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Em Diadema, oposição força troca em reforma de porta do HM

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Contrários a Lauro impõem derrota e mudam redação de recurso de R$ 1 mi a entrada do hospital


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

11/12/2015 | 07:00


A Câmara de Diadema determinou ontem a alteração no texto do projeto de lei, de autoria do governo do prefeito Lauro Michels (PV), que descreve investimento de R$ 1 milhão para a reforma da porta de entrada do Hospital Municipal, do bairro Piraporinha. O item, que corresponde ao plano de obras de 2016, foi duramente criticado pela oposição, que, em maioria na Casa, impôs sua vontade sobre a base de sustentação. O projeto detalhou aplicação de R$ 76,9 milhões em intervenções no município para o ano que vem.

Depois de exaustiva discussão no Parlamento, o dispositivo foi aprovado com novo texto “reforma do pavimento térreo” do hospital. A oposição ameaçou votar contra o projeto completo caso não houvesse modificação. A base de Lauro, mesmo contrariada, cedeu.

“A nossa bancada tem todo o interesse que o plano seja aprovado, mas o que custa mudar o termo?”, indagou o oposicionista Manoel Eduardo Marinho, o Maninho (PT). “ Vamos parar com essa conversa. Se há questionamento, que leve ao MP (Ministério Público)”, afirmou, de maneira irritada, o presidente da Casa, o governista José Dourado (PSDB).

O revés expôs novamente a fragilidade de Lauro no Legislativo, que afirma ter maioria dos votos da Casa. Antes da polêmica sobre o plano de obras, a base do verde também havia sido superada pelos oposicionistas na discussão do Orçamento. Os contrários a Lauro adicionaram 38 emendas na peça de R$ 1,2 bilhão.

PARALISAÇÃO
Cerca de 100 servidores de Diadema cruzaram os braços ontem em novo protesto organizado pelo Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema), entre 12h e 20h. O ato foi em defesa do reajuste integral de 7,89% nos salário do funcionalismo. Lauro garantiu 3,5% de acréscimo e prometeu que o restante estaria condicionado à melhoria da receita no município. Porém, já avisou que não conseguirá atender esse dispositivo. O Sindema anunciou que ao longo do dia 400 funcionários aderiram à manifestação.

A atividade foi iniciada com caminhada em frente à Prefeitura, passando pela Câmara e encerrada na Praça da Moça, também no Centro. Durante a caminhada, os servidores se depararam com o secretário de Saúde do governo Lauro, o ex-prefeito José Augusto da Silva Ramos (PSDB), duramente contestado pelo funcionalismo. O encontro, porém, não registrou briga.

A gestão do verde informou que descontará as horas paradas do expediente. Salientou também que nenhum serviço público foi prejudicado com o ato. 

ELEIÇÕES

Maninho, Zé Antônio e Vicentinho registram chapa

Postulantes à vaga de representante do PT de Diadema à sucessão de Lauro Michels (PV), os vereadores José Antônio da Silva e Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, e o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, protocolaram ontem, na sede do diretório petista suas pré-candidaturas a prefeito.

O ato formalizou a disposição dos petistas que almejam o posto máximo do partido na eleição que vem, depois de o ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) declinar liderar a empreitada. O ex-chefe do Executivo era o único consenso dentro do petismo.

A oficialização mostrou cenário diferenciado entre os postulantes. Zé Antônio, por exemplo, registrou seu nome sem consolidar apoio formal de caciques. “Eu vou até o fim (do processo de candidatura), mas com a perspectiva de construir unidade, porque precisamos estar unidos”, pontuou o vereador.

Já Maninho chegou ao núcleo petista ao lado dos colegas de bancada Orlando Vitoriano, Ronaldo Lacerda e Josa Queiroz. “Eu me sinto fortalecido (com adesões). Vejo que não tem mais jeito para a prévia. Não tenho plano B. O que eu tinha para retirar meu nome já fiz no passado.”

A ex-vereadora Irene do Santos e o ex-vice-prefeito Joel Fonseca foram os responsáveis por formalizar o nome de Vicentinho para a disputa interna. “O grupo protocolou a pré-candidatura, mas o meu pensamento não muda, com o Filippi de candidato. Mantenho postura de me colocar à disposição”, disse o parlamentar federal.

O PT tem até abril para organizar as prévias, mas o diretório quer antecipar a escolha do candidato para fevereiro. O presidente da sigla, o ex-prefeito Mário Reali, não foi localizado para comentar o assunto.



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