maquiagem, troco de roupa e converso com a equipe para fazer uma avaliação final e já pensar em algo para a segunda-feira. Quando chego em casa, ainda como, tomo banho e vou dormir por volta de uma e meia da manhã. Às quatro e meia acordo para vir fazer o Bom Dia Brasil. Mas todos os dias durmo depois do almoço. Durmo por duas horas como se fosse noite. Aí acordo e vou malhar no fim da tarde.

Além de trabalhar com esportes, você gosta de praticar atividades físicas. Por que desistiu do sonho de ser jogador de vôlei?
TADEU SCHMIDT - Se eu ficar muito tempo sem praticar esportes fico chato, emburrado. Estou machucado, sem poder jogar tênis três vezes na semana como gostaria. Isso me deixa chateado. Cheguei a fazer parte da seleção infanto-juvenil de vôlei, mas fui cortado antes de ir para o Campeonato Mundial. Aí fiquei decepcionado e não quis mais jogar. Foi a maior decepção da minha vida. Tinha 17 anos quando vi que não teria a carreira perfeita que queria. Achava natural ser o melhor no que eu fazia porque tinha um exemplo dentro de casa, que era o Oscar. Eu não me conformava em jogar vôlei só para me divertir.

Nesse ponto, ser irmão do Oscar atrapalhou você?
TADEU SCHMIDT - Atrapalhou, porque me deu uma visão errada das coisas. Aos 17 anos, uma pessoa não pode desistir de um sonho porque não sabe nada da vida. Eu queria alcançar o mesmo nível que o Oscar. Mas quantas pessoas no Brasil têm o mesmo nível que ele? Talvez, se não fôssemos irmãos, eu estaria jogando vôlei até hoje. Com mais ou menos sucesso, mais ou menos dinheiro. Atualmente vejo a alegria dos meus sobrinhos que jogam vôlei de praia quando eles ganham um campeonato no fim de semana. Essa vida no esporte é muito saborosa. Saber vencer e saber perder. Mas hoje, olhando para trás, vejo que dificilmente eu seria tão feliz jogando vôlei quanto sou sendo jornalista.

Por quê?
TADEU SCHMIDT - Porque gosto muito do que faço. A gente não tem de fazer as coisas na vida com a obrigação de ser o melhor. A gente apenas tem de tentar ser o melhor. Agora isso é muito claro para mim. Tento fazer o meu melhor a cada dia e o que vai acontecer depois é uma conseqüência natural disso. Apesar de dormir pouco, adoro a vida que tenho.



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22/06/2008 | 07:14


Aos 17 anos, Tadeu Schmidt foi cortado da seleção infanto-juvenil de vôlei e se viu sem rumo. Até então ele só pensava em ser esportista. Foi aí que resolveu prestar vestibular para Direito, Informática, Comunicação. E hoje, com 33 anos, é um dos jornalistas esportivos com maior destaque na Globo. No Bom Dia Brasil e no Fantástico, chama a atenção pelo seu jeito divertido de narrar os gols da rodada e fazer comentários. "Estou formado há 11 anos e, quando estudava, o meu objetivo era arranjar emprego em um jornal qualquer. Sem dúvida, consegui mais do que eu esperava", afirma.

Para quem é irmão do maior jogador da história do basquete do Brasil, Oscar, era quase natural ser o melhor do país no vôlei. Mas o balde de água fria serviu para mostrar que na vida as coisas não são tão simples assim. "A gente não tem de fazer as coisas com a obrigação de ser o melhor. A gente só tem de tentar ser o melhor. Isso para mim hoje é muito claro", resume.

Arrependido de ter abandonado o vôlei tão cedo, mas feliz por ter escolhido o jornalismo, Tadeu não esconde a satisfação por trabalhar e fazer sucesso com o que gosta, mesmo com um horário de trabalho ingrato. "Dificilmente eu seria tão feliz como jogador quanto sou sendo jornalista. Adoro a vida que tenho, apesar de dormir pouco", brinca Tadeu, que de domingo para segunda dorme três horas por noite.

Outras jogadas - Tadeu Schmidt morava em Brasília e tinha 17 anos quando prestou vestibular para Direito, Informática e Comunicação. Acabou passando no último e cursou Publicidade. Mas depois de dois anos de faculdade, fez um estágio na área e descobriu que a profissão não consistia apenas em elaborar campanhas maravilhosas todos os dias. Só aí optou pelo jornalismo, aos 20 anos. "Foi quando comecei a ler jornais, revistas e decidi que queria ser um bom profissional", conta.

