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Marinho diz que entrega museu quando ministério parar com ‘incompetência’

Marina Brandão/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito acusa Cultura de burocratizar reinício
das obras do equipamento, atrasado há 2 anos


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

01/02/2016 | 07:00


Em seu último ano à frente do Executivo de São Bernardo, Luiz Marinho (PT) voltou a culpar o Ministério da Cultura pelo atraso do Museu do Trabalho e Trabalhador, que foi prometido para janeiro de 2013, com o objetivo de enaltecer a trajetória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – seu padrinho político.

A Pasta federal assinou convênio com o governo Marinho em 2011 para a realização da obra, na antiga sede do Mercado Municipal, na região central da cidade, próximo ao prédio do Paço. O complexo teve os serviços abandonados em junho de 2014, quando a empreiteira Construções e Incorporações CEI, responsável pelas obras, deixou o projeto. Ao todo, as intervenções já custaram R$ 18,8 milhões.

Irritado, Marinho não poupou críticas ao setor da Cultura, que é comandado pelo seu colega de partido Juca Ferreira. “(O museu vai ser concluído) Assim que o Ministério da Cultura terminar a novela deles de incompetência. Não é problema de repasse de dinheiro. A verba está na conta há alguns meses. É burocracia do ministério. O pessoal (do ministério) precisa colocar (o projeto) no plano de trabalho. Se não tiver, eu não posso fazer (a obra), apesar de ter o dinheiro na conta. Não posso fazer porque depois os órgãos de controle vão me questionar”, disparou.

Em novembro, o prefeito já havia criticado a União pelo atraso. Atacou o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), que é vinculado ao Ministério da Cultura e tem por finalidade avaliar programas e ações do setor museológico no País.

Em meio ao impasse com a equipe do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), Marinho solicitou em abril mais R$ 4,5 milhões ao governo federal para concluir o museu. A liberação não foi confirmada pela União, que não vê necessidade de aporte adicional ao projeto. O Portal da Transparência da União indica que o último repasse foi confirmado em fevereiro de 2015.

Marinho seguiu com o tom crítico ao ser indagado se tem pressionado o Ministério da Cultura para destravar o retorno das obras. “Claro, é óbvio. Vou começar (o serviço) assim que for autorizado”.

ELEFANTE BRANCO
Em dezembro, a equipe do Diário mostrou o interior do canteiro de obras, com sinais visíveis de deterioração, que vão desde infiltração e pichação nas paredes até degradação de materiais, como vergalhões e canos abandonados no chão. Havia também entulho e madeiras espalhadas em meio ao mato alto da área, além da ausência de dispositivos para monitorar segurança. População local relatou que a obra é constantemente invadida. Por conta das chuvas, o local alagou e passou a abrigar inúmeros focos de procriação do mosquito Aedes aegypti.

Dias depois, Marinho ordenou limpeza no espaço, retirando entulho e aparando mato. Ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo, que também mostrou o abandono, Marinho afirmou que iria retomar as obras do museu em março e que a conclusão ocorreria seis meses depois, ou seja, em dezembro. Salientou ainda que a GCM (Guarda Civil Municipal) faz rondas permanentes nas proximidades e que, em relação aos problemas com os focos do mosquito Aedes aegypti, a gestão petista realiza monitoramento, por meio de equipes específicas.

O Ministério da Cultura não se pronunciou sobre o caso. (colaborou Júnior Carvalho) 



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Marinho diz que entrega museu quando ministério parar com ‘incompetência’

Prefeito acusa Cultura de burocratizar reinício
das obras do equipamento, atrasado há 2 anos

Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

01/02/2016 | 07:00


Em seu último ano à frente do Executivo de São Bernardo, Luiz Marinho (PT) voltou a culpar o Ministério da Cultura pelo atraso do Museu do Trabalho e Trabalhador, que foi prometido para janeiro de 2013, com o objetivo de enaltecer a trajetória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – seu padrinho político.

A Pasta federal assinou convênio com o governo Marinho em 2011 para a realização da obra, na antiga sede do Mercado Municipal, na região central da cidade, próximo ao prédio do Paço. O complexo teve os serviços abandonados em junho de 2014, quando a empreiteira Construções e Incorporações CEI, responsável pelas obras, deixou o projeto. Ao todo, as intervenções já custaram R$ 18,8 milhões.

Irritado, Marinho não poupou críticas ao setor da Cultura, que é comandado pelo seu colega de partido Juca Ferreira. “(O museu vai ser concluído) Assim que o Ministério da Cultura terminar a novela deles de incompetência. Não é problema de repasse de dinheiro. A verba está na conta há alguns meses. É burocracia do ministério. O pessoal (do ministério) precisa colocar (o projeto) no plano de trabalho. Se não tiver, eu não posso fazer (a obra), apesar de ter o dinheiro na conta. Não posso fazer porque depois os órgãos de controle vão me questionar”, disparou.

Em novembro, o prefeito já havia criticado a União pelo atraso. Atacou o Ibram (Instituto Brasileiro de Museus), que é vinculado ao Ministério da Cultura e tem por finalidade avaliar programas e ações do setor museológico no País.

Em meio ao impasse com a equipe do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), Marinho solicitou em abril mais R$ 4,5 milhões ao governo federal para concluir o museu. A liberação não foi confirmada pela União, que não vê necessidade de aporte adicional ao projeto. O Portal da Transparência da União indica que o último repasse foi confirmado em fevereiro de 2015.

Marinho seguiu com o tom crítico ao ser indagado se tem pressionado o Ministério da Cultura para destravar o retorno das obras. “Claro, é óbvio. Vou começar (o serviço) assim que for autorizado”.

ELEFANTE BRANCO
Em dezembro, a equipe do Diário mostrou o interior do canteiro de obras, com sinais visíveis de deterioração, que vão desde infiltração e pichação nas paredes até degradação de materiais, como vergalhões e canos abandonados no chão. Havia também entulho e madeiras espalhadas em meio ao mato alto da área, além da ausência de dispositivos para monitorar segurança. População local relatou que a obra é constantemente invadida. Por conta das chuvas, o local alagou e passou a abrigar inúmeros focos de procriação do mosquito Aedes aegypti.

Dias depois, Marinho ordenou limpeza no espaço, retirando entulho e aparando mato. Ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo, que também mostrou o abandono, Marinho afirmou que iria retomar as obras do museu em março e que a conclusão ocorreria seis meses depois, ou seja, em dezembro. Salientou ainda que a GCM (Guarda Civil Municipal) faz rondas permanentes nas proximidades e que, em relação aos problemas com os focos do mosquito Aedes aegypti, a gestão petista realiza monitoramento, por meio de equipes específicas.

O Ministério da Cultura não se pronunciou sobre o caso. (colaborou Júnior Carvalho) 

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