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Preço médio dos imóveis tem queda real na região

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Recuo na renda e alta na desconfiança por
parte dos consumidores provocam redução


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/01/2016 | 07:04


O preço médio do metro quadrado dos imóveis na região teve queda real em 2015 na comparação com o ano anterior, revela o Índice FipeZap. O levantamento, divulgado ontem, é feito em parceria entre a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e o portal ZAP Imóveis, e leva em consideração os valores anunciados na internet.

A pesquisa compara os preços em 20 cidades brasileiras, entre elas Santo André, São Bernardo e São Caetano. Nos três municípios da região, houve variação nominal (sem considerar a inflação) positiva de 2014 para 2015. Entretanto, se for descontado o acumulado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 12 meses – estimado em 10,72%, pois a divulgação oficial ocorrerá na sexta –, as quedas reais foram de 5,56%, 6,89% e 6,45%, respectivamente. Na Capital, a redução foi de 7,41%. Na média de todas as localidades pesquisadas foi registrada retração real de 8,48%.

Com isso, o preço médio do metro quadrado dos imóveis prontos chegou a R$ 5.831 em São Caetano; R$ 5.107 em Santo André; e R$ 4.754 em São Bernardo. Em São Paulo, é de R$ 8.619. E a média nacional é de R$ 7.613.

O ex-delegado regional do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo), Alvarino Lemes, avalia que a desvalorização dos imóveis é consequência da crise econômica do País, especialmente no que diz respeito à falta de confiança por parte de investidores e consumidores em geral. “A pessoa sente-se insegura para assumir uma dívida a longo prazo e, por isso, evita comprar agora. Isso puxa os preços para baixo, já que há menos demanda.”

Além dos imóveis novos, ele cita que a recessão também provoca barateamento dos usados. “Quem tinha, por exemplo, apartamento de R$ 400 mil e perde um emprego, vende essa unidade a um preço mais baixo e compra outra mais acessível.”

Miguel Colicchio, o Guta, proprietário da Colicchio Imóveis, de Santo André, acrescenta que os imóveis novos que estão sendo comercializados agora foram lançados há cerca de três anos, quando o mercado estava aquecido. “Agora, essas unidades têm de ser colocadas à venda. Como há muita oferta e pouca procura, o preço cai. Para quem quer e pode comprar, o momento é agora.”

Em sua avaliação, o que pode reaquecer o setor imobiliário são as medidas a serem tomadas pelo governo federal para tentar retomar a credibilidade dos investidores. Mesmo diante da crise, Guta assegura que o imóvel continua sendo o investimento mais seguro. 



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Preço médio dos imóveis tem queda real na região

Recuo na renda e alta na desconfiança por
parte dos consumidores provocam redução

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/01/2016 | 07:04


O preço médio do metro quadrado dos imóveis na região teve queda real em 2015 na comparação com o ano anterior, revela o Índice FipeZap. O levantamento, divulgado ontem, é feito em parceria entre a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e o portal ZAP Imóveis, e leva em consideração os valores anunciados na internet.

A pesquisa compara os preços em 20 cidades brasileiras, entre elas Santo André, São Bernardo e São Caetano. Nos três municípios da região, houve variação nominal (sem considerar a inflação) positiva de 2014 para 2015. Entretanto, se for descontado o acumulado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 12 meses – estimado em 10,72%, pois a divulgação oficial ocorrerá na sexta –, as quedas reais foram de 5,56%, 6,89% e 6,45%, respectivamente. Na Capital, a redução foi de 7,41%. Na média de todas as localidades pesquisadas foi registrada retração real de 8,48%.

Com isso, o preço médio do metro quadrado dos imóveis prontos chegou a R$ 5.831 em São Caetano; R$ 5.107 em Santo André; e R$ 4.754 em São Bernardo. Em São Paulo, é de R$ 8.619. E a média nacional é de R$ 7.613.

O ex-delegado regional do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis no Estado de São Paulo), Alvarino Lemes, avalia que a desvalorização dos imóveis é consequência da crise econômica do País, especialmente no que diz respeito à falta de confiança por parte de investidores e consumidores em geral. “A pessoa sente-se insegura para assumir uma dívida a longo prazo e, por isso, evita comprar agora. Isso puxa os preços para baixo, já que há menos demanda.”

Além dos imóveis novos, ele cita que a recessão também provoca barateamento dos usados. “Quem tinha, por exemplo, apartamento de R$ 400 mil e perde um emprego, vende essa unidade a um preço mais baixo e compra outra mais acessível.”

Miguel Colicchio, o Guta, proprietário da Colicchio Imóveis, de Santo André, acrescenta que os imóveis novos que estão sendo comercializados agora foram lançados há cerca de três anos, quando o mercado estava aquecido. “Agora, essas unidades têm de ser colocadas à venda. Como há muita oferta e pouca procura, o preço cai. Para quem quer e pode comprar, o momento é agora.”

Em sua avaliação, o que pode reaquecer o setor imobiliário são as medidas a serem tomadas pelo governo federal para tentar retomar a credibilidade dos investidores. Mesmo diante da crise, Guta assegura que o imóvel continua sendo o investimento mais seguro. 

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