A experiência do jornalista é quase toda em TV. Depois de apenas um mês trabalhando na área de produção de uma rádio, começou a estagiar na TV Nacional em Brasília como repórter. "Era desesperador porque descobri que não sabia nada. Fui aprendendo com os erros", recorda.

Com o fim do estágio, em 1997, Tadeu colocou uma fita com o seu material debaixo do braço e levou até a Globo, na capital federal. Foi chamado para cobrir férias, depois foi contratado para o telejornal local da emissora em que fazia reportagens variadas, dos buracos na rua aos assassinatos.

"Mas naturalmente fui me direcionando para o esporte, por saber mais desse assunto", explica. Em 2000, foi transferido para a Globo no Rio e já esteve nos programas mais importantes da área, como Globo Esporte e Esporte Espetacular.

"Sou muito autocrítico e tudo o que faço eu acho que poderia ter sido melhor. Mas aprendi a valorizar o que faço de bom e me sinto orgulhoso quando isso acontece", avalia.

Melhores momentos - Mesmo depois de 11 anos de Globo e de cobrir grandes eventos do mundo esportivo, Tadeu não hesita em apontar a melhor experiência de sua carreira. Foi a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. "Eu tinha o cinegrafista Ary Jr. ao meu lado, um gênio. Fizemos várias matérias de comportamento e inventamos muita coisa", lembra Tadeu.

Foi nessa mesma ocasião que o jornalista enfrentou situações complicadas ao vivo. Ele ancorava o Bom Dia Brasil direto da Alemanha, tinha de ouvir as informações que lhe eram passadas, ver o que ia acontecer e ainda controlar os torcedores bagunceiros que queriam aparecer. "Tinha de negociar com eles e era complicado. Acho que alguém até passou em frente à câmara, mas não foi nada grave", diz Tadeu, prestes a arrumar as malas e seguir para as Olimpíadas de Pequim.

O esporte sempre teve espaço garantido no Fantástico, mas a sua maneira bem-humorada de comentar as notícias chamou a atenção. Você acha que trouxe novidades para uma cobertura esportiva desgastada na TV?
TADEU SCHMIDT - Tenho consciência de que estamos fazendo algo novo. Não estou dizendo se é bom ou ruim porque cada um acha o que quer. Mas talvez os gols da rodada sejam o videoteipe mais antigo do jornalismo, a coisa mais óbvia do telejornalismo esportivo. E acho que a gente conseguiu uma mudança de formato em relação a isso.

O humor nos textos é a principal ferramenta dessa inovação?
TADEU SCHMIDT - Acho que o humor nos textos reflete a minha personalidade, porque vejo tudo com muito bom humor. No caso do Fantástico, minha intenção não é fazer ninguém rir. Meu objetivo é contar histórias curiosas e divertidas, passar as informações da rodada de uma maneira agradável. Mas se conseqüentemente alguém ri dos fatos que mostro, ótimo. Porque acredito que as pessoas riem com as situações e não comigo. Eu conto tudo como contaria para alguém em casa. Até porque quando você tenta arrancar uma risada de alguém e não consegue, fica aquele ‘climão'. As risadas vêm das coisas curiosas e interessantes que conseguimos apresentar.

Você substituiu o veterano Léo Batista, que há décadas comandava a cobertura esportiva do Fantástico. Como enfrentou as comparações?
TADEU SCHMIDT - Sempre que há uma mudança é comum que algumas pessoas se incomodem e outras, não. Encaro as comparações e cobranças de uma maneira natural. As críticas foram em número muito menor do que os comentários elogiosos e não tenho do que reclamar. Pensou-se em uma forma diferente de fazer a cobertura esportiva no programa e a Globo optou por mim. Não tirei o lugar do Léo Batista.

Como você sente a repercussão do seu trabalho junto ao público?
TADEU SCHMIDT - O comentário que mais ouço e me deixa satisfeito é o das mulheres. Muitas dizem que não gostavam de esporte e na hora em que começavam os gols do Fantástico elas iam para a cozinha, mudavam de canal ou simplesmente desligavam a TV. Mas agora elas dizem que ficam acompanhando para ver o que a gente vai mostrar. A cada domingo tentamos trazer algo novo e a cada semana ouço novos comentários, principalmente do público feminino.

