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Após PME, Marinho rejeita emendas ao Orçamento

Andréa Iseki/Arquivo DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeito de São Bernardo repete postura do Plano de Educação e veta pedidos da Câmara


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

07/01/2016 | 07:00


O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), voltou a confrontar os vereadores ao vetar modificações na redação do Orçamento de São Bernardo para o exercício deste ano impostas pela oposição e G-9 (ala independente). O petista alegou “inconstitucionalidade” e “contrariedade ao interesse público”.

Antes, Marinho barrou a decisão dos parlamentares sobre proibição ao ensino de ideologia de gênero nas escolas da rede na proposta do PME (Plano Municipal de Educação). Os vetos do petista vão para a votação do Legislativo na sessão do dia 6, quando os trabalhos retornarão na Câmara. Sobre a situação do PME, os parlamentares contestaram a decisão de Luiz Marinho e prometem derrubar os vetos do chefe do Executivo.

Em relação à peça orçamentária, 50 artigos foram adicionados ao texto original, que prevê investimentos de R$ 5,1 bilhões. A aprovação das emendas na última sessão do ano irritou bastante Marinho, que, na ocasião, culpou a articulação do secretário de Governo, José Albino (PT), e do líder no Legislativo, José Ferreira (PT). Para o prefeito, a dupla falhou na negociação com o G-9.

Integrante da ala independente, Ramon Ramos (PDT) assegurou que a decisão de Marinho será discutida com o grupo. “Cabe a nós avaliar e discutir o que vamos fazer diante da atitude do prefeito. Acho importante pedir observação jurídica aos nossos itens solicitados. A decisão será tomada depois de diálogo.”

O G-9 apresentou documento com solicitação de 17 itens ao texto original. Entre as inclusões estavam verbas para criação de abrigo de inclusão social no Riacho Grande, além de subvenções para a Marcha para Jesus (evento religioso) e Clube dos Escoteiros.

Pela oposição, Marcelo Lima (PPS) foi autor de emenda que pede remanejamento de R$ 2 milhões em gastos com comunicação para pavimentação asfáltica e obras. O popular-socialista reclamou da postura do chefe do Executivo. “Esse veto mostra que o prefeito quer tirar a prerrogativa dos vereadores em opinar. Tenho certeza que o Legislativo não irá recuar. Propor modificação é auxiliar a cidade.”

Também da oposição, Pery Cartola (SD) emplacou 16 itens modificativos. Entre eles, remanejamento de verba do gabinete para a construção de hospital veterinário. “O prefeito quer sua vontade. Isso é derrubar e desrespeitar o trabalho dos legisladores. Os vereadores não podem ceder e deixar que a sua vontade prevaleça”, criticou.

Descaso no canteiro de obras do Museu do Trabalhador continua

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

Oito dias depois de o Diário divulgar imagens que retratam abandono do Museu do Trabalho e do Trabalhador de São Bernardo, a situação se mantém. Mato alto, entulho e possíveis focos do mosquito Aedes aegypti são vistos no canteiro de obras.

Idealizado pelo prefeito Luiz Marinho (PT) para enaltecer seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empreendimento está localizado em frente ao Paço onde antigamente funcionava mercado central. O projeto estava inicialmente orçado em R$ 18 milhões, já contou com aditivo de R$ 800 mil e o chefe do Executivo quer mais R$ 4,5 milhões para terminar o prédio.

A equipe do Diário esteve mais uma vez no canteiro de obras. Não havia vigilantes, funcionários da Construções e Incorporações CEI (empreiteira responsável pelo prédio) ou servidores públicos para limpeza do local. Estavam somente os dois cachorros que se instalaram no terreno.

As imagens recebidas pelo Diário mostravam o descaso com o museu. O poço do elevador da estrutura estava cheio de água, exposto a criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya.

O Museu do Trabalho e do Trabalhador era para ter sido entregue em janeiro de 2013, com recursos federais. No fim daquele ano, já com sinais de atraso, placas indicativas da obra foram rasuradas para atrapalhar a identificação do andamento do empreendimento.
<EM>Em julho de 2014, a obra paralisou. Marinho culpou o governo de Dilma Rousseff (PT) pelo atraso. A gestão federal, por enquanto, não está disposta a liberar aporte adicional ao projeto, alegando que etapas foram escanteadas pelo governo Marinho para efetivação do contrato.

Procurada, a Prefeitura de São Bernardo não se posicionou sobre o caso. (Colaborou Leandro Baldini) 



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