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Presidente corintiano cobra Del Nero: 'Não podemos deixar a CBF descarrilar'



21/12/2015 | 07:00


Para o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, a CBF não pode continuar como está. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, o campeão brasileiro de 2015 cobrou que o presidente Marco Polo Del Nero defina a sua situação na entidade.

Acusado de corrupção pelo FBI e investigado pela CPI do Futebol, o dirigente se licenciou da presidência da CBF e indicou o deputado federal Marcus Vicente (PP-ES) para o cargo. Andrade não concorda com a manobra e diz que o futebol brasileiro não pode ser comandado por um interino.

Qual é o balanço que o senhor faz de 2015?

Foi um ano muito positivo. Assumimos o Corinthians em fevereiro em uma situação bem diferente do que está hoje em todos os aspectos, incluindo futebol e finanças. Não tem nem o que dizer sobre o título brasileiro. Mesmo se as outras coisas não tivessem melhorado, diria que o ano foi positivo.

Como o senhor conseguiu organizar as finanças e, ao mesmo tempo, manter o time forte?

Gastamos menos e buscamos receitas novas. As finanças não estão perfeitas, mas estamos próximos do equilíbrio. Essa é a receita em qualquer empresa e o futebol não fica fora.

Quais são os planos para 2016?

As dificuldades continuarão, não será um ano fácil. Vai ser melhor do que 2015, mas não será um ano fácil. Estamos tentando ficar mais fortes do que fomos em 2015 para brigar por todos os títulos que vamos disputar. Essa é a ideia.

Mas o poder de compra será maior do que foi em 2015?

A situação está um pouco mais melhor, mas não é confortável. Continuamos com o pé no freio, cortando despesas. Em 2017 será assim também. Vamos gastar o menos possível e buscar receitas novas.

Quantos jogadores o senhor pretende contratar?

Estamos trabalhando para trazer quatro reforços.

Como estão as negociações para renovar os contratos do Vagner Love e do Renato Augusto?

Meu foco está nos jogadores que a gente vai tentar contratar e em segurar aqueles que estão conosco hoje. Vamos empurrar para frente a conversa com jogadores com contratos que terminam em agosto ou no final do ano que vem.

É possível repetir em 2016 as conquistas de 2012, quando o time foi campeão da Libertadores e do Mundial?

O Tite veio não para ser campeão. O que eu cobro dele é que mantenha a equipe motivada e brigue por títulos. Se o treinador não for campeão não o mandaremos embora. Nossa filosofia não é essa. Com o Tite, felizmente no primeiro ano o trabalho já deu resultado. Entendo que, se o trabalho for contínuo, outros títulos virão.

Pato vai ser vendido para a Europa na janela de transferências que será aberta em janeiro?

Se ele for vendido, ótimo. Se não sair, vai trabalhar aqui. Ele tem contrato com o Corinthians até dezembro de 2016. Se for negociado, será ótimo para ele e para o Corinthians. Se não sair, veste a camisa do Corinthians e vai jogar.

Pato entrou na Justiça contra o Corinthians. O retorno dele ao clube não ficaria complicado?

Se existir algum dificuldade será por parte dele, e não nossa. Ele é funcionário do Corinthians e tem de vir trabalhar aqui. Quem tem de se enquadrar é ele, não sou eu.

Como o senhor avalia a atual situação da CBF?

Enquanto não for decidido o comando da CBF, não dá para pensar em fazer nada. Todo mundo que está hoje lá é interino. Precisa ter um posicionamento do presidente (Marco Polo Del Nero). Ele precisa se manifestar e dizer se vai voltar ou convocar novas eleições. O futebol brasileiro não pode viver de interino. A CBF precisa de um presidente de fato.

O senhor participa da Comissão Nacional de Clubes. Esse órgão foi criado pela CBF com a promessa de que os clubes iriam definir o calendário e a organização dos campeonatos. O senhor se sentiu traído pelo Del Nero?

Não existe traição. A comissão é estatutária, não é de brincadeira. Se você vai ter poder ou não, precisa ter comando na CBF. O Del Nero está preocupado com outras coisas que têm tirado o sono dele e, por isso, deixou a comissão de lado. Se tivermos um presidente no lugar dele, a comissão volta a aflorar. Concordo com o presidente do Grêmio (Romildo Bolzan Jr.), que disse que a comissão é uma ficção, mas isso é por causa do atual momento da CBF.

O senhor defende a renúncia do Del Nero?

Defendo a solução do problema. Se ele enxerga que não tem um futuro para ser presidente da CBF, então que saia e dê vaga para quem for tocar o futebol. Repito, o que não podemos é viver de interino. Nada funciona com interino.

O que o senhor acha da criação de uma liga nacional de clubes?

Para formar uma liga todos têm de concordar, inclusive a CBF. Quem hoje representa a CBF? Não tem ninguém. Não é o momento de colocar isso em pauta. Temos de esperar uma definição da CBF para propor alguma coisa. Estamos em um momento completamente indefinido. Não se sabe nada do que pode acontecer amanhã.

O senhor acha que os clubes têm de ter mais poder de decisão dentro da CBF?

Hoje, a CBF é importante porque organiza os campeonatos. O dia em que a organização do futebol passar para os clubes, a CBF deixa de ter importância para os clubes e vai cuidar apenas da seleção. Os presidentes de clubes estão preocupados cada um com seus clubes, mas é nosso papel não deixar a CBF descarrilar enquanto ela comanda o futebol. Não tem como ter ingerência na CBF. Ela tem estatuto. Hoje, não tem o que fazer.