Como são escolhidos os vídeos dos quadros Bola Murcha e Bola Cheia?
TADEU SCHMIDT - Quem recebe os vídeos é o editor Rui Mota, do Fantástico, que já me entrega os escolhidos da semana mastigadinhos. Só faço algumas modificações no texto. Não vejo todas as fitas porque seria mais um detalhe para me preocupar.

São muitas as preocupações por estar no Fantástico e no Bom Dia Brasil ao mesmo tempo?
TADEU SCHMIDT - O que faço no Fantástico eu já vinha fazendo no Bom Dia Brasil. No jornal já tinha o bom humor, uma narração e uma edição do jeito que eu gosto. Mas no Fantástico a gente deu um passo à frente porque usamos outros recursos. A primeira coisa que me disseram quando entrei no programa é que eu não faria o telejornal às segundas-feiras. Mas eu mesmo preferi ficar porque, se sou o apresentador de esportes do Bom Dia Brasil, não posso ficar fora no principal dia da semana que é segunda, já que um monte de coisas aconteceu no domingo. Fui eu que me impus essa rotina louca.

Como é a sua ‘rotina louca'?
TADEU SCHMIDT - Aos domingos chego à emissora por volta das 15h. Geralmente somos cinco ou seis pessoas acompanhando todos os jogos, sobretudo as partidas das 16h. Já vamos anotando as curiosidades, semelhanças entre os jogos e o que pode render bons videoteipes, boas histórias. Em seguida passo a escrever os textos com os outros editores e aí começa a loucura que é a edição do Fantástico. Com o grau de elaboração e o nível de detalhes que temos, o normal é que esse material fosse preparado para o dia seguinte. Mas a gente faz em uma velocidade alucinante para ser exibido poucas horas depois. Às vezes, literalmente, corro pelos corredores da emissora para dar tempo. Quando termina o programa, tiro a maquiagem, troco de roupa e converso com a equipe para fazer uma avaliação final e já pensar em algo para a segunda-feira. Quando chego em casa, ainda como, tomo banho e vou dormir por volta de uma e meia da manhã. Às quatro e meia acordo para vir fazer o Bom Dia Brasil. Mas todos os dias durmo depois do almoço. Durmo por duas horas como se fosse noite. Aí acordo e vou malhar no fim da tarde.

Além de trabalhar com esportes, você gosta de praticar atividades físicas. Por que desistiu do sonho de ser jogador de vôlei?
TADEU SCHMIDT - Se eu ficar muito tempo sem praticar esportes fico chato, emburrado. Estou machucado, sem poder jogar tênis três vezes na semana como gostaria. Isso me deixa chateado. Cheguei a fazer parte da seleção infanto-juvenil de vôlei, mas fui cortado antes de ir para o Campeonato Mundial. Aí fiquei decepcionado e não quis mais jogar. Foi a maior decepção da minha vida. Tinha 17 anos quando vi que não teria a carreira perfeita que queria. Achava natural ser o melhor no que eu fazia porque tinha um exemplo dentro de casa, que era o Oscar. Eu não me conformava em jogar vôlei só para me divertir.

Nesse ponto, ser irmão do Oscar atrapalhou você?
TADEU SCHMIDT - Atrapalhou, porque me deu uma visão errada das coisas. Aos 17 anos, uma pessoa não pode desistir de um sonho porque não sabe nada da vida. Eu queria alcançar o mesmo nível que o Oscar. Mas quantas pessoas no Brasil têm o mesmo nível que ele? Talvez, se não fôssemos irmãos, eu estaria jogando vôlei até hoje. Com mais ou menos sucesso, mais ou menos dinheiro. Atualmente vejo a alegria dos meus sobrinhos que jogam vôlei de praia quando eles ganham um campeonato no fim de semana. Essa vida no esporte é muito saborosa. Saber vencer e saber perder. Mas hoje, olhando para trás, vejo que dificilmente eu seria tão feliz jogando vôlei quanto sou sendo jornalista.

Por quê?
TADEU SCHMIDT - Porque gosto muito do que faço. A gente não tem de fazer as coisas na vida com a obrigação de ser o melhor. A gente apenas tem de tentar ser o melhor. Agora isso é muito claro para mim. Tento fazer o meu melhor a cada dia e o que vai acontecer depois é uma conseqüência natural disso. Apesar de dormir pouco, adoro a vida que tenho.

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