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Serra fala de laranja e se refresca com sorvete



29/07/2006 | 00:05


Em campanha pela região Norte de São Paulo, o candidato pelo PSDB ao governo, José Serra, aproveitou o mal-estar dos produtores de laranja com o governo federal – o qual qualificou de "frouxo" por "abandoná-los" nas exportações – para conquistar votos. "Na questão da laranja, nós vamos nos colocar ao lado dos produtores, que neste momento sofrem discriminação", disse, em relação aos entraves para ingresso do produto, um dos principais itens da pauta de exportação do Brasil, em países como os EUA, em reunião com lideranças em Mogi Guaçu, cidade de 124 mil habitantes a 160 km de São Paulo, famosa por sua grande produção de laranja.

"O governo federal tem sido frouxo no enfrentamento dessa questão, deveria estar atuando nesta matéria", atacou, lembrando que "o preço da laranja na bolsa de Nova York está quatro ou cinco vezes o que os produtores recebem".

Para agradar o público disse que tinha um tio "sócio de uma fazenda na região" e que era um "especialista" em laranja por ter trabalhado em uma banca de frutas na infância em São Paulo. "Eu trabalhava no Mercado Municipal vendendo fruta, inclusive laranja, que eu era especialista", disse o candidato, enquanto tomava um sorvete de chocolate para suportar o calor de 32 graus.

Em caminhada por lojas da cidade, Serra recebeu a promessa de voto de Josepha Elizabeta Pataro Niai, de 91 anos, que descansava em uma cadeira no calçadão da praça Rui Barbosa, em frente a uma igreja – que bradou os sinos na sua chegada. "Eu voto sempre nele", disse Josepha. A filha confirmou que em todas as eleições leva dona Josepha para as urnas.

Além de Mogi Guaçu, Serra visitou as cidades vizinhas Itapira e Mogi Mirim. Região próspera também industrialmente, prometeu incentivar o empresariado para gerar "emprego e renda". "Quero fazer uma aliança com os empresários porque é o investimento privado que gera emprego", justificou. "E não há nada que substitua o flagelo do emprego que o próprio emprego. Pode criar a bolsa que for", continuou.

Voltou a criticar o Bolsa Família, afirmando que o governo Lula redirecionou recursos da saúde para bancar o programa. "Ano passado o governo federal tirou R$ 1,5 bi da Saúde para colocar no Bolsa Família. Quer fazer o Bolsa Família, maravilha. Mas não tira dinheiro da Saúde", disse.

Nas três cidades, Serra foi recebido com foguetório e foi acompanhado de um séquito de políticos da região. Fez breve caminhadas pelo comércio e discursos nos três municípios. Em todos, adotou um chavão para demonstrar sua precaução com a liderança nas pesquisas. "Bumbum de nenê, cabeça de juiz e urna ninguém sabe o que vai sair", repetiu.



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