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Presidente corintiano cobra Del Nero: 'Não podemos deixar a CBF descarrilar'


21/12/2015 | 07:00


Para o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, a CBF não pode continuar como está. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, o campeão brasileiro de 2015 cobrou que o presidente Marco Polo Del Nero defina a sua situação na entidade.

Acusado de corrupção pelo FBI e investigado pela CPI do Futebol, o dirigente se licenciou da presidência da CBF e indicou o deputado federal Marcus Vicente (PP-ES) para o cargo. Andrade não concorda com a manobra e diz que o futebol brasileiro não pode ser comandado por um interino.

Qual é o balanço que o senhor faz de 2015?

Foi um ano muito positivo. Assumimos o Corinthians em fevereiro em uma situação bem diferente do que está hoje em todos os aspectos, incluindo futebol e finanças. Não tem nem o que dizer sobre o título brasileiro. Mesmo se as outras coisas não tivessem melhorado, diria que o ano foi positivo.

Como o senhor conseguiu organizar as finanças e, ao mesmo tempo, manter o time forte?

Gastamos menos e buscamos receitas novas. As finanças não estão perfeitas, mas estamos próximos do equilíbrio. Essa é a receita em qualquer empresa e o futebol não fica fora.

Quais são os planos para 2016?

As dificuldades continuarão, não será um ano fácil. Vai ser melhor do que 2015, mas não será um ano fácil. Estamos tentando ficar mais fortes do que fomos em 2015 para brigar por todos os títulos que vamos disputar. Essa é a ideia.

Mas o poder de compra será maior do que foi em 2015?

A situação está um pouco mais melhor, mas não é confortável. Continuamos com o pé no freio, cortando despesas. Em 2017 será assim também. Vamos gastar o menos possível e buscar receitas novas.

Quantos jogadores o senhor pretende contratar?

Estamos trabalhando para trazer quatro reforços.

Como estão as negociações para renovar os contratos do Vagner Love e do Renato Augusto?

Meu foco está nos jogadores que a gente vai tentar contratar e em segurar aqueles que estão conosco hoje. Vamos empurrar para frente a conversa com jogadores com contratos que terminam em agosto ou no final do ano que vem.

É possível repetir em 2016 as conquistas de 2012, quando o time foi campeão da Libertadores e do Mundial?

O Tite veio não para ser campeão. O que eu cobro dele é que mantenha a equipe motivada e brigue por títulos. Se o treinador não for campeão não o mandaremos embora. Nossa filosofia não é essa. Com o Tite, felizmente no primeiro ano o trabalho já deu resultado. Entendo que, se o trabalho for contínuo, outros títulos virão.

Pato vai ser vendido para a Europa na janela de transferências que será aberta em janeiro?

Se ele for vendido, ótimo. Se não sair, vai trabalhar aqui. Ele tem contrato com o Corinthians até dezembro de 2016. Se for negociado, será ótimo para ele e para o Corinthians. Se não sair, veste a camisa do Corinthians e vai jogar.

Pato entrou na Justiça contra o Corinthians. O retorno dele ao clube não ficaria complicado?

Se existir algum dificuldade será por parte dele, e não nossa. Ele é funcionário do Corinthians e tem de vir trabalhar aqui. Quem tem de se enquadrar é ele, não sou eu.

Como o senhor avalia a atual situação da CBF?

Enquanto não for decidido o comando da CBF, não dá para pensar em fazer nada. Todo mundo que está hoje lá é interino. Precisa ter um posicionamento do presidente (Marco Polo Del Nero). Ele precisa se manifestar e dizer se vai voltar ou convocar novas eleições. O futebol brasileiro não pode viver de interino. A CBF precisa de um presidente de fato.

O senhor participa da Comissão Nacional de Clubes. Esse órgão foi criado pela CBF com a promessa de que os clubes iriam definir o calendário e a organização dos campeonatos. O senhor se sentiu traído pelo Del Nero?

Não existe traição. A comissão é estatutária, não é de brincadeira. Se você vai ter poder ou não, precisa ter comando na CBF. O Del Nero está preocupado com outras coisas que têm tirado o sono dele e, por isso, deixou a comissão de lado. Se tivermos um presidente no lugar dele, a comissão volta a aflorar. Concordo com o presidente do Grêmio (Romildo Bolzan Jr.), que disse que a comissão é uma ficção, mas isso é por causa do atual momento da CBF.

O senhor defende a renúncia do Del Nero?

Defendo a solução do problema. Se ele enxerga que não tem um futuro para ser presidente da CBF, então que saia e dê vaga para quem for tocar o futebol. Repito, o que não podemos é viver de interino. Nada funciona com interino.

O que o senhor acha da criação de uma liga nacional de clubes?

Para formar uma liga todos têm de concordar, inclusive a CBF. Quem hoje representa a CBF? Não tem ninguém. Não é o momento de colocar isso em pauta. Temos de esperar uma definição da CBF para propor alguma coisa. Estamos em um momento completamente indefinido. Não se sabe nada do que pode acontecer amanhã.

O senhor acha que os clubes têm de ter mais poder de decisão dentro da CBF?

Hoje, a CBF é importante porque organiza os campeonatos. O dia em que a organização do futebol passar para os clubes, a CBF deixa de ter importância para os clubes e vai cuidar apenas da seleção. Os presidentes de clubes estão preocupados cada um com seus clubes, mas é nosso papel não deixar a CBF descarrilar enquanto ela comanda o futebol. Não tem como ter ingerência na CBF. Ela tem estatuto. Hoje, não tem o que fazer.

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