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Venda de moto tem alta de 24,5%


Daniel Trielli
Do Diário do Grande ABC

07/06/2006 | 08:17


Maio foi um ótimo período para as vendas de motos, de acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Segundo a entidade, foram vendidas 121,5 mil motocicletas no mês, um volume 22,5% maior que em abril. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento chegou a 27,9%.

Não faltam motivos para justificar o bom desempenho do setor de duas rodas. A forte alta dos preços dos combustíveis neste ano, o encarecimento dos seguros e a valorização de veículos zero quilômetro e seminovos motivaram o consumidor a migrar das lojas de carros para concessionárias de motocicletas.

Prova disso é o crescimento de vendas das motos de baixa cilindrada, geralmente utilizadas como meio de trabalho ou de locomoção em curtos percursos. Liderado pela Honda CG 150 Titan – uma espécie de Volkswagen Gol do mundo das duas rodas, já que lidera o mercado desde o início dos anos 80 –, o setor de motos abriu espaço para a evolução de montadoras menores – caso da Sundown, Kasinski e das chinesas.

Na concessionária Monte Leone Motos, em São Caetano, o aquecimento do mercado teve reflexo imediato. “Foi o melhor mês da nossa história”, resume o diretor comercial Mauro José. “Já temos crescido mais do que a média do mercado. Em maio, tivemos um ganho muito grande não só com vendas, mas também com serviços e comercialização de peças”, conta.

Para Mauro José, boa parte da expansão na comercialização de motos se deu pelo aumento das ofertas de financiamento. “As linhas de crédito estão muito mais facilitadas. Os bancos, que antes não ofereciam muito financiamento para motos estão abrindo os olhos para esse mercado. Os consórcios também, que tinham como primeiro plano os imóveis, se voltam aos veículos leves”, diz.

Além do crédito facilitado, o trânsito nas grandes cidades ajuda o segmento, lembra o diretor comercial da Monte Leone. “O tráfego na região e capital está caótico, não tem mais para onde fugir. O único jeito é usar um transporte mais eficiente e nesse sentido a moto deixou de ser um hobby para transformar-se num meio primário de locomoção.”

O resultado disso está expresso nos números: entre janeiro e maio deste ano foram comercializadas 524,9 mil motocicletas. Um aumento de 24,5% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidas 421,5 mil. “Com certeza 2006 está muito bom”, diz Mauro José. “Estamos tão otimistas quanto as fábricas. Daqui para frente só vai crescer, tanto que estamos planejando mais contratações e uma nova concessionária na Zona Norte da Capital.”

Fábrica – Os dados da Abraciclo mostram que a produção de motos encerrou maio com 139,6 mil unidades, 24,8% a mais do que em abril – 111,8 mil. Comparada às unidades fabricadas em maio do ano passado, o crescimento foi de 29,3%.

A exportação de motocicletas, porém, tem registrado queda em relação ao ano passado. Embora tenha crescido 18% em relação a abril, as vendas para o exterior em maio – 11,4 mil unidades – caíram 10,4% ante o mesmo período do ano passado.

Na comparação entre os cinco primeiros meses, 2006 – com 68,9 mil motocicletas exportadas – apresentou resultado 4,18% menor do que 2005. Para este ano, a Abraciclo prevê uma queda total de 6% nos embarques.


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