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Braskem contesta explosão em Mauá

Claudinei Plaza/DGABC: Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Luminosidade, vista de bairros distantes do
polo Petroquímico, vinha do ground flare


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

24/12/2015 | 07:00


O forte ruído e o clarão vindos do Polo Petroquímico de Capuava, em Mauá, no fim da noite de terça-feira, não foram causados por explosão, segundo representantes da Braskem, principal empresa do complexo. A equipe do Diário esteve ontem no local, onde os funcionários afirmaram que a situação foi causada por instabilidade operacional e consequente paralisação temporária de uma das unidades de produção de insumos básicos.

“(O que aconteceu ontem) É habitual para momentos de distúrbios operacionais”, falou o coordenador de produção, Danilo Bouçós.

A luminosidade, vista de bairros distantes do polo, vinha do ground flare, equipamento responsável pela combustão de alta pressão, que opera com seis estágios de queima de matéria-prima que, por alguma razão, não pode ser utilizada. “Quando os equipamentos são acionados, direcionam gases para queima segura e isso acontece no flare”, disse a gerente de saúde, segurança e meio ambiente da Braskem, Sílvia Albuquerque.

“O ground flare tem capacidade de mais ou menos 500 toneladas de queima e isso gera luminosidade que chama a atenção. Para quem vê de longe, parece que está pegando fogo, mas tudo é controlado”, explicou Bouçós.

A equipe afirmou que não houve nenhum incêndio no local e, portanto, não demandou envio de viaturas do Corpo de Bombeiros. Na madrugada de ontem, a corporação havia dito ao Diário que três veículos foram encaminhados, o que foi confirmado pela manhã. Porém, à noite, a informação passada pelos bombeiros é que nenhum carro foi ao local por se tratar de instabilidade operacional.

Sobre os barulhos de explosões, ouvidos por diversas pessoas que residem no entorno, a equipe tem várias suposições. “Cada válvula que abre emana certo volume de gás que, na hora que entra em ignição, expande e pode, eventualmente, levar à interpretação de explosão”, exemplifica Bouçós. “Durante processo em que um compressor parou de funcionar, tivemos a abertura de uma válvula de segurança de vapor d’água. Isso pode ter gerado ruído também.”

Moradores próximos relatam que ouvem ruídos diariamente, mas o de terça-feira foi ‘assustador’. “As janelas chegaram a tremer, dava a impressão que ia explodir tudo. Meu filho de 8 anos acordou e, assustado, veio dormir comigo. Eu fiquei com medo, imagine uma criança”, contou a dona de casa Andréia Martins Gonçalves Ribeiro, 37 anos.

No dia 14 de outubro, rompimento de tubulação provocou fogo na unidade, deixando seis trabalhadores com ferimentos leves. Os representantes da empresa assumem que essa ocorrência aumentou o receio da população. Esse é o caso da dona de casa Maria Silva, 44, que mora em frente ao polo. “O barulho estava muito forte, uma claridade tremenda. Uma amiga chegou chorando em casa e saímos para dar uma volta, não queríamos ficar aqui. Tive medo porque já aconteceu uma vez e não sabemos o que se passa lá dentro.” 



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